sábado, 31 de dezembro de 2011

O Deus da carnificina


" Carnage", de Roman Polanski (2011)

Baseado em texto da francesa yasmina Reza, e adaptado para o teatro, essa versão cinematográfica conta com a presença dos mega-astros Jodie Foster (Penelope), Kate Winslet (Nancy), Christoph Waltz (Alan) e John C. Reilly (Michael).
O encontro dos dois casais se dá na casa de Penelope e Michael. Os filhos de ambos brigaram na saída da escola, e o filho de Penelope acabou ficando sem dois dentes. Nancy e Alan vão até a casa deles assinar um documento que confirma o ataque. Porém, o mero encontro dos 2 casais faz fluir discussão de relacionamentos, desafios de poder, etc. A medida que a lavação de roupa suja avança em tempo real, os casais vão se engalfinhando moralmente, sem parecer que tenha um desfecho.
Divertida comédia de humor negro, com ótimas performances dos 4 atores, mesmo que as atuações tendam ao exagero e ao over acting. Mas Polansky não esconde a referência teatral da peça, e simplesmente liga a câmera e vai de encontro aos personagens, trancafiados em uma sala de um apartamento. Uma linguagem já utilizada inúmeras vezes no cinema, como em " Quem tem medo de Virgínia Wolf", de Mike Nichols.
Pode ser que para o espectador comum o filme soe chato e sem ritmo. Mas essa falta de dinamismo é compensada pelos ótimos diálogos, na sua maioria ácidos. Uma curiosidade: em uma cena, quando o personagem de Christoph Waltz abre a porta do corredor, podemos ver a presença de Polansky, escondido, fazendo o papel do vizinho.

Nota: 7

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Missão impossível 4 - Protocolo Fantasma


" Mission impossible 4- Ghost Protocol", de Brad Bird (2011)

Ethan Hunt (Tom Cruise) é solto de uma prisão de segurança máxima na Russia por agentes da IMF. Preso pelo assassinato de 6 sérvios, que mataram sua esposa, Ethan conhece seus novos colegas, Benji e Jane. O grupo recebe a missão de ir atrás de um perigoso terrorista, Hendrick, que pretende acionar bombas nucleares contra os EUA, causando desconforto entre Russia e EUA. A missão de Ethan e Cia fracassa, e eles são acusados de terem explodido o Kremlin e uma praça pública. É lançado então o protocolo fantasma, onde o IMF deve ser desativado. Ethan enão age por contra própria, contando com a ajuda do grupo e de Brandt (Jeremy Renner), um administrador do IMF que tem um passado suspeito. Próxima parada: Dubai.
Com mais humor do que os seus filmes anteriores, " protocolo Fantasma" procura fazer um filme de ação para toda a família, evitando sangue e violência, e marcando em cima do humor de personagens divertidos, que entraram para agitar a trama. Cruise está bem, apesar de ser evidente a sua maturidade física, e divide as cenas de ação com personagens tão interessantes quanto o seu. O personagem de Jeremy renner é quase que uma extensão de seu Ethan Hunt. e não seria de se estranhar se ele der prosseguimento a série.
As cenas de ação, capitaneadas por Brad Bird, diretor de animação ( Os incríveis)são de tirar o fôlego. A cena da escalada do prédio em Dubai, e a perseguição na tempestade de areia são excelentes. O filme é longo, e poderia sem culpa alguma, ter 20 minutos a menos.
Mas vale como passatempo pipocão, sem compromissos para uma tarde de domingo ou chuvosa.
Clássico de Sessão da tarde.


Nota: 7

domingo, 25 de dezembro de 2011

Românticos Anônimos


" Les Emotifs anonymes", de Jean Pierre Améris (2010)

Angelique (Isabele Carré) frequenta um grupo de Emotivos anônimos: pessoas que nao sabem lidar com relações amorosas. Ela é frustrada, por não saber lidar com a sua timidez, que atrapalha a sua vida profissional e amorosa. Ela vai pedir emprego em uma fábrica de chocolates a beira da falência, presidida por Jean René (Benoit Poelvoorde). Angelique tem um passado que guarda a 7 chaves: ela é uma talentosa fazedora de chocolates, mas guardava sua identidade anonimamente. Um dia, o seu patrão morre, e ela fica perdida. Todo mundo tenta ir em busca do famoso " eremita", o responsável pelos chocolates, sem saber que é na verdade Angelique quem os faz. Ela se emprega como vendedora dos chocolates, que ninguém quer. Ao mesmo tempo, o seu patrão nutre uma paixão por ela, mas também sofre do mesmo mal: a timidez e fobia social. Ambos procuram ver a melhor forma de poderem manter a postura profissional e pessoal, sendo que a timidez de ambos pode causar o fim de tudo. Angelique acaba ajudando o patrão a fabricar os chocolates, mas a relação de ambos parece querer ruir.
Deliciosa comédia romântica, nos moldes dos filmes de Jacques Demy dos anos 80: uma junção de romantismo exacerbado, colorido, música e uma caricatura vintage. Os atores se entregam a esse jogo de esterotipos e fazem caras e bocas perfeitas, uma vez que quse não temos diálogos. A trilha é linda, principalmente quando usa a música de Angus, no final emocionante. O roteiro é perfeito, juntando piadas e situaçãoes realmente engraçadas, quase que gagas visuais a la Jacques Tati, com um romantismo melancólico, que deixa o espectador torcendo de verdade pelo destino de seus personagens.
Um filme imperdível, que acredita na beleza do amor e da vida, assim como as boas fábulas.

Nota: 10

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tudo pelo poder


" The ides of march", de George Clloney (2011)

Durante a prévia para a eleição presidencial no estado do Ohio, o candidato Mike Morris (George Clloney) conta com a ajuda de seu staff para poder vencer. No seu staff, o cabeça é Paul Zara (Philip Seymour Hofmann), seu braço direito, que organiza toda a campanha. Para auxiliá-lo, Stephen Meyers (Ryan Gosling) , um jovem e brilhante talento, que dá de tudo para agitar a campanha e fazer de Mike o vencedor. Porém, o candidato concorrente tem como braço direito Tom Duffy (Paul Giamatti), que, percebendo a possível derrota do seu cliente, tenta seduzir Stephen para pedir demissão e se juntar a ele. Uma jornalista oportunista, Ida (Marisa Tomei) descobre esse encontroe tenta suborná-lo. Stephen em princípio fica tentado, mas depois desiste. Porém,essa sua atitude irá levá-lo a um jogo sujo de poder, onde traição, mentira e corrupção andam juntas.
Excelente drama político, com um roteiro sensacional e tenso, inteligente e cheio de reviravoltas, que permite excelente performances de todo o sue elenco. Aliás, o elenco é um item à parte: George Clooney, RRyan Gosling, Marisa Tomei, Jeffrey Wright, Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman, em atuações antológicas. Um elenco dos sonhos.
A fotografia também é um deslumbre, acenntuando a melancolia e tensão dos palcos de uma candidatura. O ritmo do filme é dinâmico, não deixando espaço para barrigas.
George Clooney faz aquui o seu melhor filme, e alça a maturidade profissional. Imperdível.

Nota: 9

Imortais


" Immortals", de Tarsem Singh (2011)

Segundo a lenda, os deuses venceram abatalha contra uma horda de Titãs, que ficaram aprisionados no Monte Tártaro. Somente quem possuir o arco de Epirus poderá libertar os terríveis seres. O rei Hyperion (Michey Rourke) deseja se vingar da morte de sua esposa e filha, e tenta encontrar o arco, nem que para isso ele tenha que matar quem estiver a sua frente. Ele vai atrás do Oráculo (Frida Pinto), que tem o dom de saber aonde está o arco. Mas um camponês, Teseu, (Henry Cavill) é o terrestre escolhido por Zeus (John Hurt) para salvar a terra das mãos de Hyperion. Teseu quer vingar a morte de sua mãe. Mas a lenda diz que os Deuses não devem intervir na briga de humanos.
Filme dirigido pelo indiano Tarsem Sing, que também dirigiu " A cela". O visual do filme é questionável, percorrendo momentos de deslumbre com pura cafonice. O roteiro não traz novidades, especialmente para quem já viu " Fúria de Titãs" e afins. Os efeitos não tem nada demais, e o uso do 3D é sem criatividade. O ritmo é arrastado, as cenas de ação, burocráticas, e nada no filme realmente impressiona. O elenco atua em automático, e no geral, fica um gostinho de sessão da tarde requentado.

Nota: 5

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Lunar


" Moon", de Duncan Jones (2009)

No futuro, a Terra é alimentada através da energia proveniente de minério extraído da Lua. Uma empresa, a Lunar, explora esse minério. Para isso, envia para lá um astronauta, Sam Bell(Sam Rockwell), que é incumbido de supervisionar a extração do minério. O contrato diz que Sam deve trabalhar por 3 anos, e aí, terá o direito de voltar à Terra. Nesse meio tempo, ele vê fitas gravadas por sua esposa e filha, que enviam através do robô Gerty ( a voz de kevin Spacey). A comunicação no entanto com a Terra não é mais possível, devido a um acidente. Gerty é o responsavel pela preservação da estação espaial e preza pelo bem-estar de Sam. Um dia Sam sofre um acidente na mineradora, e acorda na estação espacial, aos cuidados de Gerty. Sam tenta sair da estação, mas Gerty o impede. Sam vai assim mesmo, e acaba descobrindo que no local do acidente, se encontra um homem igual a ele. Ao trazê-lo à estação, Sam tem a terrível revelação que na verdade, od 2 são clones, gerados pela empresa, e que no prazo de 3 anos, são incinerados, dando lugar a outro clone. os dois clones tentam então lutar pela sobrevivencia, antes que um grupo de resgate venha eliminá-los.
Belo exemplar de ficção científica para adultos, no início parece um tanto hermético e confuso, mas aos poucos a ttrama vai se revelando cada vez mais enigmática. O ritmo é bem lento, e o diretor Duncan Jones, filho do cantor David Bowie, mostra talento ao conduzir uma traa tão intrincada. Jones depois viria a dirigir outro filme muito interessante, " Contra o tempo", com Jake Gyllenhaal. Jones com certeza deve ter se inspirado no filme " O homem que caiu na terra", com Bowie, por conta da estranheza de seu filme. Sam Rockwell está ótimo, conduzindo 2 personagens tão distintos. O filme tem um clima bem melancólico, principalmente na sua parte final. O filme é longo, poderia ter uns 15 minutos a menos. Muuitas refer~encias podem ser vistas no filme: " 2001". " O iluminado", " THX". A direção de arte é o ponto fraco do filme: a falta de orçamento fica evidente no visual: parece filme dos anos 80, todo fake, construído em estúdio.


