domingo, 21 de março de 2021

Ernesto


"Ernesto", de Alice de Luca e Giacomo Raffaelli (2020)
Dedicado à Agnes Varda, 'Ernesto" é um filme repleto de tesão e homoerotismo. Um filme que certamente busca as referências nos primeiros trabalhos de Xavier Dolan, com muita estilização, trilha sonora pop, cores hiperralistas e com os adolescentes mais lindos que você vai ver nas telas em filmes recentes. Federico Russo, o jovem protagonista, é puro magnestismo e é impossível não ser seduzido por cada frame dele em cena. Seu personagem Ernesto, é um adolescente em constante descoberta sexual: ele transa com meninos, meninas e depois, com uma travesti. Como todo adolescente, esses jovens italianos frequentam praias, festas, as ruas de Roma e Ladzio. A câmera na mão dá um toque de rebeldia, aliada à linda fotografia do próprio casal de diretores.
As cenas de sexo e de pegação são lindamente filmadas e fotografadas, como se os diretores quisessem que sejamos voyeurs e nos convidam a fazer parte de tudo. É um filme com um formato mais experimental: dotado de sensações, às vezes às cenas ficam mudas, sem diálogos, várias cenas parecem memórias de Ernesto das pessoas com quem fica. "Ernesto" é sobre jovens que não se preocupam com questões sociais ou econômicas, muito menos estudos. O que interessa é o mundo hedonista, viver a vida da melhor forma possível, como se fosse o último dia. A primeira cena de sexo do filme, de Ernesto com Tommaso, seu primeiro namorado, é repleto de tesão. Para quem curte um cinema LGBTQIA+ cheio de estilo, bossa e elenco lindo e top, "Ernesto" é imperdível. O filme concorreu no Festival de Veneza em 2020. Agnes Varda ficaria orgulhosa. Assim como em alguns filmes de Dolan, o filme tem a janela 4:3.

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