sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Até o último homem

"Hacksaw ridge", de Mel Gibson (2016) Nunca duvidei das qualidades de Mel Gibson como Diretor. Ousado, catártico, vibrante e ótimo manipulador das emoções do espectador, através de cenas de tensão e de suspense psicológico. Foi assim em "Paixão de Cristo", "Apocalypto" e "Coração valente". Todos filmes que abusam da hiper violência e do sadismo que corrói a plateia. Em " Até o último homem" não é diferente. O filme se baseia na história real de Desmond Doss, que se alistou no exército durante a segunda guerra com a condição de não pegar em armas e nem matar ninguém, pois ele era um religioso da Igreja adventista. Os soldados e seus superiores faziam chacota dele, a ponto dele ter sido levado até a corte marcial pela recusa em pegar armas, visto como um capricho. Porém na tomada da cordilheira de Hicksaw, em Okinawa, em abril de 1945, ele foi responsável por salvar 75 soldados do seu batalhão, que haviam sido abandonados para morrer. Por esse ato heroico, ele recebeu a medalha de honra. Longo, o filme tem quase 2:30 de duração e lembra bastante a estrutura narrativa de "Nascidos para matar", de Stanley Kubrick. Começa com a apresentação do herói, depois bem o treinamento abusivo e por ultimo a guerra. Impossível também não se lembrar de "O resgate do soldado Ryan" e de suas cenas hiperrealistas da guerra e as suas tragédia. Quem não gosta de ver cenas de corpos explodindo ou mutilados, melhor nem assistir ao filme. Andrew Garfield apresenta uma performance emocionante e poderosa, quebrando de vez a imagem do garoto nerd. Ponto para Gibson, que além de tudo, é ótimo diretor de atores ( Hugo Weaving está antológico no papel do pai bêbado de Desmond). Gibson da do protagonista uma figura messiânica, quase um Jesus que surge para salvar os seus discípulos.

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