Nota: 8

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Escondido 3D


" Hidden 3D", de Jack Frost e Antoine Thomas (2011)

Brian Karter é filho de uma renomada cientista, que fazia experiência com viciados em um locla chamado " O Santuário". Brian se isola do mundo, e é chamado por um amigo seu, que revela que Brian herdou o Santuário, com a morte de sua mãe. Reticente de início, BRian se deixa convencer de ir até o local com um grupo de amigos. Chegando lá, são recebidos por uma guia, Haley, uma mulher misteriosa. Ao entrarem no local, Brian e seus amigos vão se deparar com crianças mutantes, resultado da experiência de sua mãe, que retirava o vício e os tranformava em algo real, mutante.
Filme pavoroso, mal dirigido, péssimo elenco, roteiro rasteiro e efeitos constrangedores ( pior que tentam fazer um 3d muito do ruim). Parece ser um clássico de com´dia involuntária, mas nem para isso o filme se presta. O filme não tem ritmo, sem tensão, nada funciona. O incrível é que o orçamento do filme chegou a 8 milhões de dólares, sabe-se lá aonde fo colocado.

Nota: 2

sábado, 17 de dezembro de 2011

Os crimes de Snowtown


" Snowtown", de Justin Kurzel (2011)

Jamie é um adolescente de 16 anos, que mora na cidade de Snowtown com os seus dois irmãos menores e sua mãe. Os irmãos sofrem abuso sexual do namorado atual da mãe deles. Ela o agride, e um dia, surge John Bunting, um homem carismático que ganha a simpatia da família e claro, de Jamie. A partir daí, John vira uma espécie de guru para Jamie, até ele descobrir que Joh na verdade é um perigoso serial killer, que mata pederastas e pervertidos.
Baseado na história real do mais famoso serial killer da Austrália, o filme é tenso, muito em função de sua trilha sonora, tenebrosa. A fotografia é um item a parte: deslumbrante em seus tons azulados e tristes. A direção é segura, evitando mostrar a violência que a história sugere. Mas a narrativa, seguindo uma linguagem documental, é lenta, revelando o caráter do personagem aos poucos. Os atores estão excelentes, naturalistas.Impossível não se lembrar de outro filme astraliano, muito semelhante: " reino animal", ao mostrar a violencia explicita dentro do ambiente familiar.
O filme só não é melhor, porquê é longo, poderia ter uns 20 minutos a menos.

Nota: 8

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O albergue Parte 3


" Hostel part 3", de Scott Spiegel (2011)

4 amigos resolvem comemorar o última festa de solteiro de um deles, e ppartem para Las Vageas. Chegando lá, conhecem duas garotas, que os convidam para uma festa num fábrica desativada. Obviamente que, chegando lá, um deles é sequestrado,e acorda numa sala de torturas. O elite clube é uma associação especializada em comprar e torturar pessoas ao extremo, até sua morte. os outros 3 amigos vão em sua buca, sem saber o que lhes aguarda.
Escrito por Eli Roth, diretor do primeiro filme da série, " O Albergue 3" parece ser uma paródia feita em cima do sucesso
" Se beber não case". Não existe novidade alguma no filme, tudo é feito para agradar os fãs da série: violência extrema, mulheres semi-nuas, personages idiotas. Tem uma cena realmente apavorante, quando um torturador arranca a pele do rosto de uma vítima. O interessante do roteiro é a inversão de expectativas. Toda hora o filme tenta fazer umas pegadinhas com os personagens, enganando o espectador. E funciona. Mas o desfecho é previsível demais, se bem que divertido. Fora isso, o filme é curioso por colocar no elenco o mega star alemão Thomas Kreschtmann, que tem em seu currículo vários filmes europeus e americanos, interpretando um vilão na história, em participação tosca.

Nota: 5

domingo, 11 de dezembro de 2011

50 %


" 50.50" , de Jonathan Levine (2011)

Baseado na história real do roteirista Will Reiser, o filme narra o drama de Adam (Joseph Gordon-Levitt), um roteirista de uma estação de rádio de 27 anos, que descobre ter um cãncer raro. A sua expectativa do tratamento de quimioterapia dar certo é de 50%. Adam conta com a ajuda de Kyle (Seth Rogen), seu melhor amigo, que se aproveita da doença do amigo para se aproximar das mulheres. Adam volta a fazer conttao com a sua mãe super-protetora, Diane (Angelica Houston), que por sua vez já cuida do pai dele, portador de Alzheimer. Adam inicia sua terapia com a Dra Katherine (Anna Kendrick), muito jovem como terapeuta e que faz Adam desconfiar da eficiencia do tratamento. Por fim, a sua relação com a sua namorada Rachel (Bryce Howard Dallas) vai de mal a pior, pois ela nao suporta a evolução da doença do amado, e pula fora.
Brilhante filme, que mescla com louvor drama e comédia, amenizando a tragédia da doença, sendo encarada da melhor forma possível, mesmo quue em vários momentos, Adam sucumba a depressão. Os diálogos são sensacionais, parecendo tirados de algum filme de Wooody Allen. O elenco brilha, e sim, é muito bom rever Angelica Houston, interpretando um papel tão maravilhoso, mesmo que pequeno. A diireção de Jonathan levine é inteligente, discreta, e não procura tomar partido do melodrama. A trilha sonora também é sensacional, e claro, não poderia deixar de ter uma música do Radiohead, no caso," Fake plastic tree ". Um filme que merece e deve ser visto, uma produção independente emotiva e bem produzida.

Nota: 9

As canções


de Eduardo Coutinho (2011)

Pessoas comuns e anônimas prestam depoimentos para a câmera de Eduardo Coutinho, em um palco do teatro. A pergunta é: Que música marcou a sua vida. Depoimentos maravilhosos e emocionantes de todo tipo, embalados por belas histórias de amor, perdas, traições, frustrações, saudades.
Como "Edifício Master" e " Jogo de cena", Coutinho aposta na simplicidade da mise en scene, e foca nos depoimentos. Esse é seu grande trunfo, descobrir entre centenas de pessoas, aqueles que realmente têm algo a contar. Um olhar perdido, um gestual arrebatador, depoimentos reveladores que invadem a alma do espectador, tornando todos próximos em suas lutas e esperanças. O filme é longo, alguns depoimentos, claro, são superiores a outros,que parecem ter entrado na edição final apenas para preencher tempo. Mas resultado final é tão arrebatador, que a gente sai do cinema querendo cantar, para espantar os males ou trazer felicidade para a nossa vida. A fotografia de Jacques Cheuiche é linda, e o visual do filme, simples, é muito bacana, remetendo a uma apresentação em casa de espetáculos intimista.


Nota: 9

sábado, 10 de dezembro de 2011

Martha Marcy May Marlene


" Martha Marcy May Marlene " de Sean Durkin (2011)

Martha (Elisabeth Olsen) é uma jovem que durante 2 anos, se refugiou em uma pequena comunidade hippie nos arredores de Nova Yorque. Ela foi levada para lá por uuma amiga, e nao conseguiu mais sair. Na comunidade, o seu nome de batismo é Marci May. Assustada com os rumos da seita, administrada por um perverso líder, Patrick (John Hawkes), Martha foge. Ela liga para sua irmã, que se assusta ao ouvir notícias de Martha. A irmã e o cunhado a levam para a casa de campo deles, que fica a beira de um lago. Martha não diz o porquê dela ter sumido e nem aonde ela estava por esses dois anos. A irmã estranha tudo, mas mesmo assim dedica o seu tempo para cuidar de Martha. Porém, aos poucos, lembranças da seita vêem a mente de Martha, que acaba misturando realidade e fantasia, e não consegue mais discernir uma coisa da outra, ficando paranóica.
Excelente drama, com tintas de suspense, que me fz lembrar bastante de " Inverno da alma" por várias razões: Uma temática sobre auto-descobrimento, e a violência que existe no ser humano. Uma forte protagonista: aqui, Elisabeth Olsen no outro filme, Jennifer Lawrence. John Hawkes está em ambos os filmes, interpretando um tipo perverso. Ambos foram premiados em Sundance.
A direção é seca e silenciosa, a fotografia previlegia tons melancólicos e a edição vai tranquila, misturando com inteligência passado e presente, fazendo o especatdor ficar confuso sobe qual tempo os personagens estão vivenciando. Um filme pesado, tenso, que traz surpresas o tempo todo. A lentidão da narrativa pode irritar alguns. Mas no contexto geral, é um ótimo filme que deve ser visto.

