sábado, 8 de outubro de 2016

Elle

"Elle", de Paul Verhoeven (2016) Baseado no livro de Philippe Djian , "Elle" foi uma das maiores polêmicas em Cannes 2016, sendo o seu filme de encerramento. Em seu primeiro filme francês, o aclamado e controverso cineasta holandês Paul Verhoeven, realizador eclético de "Robocop", "Instinto selvagem", "Showgirls" e tantos outros, embarca de vez na seara do fetiche, tema que lhe é tão particular em muitos de seus filmes. Quem viu seus filmes, sabe que o diretor adora sexo, violência e masoquismo, em doses cavalares. Isabelle Huppert ( somente ela consegue interpretar papéis tão fortes e viscerais) interpreta Michele, dona de uma empresa de criação de video-games. Rica, ela é divorciada e tem um filho rebelde que engravida a namorada. Uma noite, Michelle é estuprada em sua casa, mas prefere não avisar a polícia. Motivo: seu pai é um serial killer que está condenado à prisão perpétua, e a presença da polícia na vida de Michele a traumatizou. O estuprador manda mensagens ameaçando voltar de novo. No entanto, o ato d estupro parece ter tornado Michele uma mulher mais sexualmente desejada, e aumenta a sua auto-estima. Verhoeven continua afinado na direção e no trabalho de direção de atores. É um filme corajoso, repleto de personagens bizarros: além dos já citados, a mãe de Michele é uma viciada em Botox que tem um amante michê. Michele também trai sua sócia com o marido dessa. Isabelle protagoniza cenas fortes, e o rumo tomado pela sua personagem conflituosa e complexa provavelmente irá provocar a ira das feministas.

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