domingo, 21 de agosto de 2022

Glorious


 "Glorious", de Rebekah McKendry (2021)

Os roteiristas, produtores e cineasta de "Glorious" devem ter tomado um ácido daqueles bem porretas para poderem ter realizado um filme ousado e corajoso que mistura "Glory holes"( buracos em cabines de banheiros públicos onde homens colocam seus pênis para fetiches), mundo apocalíptico, Deuses míticos, Twilight zone e efeitos trash anos 80. A esse grupo ainda acrescento o ator JK Simmons, vencedor do Oscar de coadjuvante por "Wiplash" e me pergunto como ele foi convencido a participar desse projeto mega trash Z. Mas o filme tem o seu valor, que é simplesmente ligar o foda-se e trazer um conto de Twilight zone meio Queer, meio trash e com um elemento surpresa no seu final, um plot twist até interessante que traz toda uma nova revelação para o protagonista Ryan Kwanten , no papel de Wes, um viajante que para o seu carro em uma estrada isolada. Ele começa a encher a cara e decide queimar todos os pertences de sua ex Brenda, onde aparentemente ele rompeu o relacionamento. No dia seguinte, ele acorda sem calças em um banheiro público imundo. Uma voz surge na cabine do lado, divididos por um glory hole. A voz se autodenomina “Ghatanothoa”, e se revela um filho de um Deus que quer destruir o mundo.

90 por cento do filme acontece dentro do banheiro público, e isso se torna um grande desafio para a cineasta, que consegue administrar dinâmica em espaço tão apertado. O filme tem cores e direção de arte anos 80. tudo bem trashzão. Os atores se entregam à proposta do projeto e no final, depois de muitas vísceras, gore e podreira, a gente até se diverte, se você curtir esse tipo de filme.

Nenhum comentário:

Postar um comentário