Nota: 8

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Noite de ano novo


" New year´s eve", de Gary Marshall (2011)

Na mesma linha do seu filme anterior " Dia dos namorados", Garry Marshal faz de " Noite de ano novo" um pedido niversal de perdão. Aproveitando que nessa época do ano, as pessoas ficam mais suscetíveis a sentimentos como perdão, amor, paz, solidariedade, Marshal compõe um mosaico de personagens solitários numa grande metrópole, no caso, Nova York. O filme começa com Claire (Hillary Swank), coordenadora do evento de Reveillon na Times Square, uma típica workhaholick, tentndo fazer com que a festa no local dê tudo certo. Temos também Ingrid (Michelle Pfeiffer) e Paul (Zac Efron), respectivamente secretária e office boy de uma Gravadora poderosa,. Ela solitária, pede demissão, e contrata Paul para que a ajude acumprir suas resoluções de ano novo, em troca de convites para uma grande festa na Gravadora. Kim (Sarah Jessica Parker) é uma mãe hiper protetora, que impede Kim (Abigail Bresning) de ir ao reveillon com os amigos e namorado. Stan (Robert de Niro) é um paciente terminal, que sonha em ver pela última vez a explosão de fogos, pelo terão do hospital. Aimeé (Hale Berry) é a enfermeira que cuida dele, e cujo namorado, soldado, se encontra lutando no Iraque.E por aí vai.
Como todo filme recheado de estrelas (ainda temos Catherine Hegel, John Bon Jovi, Ashton Kutcher, Lea Michelle, Jessica Biel, Carla Gugino, etc) as histórias acabam ficando enfraquecidas, pois não dá tempo de se aprofundar na psicologia dos tipos, ficando tudo muito raso. Acaba virando um rol de sketches, alguns bons, outros bobos, outros inexistentes.
O filme é um compêndio da cultura americana: consumismo, moralismo cristão, muita pompa e curcunstância, e porque não, neons. Alguns momentos irritam pela ingenuidade, e tudo é muito clichê. Porem, diga-se de passagem, o roteirista reservou uma boa surpresa no desfecho, evitando a obviedade de uma das histórias, e enveredando por outro final, menos óbvio. Para quem nao curte sesssão da tarde com gostinho de Starbucks e jingle bells, melhor manter muita distancia do filme.

Nota: 6

domingo, 4 de dezembro de 2011

O céu sobre os ombros


de Sergio Borges (2011)

Documentário premiado sobre 3 figuras anônimas da periferia de Belo Horizonte, " O Céu sobre os os ombros" tem como maior mérito a belíssima fotografia.
Evelyn é um transsexual: de dia é professora universitária, de noite se prostitui nas ruas. Ela está fazendo mestrado sobre a questão do transsexualismo, e sofre crises de solidão e saudades de sua avó.
Bogus é um hare krishna, também torcedor fanático de futebol, trabalha em restaurante e em telemarketing.
Lwei é um escritor angolano,que possui um filho com doença mental. Lwei tem fortes tendências suicidas, e nunca trabalhou, sendo sutentado pela esposa.
O documentário venceu o prêmio de melhor filme em Brasília 2010. Discutível. Mesmo sendo um belo filme com imagens poéticas sobre solidão e melancolia numa grande cidade, o filme não tem grandes depoimentos. Na primeira parte do filme, as cenas são aleatórias e o filme parece não ter uma unidade. O espectador fica perdido, tentando entender sobre o que o filme quer discutir. O melhor personagem apresentado é o do transsexual, que tenta trazer humanidade de um ser realmente marginal. A cena dele fazendo miche na rua é reveladora e triste. Se o filme não fosse tão arrastado , seria muito melhor.

Nota: 6

sábado, 3 de dezembro de 2011

Toda forma de amor


" Beginners", de Mike Mills (2010)

Oliver (Ewan Macgregor) é um artista gráfico, que mora sozinho em uma casa. Ele conhece Anna (Melanie Laurent), uma jovem atriz francesa que mora em Nova York. Oliver tem um temperamento depressivo, e conta para Anna o seu relacionamento com os seus pais. A mãe, sempre fechada em seu mundo, triste. No dia em que ela morreu, Hal (Christopher Plummer) de 75 anos, resolveu se assumir gay e partir para uma vida que ele sempre quiz ter. De início estranhando tudo, Oliver acaba e acostumando, mas mesmo assim evita aiores contatos com o pai. Até que ele descobre ter um cancer terminal. Esse passado mal resolvido faz com que Oliver se prive do amor de Anna.
Bom drama, profundamente triste. com boas atuações do elenco. O tema é interessante e tratado com muita delicadeza. Porém, o filme é longo demais, e acaba ficando com o ritmo muito arrastado. ALguns momentos de humor e a presença de um cachorro fazem o filme se tornar mais agradável.

Nota: 7

O esquartejador de Nova York


" The new york ripper", de Lucio Fulci (1982)

Um serial killer está atacando mulheres nas ruas de Nova York, e as mata com requintes de crueldade. Um detetive tenta desesperadamente descobrir o paradeiro do assassino, e conta com a ajuda de uma sobrevivente de um ataque para reconhecer o suposto criminoso, mas ele tenta de novo atacar a jovem.
Delicioso filme do cultuado Lucio Fulci, que ele dirigiu em Nova York, em esquema de baixo orçamento. O tema lembra bastante um outro filme polêmico da época, " Parceiros da noite", de Willian Friedkin. Ambos são filmes que lidam com o universo sórdido da noite nova yorquina, com personagens perversos, e outros ligados a pornografia, perversões e taras. As pessoas são punidas pela sua libertinagem. É um filme de tom moralista.
O elenco , dublado, está maravilhosamente canastra, como devem ser nos filmes de Fulci. As cenas de violência são extremas, alguns com requintes de barbaridade. Temos até detalhes de gilete cortando um olho de uma das vítimas. Várias cenas antológicas, nesse verdadeiro clássico do filme B.


Nota: 8

Os especialistas


" killer elite", de Gary Mackendry (2011)

Em 1980, um grupo de elite de assassinos, apadrinhado por integrantes do Governo, continuam em sua rotina de execução de tarefas de aniquilar poderosos que ameaçam a paz do Governo britãnico. Entre eles, Danny(Jason Statham) e Hunter, seu mentor (Robert de Niro). Danny fica em crise após matar um homem e encontrar uma criança no carro. Resolve se aposentar. No entanto, logo é convocado, ao saber que Hunter, em uma tarefa, acabou sendo mantido como prisioneiro. Danny segue até o País de Omã, na Arábia Saudita, e ao encontrar o Xeque, descobre que sua missão é matar 3 integrantes da SAS, eleite militar britãnica, que mataram 3 de seus 4 filhos durante uma operação militar no País. Danny aceita a contra-gosto a missão, e embarca para a Inglaterra para botar em prática a sua demanda. o que não esperava era que em seu caminho, surgisse um matador da SAS, Spike (Clive Owen), que tenta salvar as vidas dos miliares jurados de morte.
Bom filme de ação, baseado em livro publicado pelo inglês Rudolph Fiennes, mas que jamais conseguiu provar a existência dos " the feathermen", assassinos de elite da SAS. O mais curioso no filme é que ele se passa na década de 80, logo, nada de tecnologias avançadas usadas nos filmes semelhantes: Identidade Bourne, Missão impossível, etc. Aqui é pancadaria e ação das antigas, com direito a muita mentirada, do jeito que se fazia antigamente. E é justamente isso que irrita. Muitas das cenas se tornam implausíveis justamente por suas inverossimilhanças. Os atores estão bem, mas Robert de Niro abusou do piloto automático. Jason Staham faz aquilo que sabe fazer bem: distribuir socos e tiros e manter a pose de durão. Clive Owen mantém um bigodinho safado, mas cumpre sue papel com dignidade. No mais, é passatempo, sem nada de novo, meio longo, e que lá pelo meio, resolve dar um clima de melodrama dispensável.

Nota: 7

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um dia


" One day", de Lone Scherfig (2011)

No ano de 1988, um grupo de estudantes se forma na faculdade. Entre eles, Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess). Os dois vão até a casa de Emma para transar, mas resolvem ficar apenas na amizade. Antes de se despedir, fazem um pacto de se encontrarem todo dia 15 de julho, para contar as novidades das vidas de ambos. Assim, a vida de ambos segue até o ano de 2008, entre medos, insucessos profissionais e amorosos, frustrações. No final, descobrem que estavam mesmo era apaixonados um pelo outro.
Belíssimo filme, com fotografia deslumbrante, em tons azuis, e trilha sonora composta por Rachel Portman, que enfatiza o sentimentalismo da trama. O filme é triste, apesar do clima de romance que envolve a narrativa. Várias músicas pop dos anos 80 , 90 e anos 2000 fazem parte da trilha. As locações e direção de arte são inebriantes. Os atores estão ótimos: Anne Hathaway, que foi massacrada pela crítica, por conta de seu sotaque inglês ( o personagem é inglês, e Anne é americana). está ótima. Mas sim, consigo visualizar a Emily Blunt ou Carey Mullighan interpretando a personagem. Ainda mais que Carey fez o último filme da mesma diretora, " Educação". Jim Sturgess, de " Across the Universe", também está correto, e a presença da sempre maravilhosa Patricia Clarkson, habitueé dos filmes de Woody Allen, aqui emprestando digidade no papel da mãe de derek. Apesar de todos os pontos altos, o filme não alça vôo. O ritmo é lento, longo. A gente quase que não simpatiza boa parte da projeção pelos dois personagens, uma vez que eles não procuram ser gentis. Mas o final do filme supreende pela montagem. lembra bastante o desfecho de " Amor em 5 tempos", de Françõis Ozon. A gente sai do cinema com a sensação boa, de ter visto um puta filme edificante. Vale lembrar também que é quase impossível não associar o filme aos emocionantes " Antes do por do sol" e " Antes do amanhecer", de Richard Linkater.

