sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Quatro vidas de um cachorro

"A dog's purpose", de Lasse Hallstrom (2016) Aviso aos espectadores: vocês vão chorar como há muito tempo não choravam em filmes. Eu devo ter chorado de soluçar umas cinco vezes ao longo do filme. Baseado em best seller de W Bruce Camerin, "Quatro vidas de um cachorro" tem uma estrutura narrativa que forçosamente arranca lágrimas da plateia. Mas para quem ama animais, é muito justificável. Infelizmente, o filme ficou envolvido em uma polêmica sobre o suposto mau-trato a um dos cachorros do filme, e esse fato simplesmente destruiu a carreira comercial do filme, além de fazer com que a sua nota no Imdb fosse rebaixada. Gostei do filme, ele cumpre a sua função de emocionar. Através de quatro histórias, acompanhamos as 4 vidas de Bailey, um cão que tem o dom misterioso de reencarnar para cumprir a sua missão na terra, que é no caso, de reaproximar um casal. O filme tem toda uma estrutura de conto de fadas, inclusive porque o cachorro pensa alto como um ser humano. Um filme onde na trilha sonora toca "Take on me" do Aha e "How deep is your love" do Bee Gees não pode em hipótese alguma ser de todo o mal. O fato mais curioso para mim é entender a trajetória profissional da atriz Britt Roberton. Ela está em 3 filmes que foram mega fracassos de público: "Tomorrowland", "Mr Church" (também polêmico, com Eddie Murphy) e agora, " Quatro vidas de um cachorro". Ela precisa dar uma reviravolta em sua carreira com algum projeto de sucesso para não botar o currículo em risco. Dennis Quaid, que protagoniza a última história, está ótimo e carismático como nos velhos tempos. Quanto aos vários cachorros que interpretam Bailey, impossível não ficar apaixonado por eles. No cinema, a plateia ficou comovida e adorou tudo.

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