sábado, 9 de março de 2019

Bizarro

"Bizarre", de Étienne Faure (2015) Um retrato extremamente cruel da juventude sem perspectiva e ambição, ‘Bizarro” narra a história de Maurice, um francês de 18 anos que fugiu de seu País e veio morar em Nova York. Sem teto, Maurice mora nas ruas e faz bico como lavador de louça. Com sua extrema beleza, ele atrai os olhares de homens, mulheres, gays, trans, idosos e jovens. Todos querem possuir o belo corpo de Maurice e se aproveitarem de sua inocência e ingenuidade. Duas mulheres, donas do Cabaret “Bizarre”, o tiram das ruas e o empregam na boite, dando casa, comida e exigindo que ele durma com elas. Maurice acaba se envolvendo com Lukas, o bar men da boite, que é um homem em transição para se tornar uma mulher, Ao mesmo tempo, surge Charlie, um rapaz sedutor que se envolve sexualmente com Lukas. Para quem for voyeur, “Bizarro” será um deleite, com cenas de sexo, nudez total do elenco e cenas de apresentações de performers reais no palco de Bizarre, envolvendo fetichismo e dominação. Não é um filme para qualquer um, é repleto de erotismo e como diz o título, “Bizarrice. Mas é também um filme sobre “pessoas fantasmas”, aquelas figuras anônimas que surgem e desaparecem e absolutamente ninguém dá falta. Logo no prólogo, Maurice narra em off, em inglês, que “eu não falo inglês, mas o Diretor do filme pediu e aqui estou eu.”. Isso não é bizarro? Metalinguagem pura. O curioso aqui é ver a inversão do assédio sexual a que estamos acostumados na mídia: aqui são duas mulheres que praticamente estupram o jovem Maurice sob o pretexto de lhe arrumar emprego e casa.

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