Nota: 7

domingo, 27 de novembro de 2011

Happy Feet 2


de George Miller ( 2011)

Mano ( Elijah Wood) cresceu,e casado com Gloria, possuem um filho, Erik. Erik não consegue dançar,e acaba se sentindo rejeitado pelo grupo de pinguins da comunidade. Erik resolve fugir com seus 2 amigos. Mano, ao perceber a fuga do filho, vai atrás dele. Mano acaba encontrando Erik e os outros 2 amigos dele numa outra comunidade de pinguins, aonde se encontram também Ramon e os outros amigos de Mano. Lá, surge Sven, um pinguim voador, que acaba ganhando atenção de Erik, encantado com o fato de Sven poder voar. Mano fca enciumado com o encantamento do filho por outro pinguim. Ao voltarem para casa, percebem que a comunidade deles está isolada por conta de um acidente com um enorme iceberg, que os isolou. Os pinguins ficam sem ter como fugir do local, e pior, sem ter como se alimentar. Mano e Erik tentam decsobrir então uma forma de livrar a comunidade deles de um detsino trágico.
Sensível e emocionante continuação do sucesso " Happy Feet, o pinguim", essa segunda parte é tão boa quanto o original. A técnica é ótima, e as cenas musicais muito bem constuídas. As vozes dubladas também funcionam a contento, mostrando o profissionalismo dos dubladores brasileiros. Me encontrei chorando várias vezes durante a projeção, como na cena que o pai Leaõ Marinho sofre um acidente, ou quando Erik canta desesperado para fazer valer reconhecer o valor de sue pai.
É um filme lindo, que deve ser visto por um público de todas as idades.


Nota: 8

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A coisa


" The thing", de Matthijs Van Heijningen Jr (2011)

Em 1982, a paleontóloga Kate é recrutada por cientistas noruegueses para se juntar a uma pesquisa revolucionária: foi encontrado na Antártida, enterrado, uma nave espacial, e dentro dela, uma criatura alienígena congelada. O grupo de pesquisadores, que estão isolados numa base, levam a criatura para junto deles. O que eles não esperavam é que a criatura se soltasse, e atacasse um a um da equipe, imitando a forma deles. Fica assim então impossível de identificar entre as pessoas quem é a criatura mimificada. Kate tenta descobrir a tempo antes que a criatura fuja para a civilização.
" Prequel" do clássico de John Carpenter, " O engima de outro mundo", de 1982. O filme começa exatamente antes do filme de Carpenter. O filme do cineasta norueguês Matthijs Van Heijningen Jr tenta manter o mesmo clima de claustofobia e terror existente na versão de 1982, mas não chega a tanto. Mesmo assim, tem ótimas cenas de tensão, e os efeitos são sensacionais, reproduzindo o mesmo tipo de efeito do filme de Carpenter, porém, mais bem produzido. O elenco funciona a contento, mas o estranho é ter uma protagonista feminina. O sucesso do filme com Kurt Russel era que o elenco era todo masculino, criando um universo de misoginia e onde os homens tentam ser valentes e heróis, sem sucesso. O desfecho do filme é foda, e dá uma sensação de tristeza e melancolia. O que acho estranho em um " prequel" é que teoricamente o especatdor já sabe o destino de todos os personagens. Reparem numa homenagem a " Predador 2", quase no final, numa cena que se ambienta dentro de uma nave espacial. Muito bom !

Nota: 8

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Como doidos


" Like crazy" , de Drake Doremus (2011)

Anna (Felicity Jones) é uma jovem estudante inglesa, que vai até Los Angeles estudar em uma faculdade. De forte personalidade e romântica, ela se apaixona perdidamente por Jacob (Anton Yelshin), um americano cujo sonho é ser um design de móveis. Ambos vivem seus momentos de paixão avassaladora, até o dia que o visto de Anna se expira. No dia de seu retorno a Londres, ela resolve ficar em Los Angeles e curtir uns dias a mais com o seu amado. Meses depois, ao retonar a Los Angeles, Anna é barrada pela Alfandega no desembarque ao aeroporto, por ter violado as leis de imigração. A partir desse momento, o amor de Jacob e Anna precisa resistir ao tempo e a distância, e provar que o que sentiram era amor ou mera aventura.
Comovente e emocionante drama, realiado com a câmera Canon 7D, que favorece projetos de baixo orçamento, " Like crazy" venceu os prêmios do Grande Juri e de melhor atriz para Felicity Jones, excelente no papel de Anna. A fotografia é deslumbrante, para padrôes de filmes sem grana, e a trilha sonora compõe com harmonia as cenas românticas. O filme tem um constante tom de melancolia e tristeza. O ritmo do filme é lento, e lá pelo meio da projeção o tema já fica repetitivo. Mas a atuação do casal principal é tão retumbante, que é impossível não se identificar com ambos. O desfecho, em aberto, é corajoso, e torna o filme mais realista.
Li em uma resenha que o roteiro dado aos atores nao continha diálogos, e que quase tudo foi improvisado nas filmagens. Ponto para o elenco. O filme em uma inspiração auto-biográfica do diretor Draje Doremus, através de uma relação que ele manteve com sua ex-esposa austríaca.


Nota: 8

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Amanhecer - Parte 1


" Breaking dawn- Part 1", de Bill Condon (2011)

Edward e Bella dessa vez se casam, e passam sua lua de mel no Rio de Janeiro, ond etêm sua primeira noite de amor. Passam-se uns dias, e bella percebe que está grávida. Porém, a gravidez faz mal para ela, pois o bebê está sugando todas as suas energias e a está matando. Ao mesmo tempo, a clã dos lobisomens planejam matar Bella, pois ela está gerando o filho de um vampiro que irá desequilibrar a relação entre humanos e lobos.
A adaptação do último livro, " Amanhecer", foi dividida em duas partes. Claro, dinheiro sempre é bom em caixa, e esse filme foi o responsável pela maior arrecadação em uma estreia na história do Brasil, foram mais de 1 milhao e 700 mil espectadores no final de semana de estréia. O diferencial aqui é o pedigree da direção, no caso, Bill Condon, respeitavel cineasta autoral, que fez entre outros, " Deuses e monstros", biografia do diretor James Whale. Mas Bill Condon não é mágico, e fazer um filme com um texto tão frágil nãoé tarefa para qualquer um. Sim, o filme se baseia no carisma do trio principal, mas isso não foi suficiente. O roteiro é ingênuo, e o filme tem problema de ritmo, ele é bem chato. Nessa primeira parte, privilegia-se o romance, mais do que a alão, que sómente acontece no final, e mesmo assim, muito pouco. Algumas cenas são bem toscas, como por ex, as cenas na Lapa, do Rio de Janeiro, mostrando uma figuração forçada. Edward falando em português também ninguém merece. O casal de caseiros também é péssimo. A cena dos lobos discutindo em voz off, inacreditável. O que se salva é uma cena de efeito, com a transformação de Bella, que é bonita.

Nota: 6

sábado, 19 de novembro de 2011

A chave de Sarah


" Elle S`appeleit Sarah- Sara´s Key , de Gilles Paquet-Brenner (2010)

Julia (Kristin Scoot Thomas) é uma jornalista bem sucedida, que se muda com seu marido e sua filha adolescente para um apartamento pequeno, em Paris, que pertecenceu aos pais do marido. Na revista o qual ela trabalha, ela resolve ecsrever uma matéria sobre a 2a guerra e a participação do Governo Francês na prisão de mais de 10 mil judeus franceses e a seguida deportação para campos de concentração. Julia descobre que o apartamento que ela vai morar pertenceu à familia judia Starzynski: pais, Sarah, a filha adolescente, e Michael, o irmão pequeno. Policiias invadem o apartamento e retiram a família. Sem que ninguém veja, Sarah tranca Michael no armário e passa a chave, com a promessa de que virá para buscá-lo. Levados ao campo de concentração em Paris, Sarah se dá conta da besteira que fez e faz de tudo para sair e soltar o seu irmão. A partir daí, o filme caminha paralelo nas 2 épocas.
Contundente drama protagonizado pela excelente Kristin Scort Thomas, o filme tem um roteiro em ritmo de folhetim novelesco. Não que isso seja ruim, pelo contrário, captura a atenção do espectador e torna os personagens universais e trágicos. As atuações de todo o elenco são excelentes, em especial a da atriz que interpreta Sarah pequena. Um filme duro, comovente, que só peca pela sua excessiva duração, e pelo exagero de desdobramentos na trama principal. A entrada do personagem de Aidan Quinn na história, acho desnecessária. A fotografia, a trilha sonora são belas. Tem um plano, de Sarah e uma amiga, boiando no rio, que é muito bonito. A cena do reencontro de Sarah com Michael é algo de extraordinário, um excelente trabalho do elenco e de direção. A cena da separação mãe e filha também remete a " A escolha de Sofia", no queristo emoção.

Nota: 7


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O preço do amanhã


" In time", de Andrew Nicchol (2011)

Em um futuro próximo, as pessoas quando atingem 25 anos de idade, começam a ter um relógio biológico que a fazem viver mais um ano. Para que continuem vivendo, elas precisam negociar horas de vida. As hora de vida viraram moeda corrente, administradas através de uma grande Corporação. Tudo é pago com o tempo, desde um cafezinho até passagens de onibus. Sylvia Weis (Amanda Seyfried) interpreta a filha desse magnata. Ela se envolve com Will Salas (Justin Timberlake), um jovem de origem pobre, que mora na região onde vivem os proletários e pessoas comuns. A mãe de Will morre por fakta de tempo, e Will jura vingança. Do encontro de Will com Sylvia, nasce uma dupla que fica conhecida por roubar bancos e distribuir as horas para os mais pobres. Em seu encalço, surge o Guardião do tempo, Raymond (Cillian Murphy).
Ficção científica do mesmo diretor de " Gattaca", uma jóia do cinema, e roteirista de " O show de Truman". Infelizmente, aqui, Nichols não atinge a sua excelência. Toda essa premisssa do tempo virar moeda corrente sôa muito ingênua. Como assim, só de tocar alguém, a pessoa já perde horas de sua vida. Assim, ninguém se sentiria seguro andando pelas ruas. Os atores estão estereotipados: diga-se Amanda Seyfried, Justin Timberlake e principalmente Cillian Murphy, que faz caras e bocas no melhor estilo " Matrix", de quem o filme rouba até o figurino dos guardiões. O filme tenta se apossar do mito de Robin Hood, mas não convence, Falta força dramática, falta ritmo. As coisas acontecem muito fáceis pros personagens. e o casal sempre se dá bem em situações improváveis. A personagem de Sylvia, que até então era uma dondoca, de repente pula prédios, dá tiros e corre com a maior habilidade, como se fosse uma profissional. Assim é fácil demais. heheeh

Nota: 5

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tarde demais


" Beautiful boy", de Shawn Ku (2010)

Kate (Maria Bello) e Bill (Martin Sheen) formam um casal bem sucedido. Porém, eles não estão se dando bem. Falta amor, comunicação entre eles. No meio do fogo cruzado, encontra-se Sammy (Kylle Garner). Sammy é um jovem que acabou de ingressar na faculdade, e encontra-se isolado, sem amigos. Seus pais não percebem isso, porquê estão com a vida dedicada ao trabalho. Até que um dia, uma nitícia devastadora se abate sobre o casal. Sammy matou 17 pessoas na faculdade, e se matou depois. Essa revelação provoca uma reviravolta na vida de ambos, inclusive sendo acusados pelo crime, pela educação dada ao jovem. Sem ter a quem recorrer, Kate e Bill se aproximam para poder sobreviver ao caos emocional que se criou em volta deles.
Bom drama, por incrível que pareça, extremamente parecido com " Precisamos conversar sobre Kevin". Ambos têm tema em comum: pais ausentes, filho assassino, a questão da falta de comunicação em família como causa destruidora do lar. Porém, diferente de "Kevin", que investe mais na história do filho, e sua relação com os pais, aqui em " Tarde demais", o personagem do filho é so pretexto para discutir a questão da responsabilide dos pais quanto a educação dos filhos. No entanto, o excesso de chororô da história torna o filme meio excessivo. Uma pena, porquê a atuação dos 2 atores está bem, apesar, de como falei, o roteiro pender para as situações de desespero e choramingações. A fotografia do filme é bem bonita, e tudo é filmado com muita elegância. O filme poderia ter uns 20 minutos a menos, daria mais ritmo.

Nota: 6

Se não nós, quem


" Wer wenn nicht wur", de Andres Veiel (2011)

No início dos anos 60, em Berlin, Bernward Vesper ( August Diehl) é um jovem escritor que sgeue os passos de seu pai, também escritor. Porém, ele vive sobre o fantasma de seu pai ter trabalhado para Hitler. Na faculdade, Berward conhece Gudrun (Lena Lauzemis), uma estudante inquieta e ativista, cujo pai também trabalhou para o regime nazista. Ela é a unica dos 7 irmãos que estuda, pois os pais nçao tem condições de pagar estudos para os outros. Bernward e Gudrun fundam uma pequena editora, que de início lança as obras do pai de Bernward, e dpeois, lançam obras polêmicas que incitam a violência e a luta da sociedade contra poderio americano e capitalismo. Os anos de passam, e Gudrun se envolve com Andreas Baader, um estudante que prega a violência como forma de chamar atenção do governo. Bernward, por sua vez, se entrega às drogas, para poder seu livro, " A viagem".
Baseado na história real de Bernward, " Se não nós , quem" procura fazer um registro documental de um período de uma década da Alemanha dos anos 60. Os jovens cresceram no regima nazista e vivem sobre a sombra de seus pais que trabalharam para Hitler. Daí a razão dos jovens em sua maioria questionarem a sua importancia na sociedade, e a estagnaçãoo da geraçao inteira pelo sentimento de culpa de terem pertecido a um país que deflagrou a 2a Guerra. O filme é longo, 126 minutos, e de ritmo lento. Os atores estão bem, mas o filme tem uma narrativa didática, entremeada por imagens de arquivo, que vão msotrando cenas d elutas de classes e governos do povo, como Fidel Castro, Os panteras negras, etc.
A trilha sonora é recheada de hits da década, e dá uma certa dinâmica a narrativa. Fica apenas um registro curioso de uma geração que tentou mostrar a sua cara, e que entrou no terrorismo, no caso o grupo Baader Meinhoff, para poder mostrar a todos que eles poderiam sim, tentar mudar o mundo. Teve recentemente um filme, " O grupo Baader Meinhof", de Uli Edel, que também explora o grupor terrorista.

Nota: 6

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Amanhã nunca mais


de Tadeu Jungle (2011)

Walter (Lazaro Ramos) é um médico anestesista, pai de uma menina, e casado com a personagem da atriz Fernanda Machado. Estressado com o seu trabalhho ( o médico chefe vive chamando ele de anestesista, ao invés de chamá-lo de médico, o que o deixa irritado), Walter resolve ajudar sua esposa, inso buscar o bolo de aniversário da filha em um lugar isolado do centro. Walter inventa uma desculpa durante uma cirurgia e sai, pegando seu carro e partindo para o bairro. Porém, ele pega uma noite chuvosa e de muito trãnsito, e muitas confusões acontecerão na trajetória, incluindo o surgimento de uma mulher histérica (Maria Luisa Mendonça), uma psicótica que acredita que Walter foi o seu amor do passado,e ela resolve infernizar sua vida. Ao mesmo tempo, a esposa de Walter aguarda ansiosa pela chegada do bolo e do marido.
Filme de estréia do diretor de publicidade paulista Tadeu Jungle, é uma comédia que passeia por várias vertentes do Gênero. Começa como uma comédia maluca, e depois, no terço final, resolve apostar no melodrama romãntico, quase soturno. Obviamente inspirado em " After hours", de Scorcese, o filme tem seu ponto alto na fotografia, de Ricardo Dela Rosa, e no elenco, recheado de participações especialíssimas Maria Luisa Mendonça, impagável como a louca, e vencedora do prêmio de coadjuvante no Festival do Rio 2011. Tem também Vic Militello, Luiz Miranda, Millen Cortaz, Fernanda Machado. Lazaro Ramos empresta seu talento para o personagem improvável do anestesista. O filme acaba servindo também como uma crítica a neurose urbana de São Paulo, e ao sistema de tráfego, responsável por horas e horas de estada dentro do carro. O filme discute a solidão e a falta de compnaheirismo e comunicação. Poderia ter sido um grande filme. Mas ficou pela promessa. O ritmo lento também não ajuda muito a dinâmica da história, que tem o tempo exato de dureção, um pouco mais do que 70 minutos. O roteiro tem um furo: em uma cena, Walter perde os seus óculos. Sabemos desde o início do filme que ele é míope, e dos brabos. Como afinal, ele consegue chegar em casa, dirigindo um carro, em pleno trânsito de São Paulo, sem dificuldades...mistério

Nota: 7

Pânico na Floresta 4


" Wrong turn 4", de Declan O´Brien (2011)

Em 1993, em um sanatório localizado numa região de nevasca, psiquiatras estudam o comportamento de internos violentos. Entre eles, 3 irmãos, que na infância foram tratados como experimentos de uma nova droga. Eles se tornaram violentos e canibais. Os internos conseguem fugir de suas cadeias e diziam os médicos e funcionários do local.
Um grupo de 7 amigos resolve passar o final de semana eskiando nessa mesma região. Numa noite, perdem o rumo, e se refugiam no sanatório. O que eles não podiam esperar, era que serviriam de comida pros fugitivos.
Prequel da série " Pânico na floresta", esse aqui é muito mais violento e gore. São explícitas as cenas de violência, com detalhes de mutilação e torturas. Sim, tudo aqui é clichê ao extremo. Jovens que praticam sexo, são idiotas ( será que alguém de bom senso se refugiaria numa noite num sanatório abandonado hehe) e que óbvio, vão morrendo um por um. Não existe muito supense quando sabemos que um filme é um prequel de uma série, fica claro que ninguém sobrevive, se não, não existiriam os outros. Enfim, para quem se interessa pela origem da família de canibais dos outros filmes, aqui está a história. Para os outros, apenas passatempo demsiolado e muito sangue. Algumas cenas chegam ao ridículo, como a decisão de uma das garotas de não querer matar os canibais. Coisa irritante.

Nota: 4


Nota:

domingo, 13 de novembro de 2011

Terror na água 3D


" Shark night 3D", de David R. Ellis (2011)

Um grupo de 10 amigos universitarios resolvem comemorar as notas boas de um dos colegas em um fim de semana na Lousiana. Eles vão ate´a casa de lago de uma das amigas, Sara. O que eles não imaginavam e´que, chegando na casa, que fica no centro do lago, eles ficariam cercados por tubarões assassinos, que habitam o local. O celular não funciona, e eles precisam fugir de la´.
O filme tem roteiro ruim, atuações ruins, tecnica ruim e efeitos dos tubarões piores ainda. Poderia ter se transformado em um classico do trah, que faria a alegria de fãs no mundo inteiro. Mas infelizmente o filme somente reserva uma ou outra cena de humor involuntario. De resto, ele e´ruim mesmo. A ação demora a acontecer, a gente quase não ve os ataques dos tubarões e o 3d nem e´nada assim interessante. Uma perda de tempo total. " Piranhas 3d" era muito mais divertido e eficiente. Incrivel que o filme tenha ganhado espaço no circuito.

Nota: 3

sábado, 12 de novembro de 2011

Os 3


de Nando Olival (2011)

Cazé, Rafael e Camila são 3 jovens vindos de diferentes pontos do Pais, que vieram a São Paulo para estudar na faculdade de publicidade. Resolvem dividir um apto em uma região industrial da capital. Juntos, formam um triangulo amoroso, e a regra e' que nenhum dos 3 tenha qualquer tipo de envolvimento amoroso no trio. Dividindo sonhos e frustações, os 3 passam 4 anos da faculdade juntos. Quando o curso termina, eles ficam sem rumo. Aceitam uma proposta de um empreendedor: passarem os 3, no apto, sob a vigilancia de varias cameras, para que os consumidores possam comprar os produtos utilizados por eles. Porem, o que eles não imaginariam, e' que sentiriam sentimentos de amor entre eles, o que podera' acarretar a destruição da amizade.
" Os 3" e' claramente inspirado em " Os sonhadores" e filmes afins. Porem, o que os outros filmes tem de sensual e erotico, aqui so tem de falta de tesão e sexo pudico. Os produtores quiseram segurar a onda , para evitar que o filme obtivesse uma faixa etarea mais elevada. Mas foi bobagem: o filme teria sido muito melhor se tivesse uma voltagem maior de erotismo. Os 3 atores são bonitos, mas falta ainda estofo. As performances não tem nuances. A fotografia de Ricardo della Rosa e' um escandalo de bonita. Esse filme e' o primeiro produzido pela dupla Nando Olival e Della Rosa, na produtora criada por ambos, Cinema Futebol Clube. Mas o roteiro simplorio, sem muita ambição, não proporciona novidades ao espectador. Tudo e´previsivel e implausivel. O filme mistura drama, romance, comedia e humor pastelão, numa mistura que as vezes não funciona. Fica a boa vontade e pelo menos o espectador pod ever um produto despojado e simpatico, apesar de tudo.

Nota: 7

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Late bloomers- O amor não tem fim


" Late bloomers", de Julie Gavras (2011)

Mary (Isabela Rosellini) e Adam (Willian Hurt) são casados a mais de 40 anos. Juntos, tem 3 filhos adultos e independentes. Mary e' professora aposentada, e Adam um arquiteto. Mary percebe que a chegada dos 60 anos nao faz bem a ela. Sentindo-se desligada da sociedade e ignorada por todos, Mary tenta fazer Adam entender que chegaram 'a terceira idade. Mas Adam se recusa a ceitar a idade, e se relaciona com uma garota mais jovem. O casal entra em crise, e Mary procura o auxilio de sua mae para tentar entender o que se passa em sua vida.
Dirigido por Julie Gavras, mesma cineasta de " A culpa e' de Fidel" , o filme dá um tom de comedia para poder amenizar o teor dramatico da trama. O tema da velhice sempre foi tratado de forma tragica, e aqui, Gavras procura suzavizar com muito romance e um pouco de humor. Mas infelizmente, Gavras nao chega a maestria de seu filme anterior. Aqui faltou justamente o que em seu filme havia de melhor: Direcao e roteiro. O roteiro e' fragil, e algumas situaçoes beiram o ridiculo. por ex, as relaçoes extra-conjugais do casal com pessoas mais jovem. Soou muito forçado e sem sentido. O elenco esta' bem, e Rosselini aceita com pazer a chegada da idade. Ela esta envelhecida, enrugada. Mesma coisa Willian Hurt. O filme nao tem ritmo, e' arrastado. Uma pena, eu tinha uma boa expectativa em relaçao a ele.

Nota: 6

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A centípede humana 2


" The human centepede 2- full sequence", de Tom Six (2011)

Martin é um segurança de um estacionamento de um sub-solo sinistro. Ele é mentalmente desequilibrado, gordo, calado e anti-social. Seu filme preferido é " A centipede humana", que ele venera. Martin resolve reproduzir a experiência da ficção, só que, ao contrário do filme, que usa 3 pessoas, ele resolve usar 12 pessoas. Assim, ele sequestra as suas vítimas na garagem, e através de uma cirurgia amadora, ele as une pelo ânus e boca. Uma de suas vítimas é uma das atrizes do filme de ficção, que cai na cilada de seu algoz.
Um filme extremamente bizarro, grotesco e claro, não recomendável para ninguém de bom senso. Como eu assisto de tudo, fiquei curioso em assistir. Mas o que se vê na tela é uma sucessão de situações degradantes, exdrúxulas, e de extremo mau gosto. Pode-se dizer que o filme é uma versão de horror escatológica de " Saló", de Pasolini. O filme é todo rodado em preto e branco, e o clima é muito sinistro. O ator Lawrence Harvey, que interpreta Martin, tem o phisique de role perfeito para o papel. Pena que o filme não tenha muito ritmo, e no final das contas, é apenas um desfile de bizarrices.

Nota: 4

domingo, 6 de novembro de 2011

Caçador de Troll


" Trolljegeren/Troll hunter", de Andre Ovredal (2010)

Em 2008, um grupo de estudantes desapareceu depois de fazeruma filmagem onde supostamente comprovaram a existência de trolls (seres míticos, semelhantes a duendes). Esses estudantes sairam de Oslo e acompanharam um caçador de trolls. Por trás dessa caça, os estudantes descobrem que uma Cia de eletricidade, a EST, está envolvida no surgimento dos trolls.
Com narrativa obviamente inspirada em " Bruxa de Blair", esse falso documentário norueguês repete a linguagem do filme americano. Porém, aonde sobrava suspense, aqui sobra humor involuntário e pouca credibilidade. Os trolls até que são bem feito, mas fica dificil aceitar que eles provoquem algum susto ou medo. O filme é longo, e porquê não, entediante. Nada de novo no front, e é até curioso saber como esses hds foram parar nas mãos de membros do Film Institute, uma vez que teoricamente foram apreendidas.

Nota: 5


sábado, 5 de novembro de 2011

O dia que eu não nasci


" Das lid in mir/The day I was not born", de Florian Micoud Cossen (2010)

Maria e' uma jovem nadadora profissional que mora em Berlin com seu pai. Um dia, ela viaja ate' o Chile, mas perde a conexão e acaba resolvendo ficar em Buenos Aires. Ainda no aeroporto, ela escuta uma canção de ninar que a faz ter lembranças do passado. O seu pai, preocupado, viaja ate' Buenos Aires para encontra'-la e acaba confessando que Maria na verdade, nasceu la', e e' filha de militantes policticos, que foram assassinados na ditadura. Revoltada por seu pai de criação jamais te-la contada sobre a verdade de seu passado, Maria resolve procurar a familia de seus pais, e vai se aprofundando na historia da Argentina no periodo militar.
Excelente drama, vencedor de varios premios internacionais, entre eles melhor filme em Zurich e premios especiais em Montreal. O roteiro e' um trunfo. Emocionante, forte, e com otimas viradas. O elenco tambem e' excelente, assim como a fotografia e a trilha sonora. Um filme corajoso, denso, que deveria ser visto por todos aqueles que curtem um drama envolvente e vibrante. Alias, a fotografia e o visual do filme tem muita referencia do cinema de Won Kar Wai. A cena de sexo entre Maria e um policial, no escuro, iluminado por neons, e' algo de abusrdo de lindo. Obrigatorio.

Nota: 9

Meu país


de André Ristum (2011)

Marco (Rodrigo Santoro) é um jovem empresário da área de finanças, que mora em Roma, com sua namorada italiana. Emum momento de grande definição profissional e de decisão em sua empresa, ele é chamado ás pressas para voltar ao Brasil. MotivoÇ Falecimento de seu pai Armando (Paulo José). Chegando aqui, ele se reencontra com seu irmão, Tiago (Cauã Reymond), com quem não falava a muito tempo. Tiago administra a empresa da familia, mas o seu vício em jogatina o faz perder a razão e as finanças da família. Ao mesmo tempo, Marco descobre que tem uma meia-irmã, Manuela (debora Falabella), resultado de uma união extraconjugal de seu pai. Ela é mentalmente desequilibrada, e mora em uma clínica. O médico diz que Marco deve levá-la com ele, para que ela retorne a sciedadde. Em meio a tantos tumultos emocionais, Marco precisa tomar decisoes que mudarão sua vida para sempre.
Belo drama emotivo dirigido por André Ristum, É o seu filme de estréia, e tem um quê de autobiográfico. André morou muito tempo na Itália e também teve que decidir que rumo tomar, após um choque emotivo na família. Boa parte da crítica detestou o filme, pelo seu excesso de melodrama. Mas foi justamente isso , o que eu gostei. Boas atuações, um roteiro didático e sem surpresas, mas eficiente. trilha sonora competente e bela fotografia. No conjunto, me agradou bastante. Muito acima da média. A atuação de Debora Falabella foi bastante criticada, mas eu achei sincera.

Nota: 8

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fase 7


" Phase 7" , de Nicólas Goldbart (2011)

Coco (Daniel Hendler) e Pipi são um casal que acaba de se mudar para um predio. Ao fazerem compras em um mercado, eles estranham a movimentação das pessoas. Chegando em casa, Coco e´abordado por seu vizinho Horacio, que prega que o mundo está na fase 7, de alarme vermelho. Horacio acredita que o mundo está infestado por um cirus mortal que contaminara´todo mundo. Um outro vizinho, Zanutto (Federico Lupi), enlouquece aos poucos com o toque de recolher imposto pelo governo, que mantem os moradores presos no predio. Zanutto vai matado um a um os moradores, acreditando que esta´ajudando a " limpar" a humanidade.
Curioso filme de genero argentino, que incorpora aqui um espiritio de filme de ficção cientifica e suspense, mais comedia de humor negro. E´como se um filme dos irmãos Coen tivesse se misturado ao espanhol " Rec". Alias a premissa e´bem parecida, com a diferença que aqui não vemos zumbis, mas vizinhos paranoicos que se tornam violentos. A fotografia e edição são otimos, mas a coragem em fazer um filme diferente a cinematografia argentina infelizmente esbrrou num filme sem identidade. Não e´terror, não é drama,não é comedia. O filme se indefine, e o espectador não sabe como reagir ao filme. Lá pelo meio da história, o filme apela para a violencia gratuita. É curioso ver Daniel Hendler, ator cult do cinema argentino, especialmente do cineasta Daniel Burman, fazer ese filme, diferente de tudo o que ele ja fez. Daniel ate´que leva na brincadeira o filme todo, e deve ter se divertido bastante. Os creditos inciiais do filme vrincam com os creditos de " O Iluminado". Percebe-se que existem muitas referencias cinematograficas no filme, o que torna o filme ate´ mais interessante, uma vez que o ritmo lento tira um pouco da dinamica.

Nota: 6

Hellraiser- Revelações


" Hellraiser-Revelations", de Victor Garcia (2011)

2 amigos adolescentes resolvem passar uns dias no Mexico, sem avisar as famílias. Eles estão em busca de diversão. Lá, encontram um homem misterioso que lhes entrega a caixa que liberta os cenobitas. Assim, um dos amigos é capturado por Pinhead, que lhe arranca a pele. A única forma de recuperar a pele é arrancando a carne e pele de vítimas. Paralelo, as famílias de ambos os jovens aguardam o retorno deles.
Pavorosa continuação da série " Hellraiser". criada por Clive Barker. A direção, atuação e roteiro são ruins demais. O roteiro é tão esdrúxulo, que chega a provocar risos. Tudo sem sutilezas. As atuações também reúnem um time de canastrões de primeira grandeza. Isso sem falar ns diálogos, Por ex, quando um personageme stá morrendo,a esposa diz: " Eu te amo". Com assim?
Os cenobitas em si, aparecem muito pouco, mais para os 15 minutos finais. Muita frustração. Os efeitos e maquiagem beiram o tosco. Bom, pelo menos confesso que ri várias vezes durante o filme.

Nota: 2

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A pele que habito


" El piel que habito", de Pedro Almodovar (2011)

Robert (Antonio Banderas) é um brilhante cirurgião plástico, que executa as suas operações em uma enorme mansão, que também lhe serve de moradia. Robert tem um passado obscuro, que envolve a morte da mulher e da filha, de forma trágica. Ele mantém uma cobaia presa em sua mansão, Vera (Elena Anaya), que guarda um terrível segredo. Robert testa em Vera uma pele sintética, que é feita para evitar machucados bruscos. Marília (Marisa Paredes) é a governanta que também guarda segredos. A aparição de Vicente irá mudar toda essa tragetória, de idas e vindas temporais.
O roteiro, inspirado no livro " Tarântula", é bizarro e sempre surpreendente. Todos os personagens guardam um mistério sore o seu passado, revelado a cada momento como em um grande novelão mexicano. Apesar dessa premissa sensacional, Almodovar leva tudo na base do pastiche, e para mim, esse é o problema do filme. Não se leva nada a sério. Tudo é feito para se homenagear os filmes B e de Hitchcock, e daí vem a sua fraqueza. Tivess elevado a proports a sério, as reviravoltas mirabolantes teriam sido mais envolventes. O decor e figurino remetem a um universo Kitcsh. As atuações, over, também tem um quê de exibicionismo típico dos filmes antigos. Não que isso seja ruim. Mas alguns momentos do filme para mim, soaram bem toscos, como por ex, a orgia no jardim da festa, ou a aparição do polêmico perrsonagem do Tigrinho, que gera momentos muito constragedores. A fotografia é muito bonita. O desfecho, na loja, acho dispensável, ficou redundante e o filme já havia terminado, na minha opinião. Um grande momento do filme é quando se dá início ao flashback, e através das lembranças de um personagem, vemos um ponto de vista ousado e surpreendente.



Nota: 7

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Funkytown


de Daniel Roby (2011)

1976. Montreal. Ascenção da Disco music. Nesse contexto musical, o filme faz um apanhado de várias pessoas,que têm o estilo musical como influencia para as suas vidas. Bastien Lavellé (Patrick Huard) é um famoso apresentador de tv e rádio, que traz as novidades do estilo para a população. Ele se aproveita da famapara dar em cima damulherada,e abusa das drogas. Até que se apaixona por Adriana, uma top model, aspirante a cantora. Temos também Jonathan,parceiro de Bastien no programa, um gay que dá em cima dos garotos. Tino trabalha em um restaurante e sonha em ser dançarino de disco, mas mantém sua homossexualidade repremida. Mimi sonha em ser cantora, mas acredita que cantar em francês foi o motivo de seu fracasso e acaba virando garçonete. Todas as histórias acontecem em torno do Starlight, famoso club local. Paralelo,a isso, temos o contexto político, que é o movimento separacionista de Quebec.
Delirante e ambicioso painel dos anos 70, o filme abusa dos clichês : drogados, sexo, jogos de interesses, descobertas sexuais. Claro,o filme lembra outros filmes com temas semelhantes: " Studio 54", " Boogie nights". A fotografia é excepcional, a direção de arte é soberba. Os hits da era Disco estão todos aqui. O elenco representa bem os personagens, baseados em tipos reais. A narrativa segue o padrão dos filmes de Robert Altman, o famoso filme painel:histórias que se entrecruzam. Mas a quantidade de tramas paralelas acaba prejudicando, pois alguns personagens saem prejudicados, por não terem a sua história desenvolvida direito. O tom moralista do filme também incomoda. Boaparte dos personagens são punidospelos seus excessos. E tudo isso acontece lá pro final. Mas o capricho da produção compensa os erros do filme. É um filme muito bonito de se ver.

Nota: 7

sábado, 22 de outubro de 2011

Eaters- Rise of the dead


de Luca Boni, Marco Rostori (2011)

Um surto virótico assolou o mundo, transformando os seres humanos em zumbis. Sobreviventes resolvem formar grupos fascistas com a intenção de matá-los. Porém, 2 amigos tentam descobrir o porquê do surgimento do vírus, e se envolvem com cientistas e tipos estranhos pelo caminho.
Se esse filme não fosse levado à sério, seria infinitamente mais divertido. Mas o diretor resolveu ficar no meio do camino. Quiz fazer humor negro com drama, e ficou sem apelo. Pelo fato do filme ser italiano, achei que seria muito divertido. Afinal, temos vários clássicos do cinema de zumbis vindo da Itália (zumbi 2, etc), filmes do Lucio Fulcci, um cultuado cineasta italiano.
Os 2 protagonistas, anti-heróis, ficam vagando pelas ruas, e declamando frases espertinhas. A caricatura dos tipos prejudica o filme. O roteiro é bobo, misturando experiências genéticas e outros temas para lá de batidos. Os atores sim, são ruins, mas não suficiente para adorá-los. Os efeitos são toscos, a maquiagem idem.

Nota: 3

Ninja kids


" Nintama Rantarô", de Takashi Miike (2011)

BAseado no mangá " Nantaro", o filme conta a história do menino Nantaro. Ele mora com seus pais em uma pequena propriedade rural. Os pais são pobres. Secretamente, o pai diz ao filho que já foi um Ninja profisssional, mas nunca teve a chance de mostrar seu valor. Por isso, os pais o inscrevem em uma Escola de ninjas, para que o menino faça jus a esssa tradição familiar. Chegando lá, o menino faz amizades, e participa de treinamentos árduos para chegar ao nível de um ninja. Porém, vilões vão surgindo no caminho, para acabar com a reputaçao da escola e a formação dos ninjas.
Miike sempre foi um cineasta ousado,e adepto da violência explícita. daí, causa estranhamento ele ter feito essa adaptação infantil. Vendo o filme, percebemos que se fosse uma versão adulta, litros e litros de sague seriam despejados. Mas aqui, tudo ficou pelo meio do caminho. Miike não conseguiu fazer nem um filme infantil, e nem algo que agradasse o público adulto. Os efeitos, a maquiagem, são nitidamente constrangedores. Essa foi a sua intenção, mas é tudo muito tosco. As várias referencias ao universo pop japonês abundam na tela. São referências gráficas, que cansam. O filme é longo, e desisteressante. Tudo é muito histriônico e enjoativo. Uma pena, pois poderia ter rendido uma bela paródia sobre o universo dos ninjas. O ritmo é lento, e dificilmente acho que alguma crianã vá gostar do filme.

Nota: 5

A loucura de Almayer


" La folie Almayer", de Chantal Akerman (2011)

Baseado em livro de Joseph Conrad, mesmo autor de " Coração nas trevas", livro que deu origem a "Apocalypse now", de Coppola.
Kaspar Almayer é um mercador europeu, que vai morar na Malásia com a intenção de enriquecer através da extração de ouro. Porém, o ouro não aparece. Ele se casa com uma nativa, e dessa união surge Nina, a pessoa que ele mais ama nesse mundo, e que fará de tudo para tê-la sempre ao seu lado. Seu irmão tira Nina de suas mãos, e a coloca em um Internato, para que ela possa estudar. Kaspar enlouquece, enquanto Nina sofre no Internato, originalmente para europeus, sendo ela uma mestiça, é mal vista pelos outros.
Drama dirigido pela cultuada e pouco conhecida cineasta Chantal Akerman, tem uma referência óbvia ao cinema de Tarkovsky, seja nos enquadramentos, seja no ritmo, ou na cinematografia. Os planos longos também evocam a poesia do cineasta russo, mas sem o mesmo efeito, causando apenas bocejos.
O filme é longo, e tudo é bastante tedioso. As locações são interessantes, provocando uma sensação de isolamento, e de contraste cultural, lembrando que tanto nesse filme, como em " Coração nas tervas", o que se discute é o homem branco que vai tentando se adaptar a cultura asiática e acaba enlouquecendo.

Nota: 6

Atividade paranormal 3


" Paranormal activity 3", de Henry Joost e Ariel Schulman (2011)

Comentários em breve

Nota: 7

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aqui é o meu lugar


" This must be the place", de Paolo Sorrentino (2011)

" This must be the place", de Paolo Sorrentino (2011)

Cheyenne (Sean penn) é um ex-rock star aposentado, que mora na Irlanda com sua esposa Jane (Frances Mcdormand); Jane é bombeira, e apaixonada pelo seu marido. Cheyenne, por sua vez, está depressivo: afastado de seu pai por mais de 30 anos, e 2 de seus fãs se suicidaram por conta das músicas melancólicas e depressivas que ele fazia nos anos 80. Um dia, Cheyenne recebe uma ligação, dizendo que o seu pai, que mora nos estados Unidos, está morrendo. Chegando lá, encontra o pai morto. Descobre que seu pai passou parte de sua vida à procura de um nazista refugiado no país, e que foi seu algoz. Cheyenne resolve então dar prosseguimento a essa busca, e tendo em seu caminho personagens que irão fazer ele mudar seu modo de ver a vida.
Sensível drama, dirigido pelo italiano Paolo Sorrentino...ele lembra uma estrutura de fábula, alternando momentos de fantasia com realismo. Sean Peen está sensacional, interpretando um personagem estranhíssimo, que poderá incomodar muita gente. Uma referência óbvia a Edward mãos de tesoura e ao vocalista da banda The Cure, Robert Smith. Os diálogos, principalmente os de Cheyenne, são cheios de fina ironia e humor. Tecnicamente, o filme é excelente: fotografia, edição, figurinos, trilha sonora, a cargo do mago David Byrne, de onde o filme retira o título do filme. Aliás, a cena da apresentação do próprio Byrne cantando em um show, é antológica. O filme é um pouco longo, poderia ter uns 15 minutos a menos. E o roteiro tem uma clara quebra de história, parece que estamos assistindo a um outro filme. Mas no geral, o filme é uma experiência gratificante, estranha, com ótimos enquadramentos, mas com certeza desagradará muitos espectadores.

Nota: 8

Nota: 8

Dark Horse


de Todd Solondz (2011)

Abe (Jordan Gelber) é um jovem executivo, que trabalha na empresa de seu pai, Jackie (Cristopher Walken). Mas Abe é arrogante, imaturo, e pricnipalmente, nerd. Ele vive às turras com seu pai, e sua mãe, Phyllis (Mia Farrow). tenta confortálo sempre. A família é judia, e tem todos aqueles chiliques tradicionais da comunidade. Um dia, Abe conhece Miranda (Selma Blair), uma mulher problemática e depressiva, por quem Abe se apaixona perdidamente. A partir daí, sua vida se transforma em um inferno, com família, doenças, irmão e tudo o mais querendo invadir a sua vida.
Solondz é o cronista do pessimismo. Em todos os seus filmes, os personagens são infelizes, depressivos, melancólicos e os temas da morte , sexo e religião também são recorrentes. Aqui, Solondz ainda faz severas críticas ao conservadorismo judeu, como um empecilho a felicidade das pessoas. O elenco está todo excelente, e é sempre bom rever Mia Farrow, fazendo uma referência aos seus personagens dos filmes de Woody Allen. O filme alterna humor negro, e na sua parte final, entra fundo no drama. A narrativa lembra bastante o filme " Um homem sério", dos irmãos Coen, que também tratava dos temas da religião judaica, culpa, medo.

Nota: 8

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A separação


" Jodaeyie Nader az Simin" , de Ashgar Fahradi (2011)

Comentários em breve

Nota: 9

O Palhaço


de Selton Mello (2011)

Benjamin ( Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José) são donos de um circo, e ambos trabalham como palhaços. Eles mantém uma pequena trupe de artistas, e circulam por pequenas cidades do interior. O circo passa por dificuldades financeiras, e lutam bravamente para poder manter os negócios e não ter que demitir ninguém. Benjamin, apesar de fazer seu público se divertir coma a alegria do seu palhaço Pangaré, guarda uma profunda tristeza dentro de si. Ele se acha uma pessoa triste, e quer decsobrir uma forma de entender a alegria e a felicidade. Ele acaba saindo do circo e vai para a cidade tentar uma vida nova.
Sensível drama, com roteiro do próprio Selton. Tecnicamente o filme é muito eficiente: a fotografia de Adrian Teijido é linda, a trilha sonora tem ecos de Kusturika, e funciona muito bem. Aliás, Selton deve ter visto muitos filmes do Kusturika, pois a narrativa e enquadramentos são típicos do diretor Iuguslavo. O ponto forte do filme é o seu elenco: estão todos excelentes. São várias as participações especiais: Moacyr Franco, Fabiana Karla, Erom Cordeiro, Ferrugem, Danton Mello, etc. Interessante que Selton é o único com um tom fora da média. Ele carregou na interpretação, e ficou over em vários momentos. A 2a parte do filme , quando Benjamin abandona o circo, e tenta a vida na ciade, acaba ficando muito rápida, ao passo que a 1a parte do filme, a vida no circo, se esttica demais. Mas de uma forma geral, o filme é comovente, mais pela homenagem que Selton faz aos artistas mambembes e aos atores da vida real, resgatados do ostracismo.

Nota: 8

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Corações Sujos


de Vicente Amorim (2011)

Brasil, 1945. No interior de São Paulo, onde mora a 2a maior comunidade japonesa do mundo, um grupo de radicais japoneses, não acredita na derrota do Japão na Guerra. São os Shindo-re-mei, grupo fascista que acredita que os americanos fazem propaganda da derrota do Japão. Esse grupo passa a matar os japoneses que aceitam essa rendição do Japão. Takahashi é casado com Miyuki , uma professora que dá aula para alunos japoneses. Felizes, Takahashi aos poucos é designado pelo Coronel Watanabe a cumrpir missões de matar os japoneses que são aceitam a derrota do Japão. Takasashi passa a ficar em conflito moral, uma vez que Miyuki vai se afastando dele, a medida que ele vai se tornando o assassino oficial dos Shindo-re-mei.
Bom drama, baseado em livro de Fernando Morais, tem no seu elenco japonês o seu ponto forte. Todos os japoneses são excelentes. A diferença de interpretação entre o elenco japonês e o brasileiro é gritante. O filme tem ótimo ritmo, fotografia maravilhosa de Rodrigo Monte. A trilha sonora é excessiva e cansa os ouvidos em vários momentos. O filme se apega so melodrama para narrar um fato histórico.

Nota: 8

A Hora e a vez de Augusto Matraga


de Vinícius Coimbra (2011)

Baseado na obra de Guimarães Rosa, é uma refilmagem do filme de Roberto Santos, de 1965.
Augusto Matraga (João Miguel) é um fazendeiro cheio de dívidas, e que maltrata todos ao seu redor. Ele tem uma índole terrível, e trata a todos com ignorãncia. Sua esposa (Vanessa Gerbelli) o trai com um Coronel (Werner Shunnerman), e foge com a filha do casal para morar com ele. Matraga resolve ir atrás dela, mas no caminho, é emboscado e deixado entre a vida e a morte. Um casal de negros humilde o encontra e cuidam dele por um tempo. Matraga repensa sua vida e resolve se entregar a religiosidade e a simplicidade da vida, achando que o que aconteceu com ele foi uma dádiva de deus. Até que um dia surge o justiceiro Joãozinho Bem Bem (José Wilker) surge no seu caminho, e Matraga enxerga nele o homem mau que ele já foi um dia.
Bom drama de estréia de Vinicius Coimbra, diretor de tv e de publicidade. O filme arrebatou quase todos os prêmios no Festival do Rio 2011: melhor filme, filme do juri pupular, melhor ator (Joao Miguel), ator coadjuvante (José Wilker), premio especial (Chico Anysio). O roteiro é confuso em vários momentos, o que dá a idéia de terem cortado algumas cenas para dar dinâmica a história (por ex, quem é a jovem prostituta do final? a filha de Matraga??). O filme tem um ritmo muito lento, o que não é bom para um filme de ação. A fotografia de Lula Carvalho
é muito bonita, e os atores estão bem, apesar de eu sempre achar que José Wilker interpreta a ele mesmo a muito tempo. A trilha sonora é excessiva, sempre com um caráter épico que não condiz com as imagens. Algumas cenas isoladas são muito bem construídas, mas às vezes não tem muita função dramática para a história, como a cena do cavalo sendo resgatado do rio.

Nota: 7