quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A mulher que se foi

"Ang babaeng humayo", de Lav Diaz (2016) Premiado em Veneza 2016 com o Leão de Ouro de melhor filme, esse tour de force de quase 4 horas de duração é uma livre adaptação de um conto de Leo Tolstoy , "Deus vê a verdade, mas espera". Com uma performance extraordinária da atriz Charo Santos-Concio, no papel de Horacia, uma mulher que ficou presa injustamente por 30 anos. Outra performance irretocável é o de John Lloyd Cruz, no papel do travesti Hollanda, que é ajudado por Horacia ao ser estuprado e brutalizado por uma gangue de jovens delinquentes. Horacia ao sair da prisão quer se vingar de quem o colocou ali, Rodrigo, um ex-amante poderoso que não aceitou o fato de ser abandonado por ela, que acabou se casando com outro homem. Horacia trama minuciosamente a sua teia de aranha para matar Rodrigo. No entanto, vários personagens vão surgindo em seu caminho, e Horacia revela o coração bondoso e humanista que ela tem. O filme fala sobre transcender e se reerguer em momentos de grande crise emocional e pessoal. Diante dessa linda mensagem, vemos personagens acertando o seu caminho, e outros se destruindo. O filme tem uma linda fotografia em preto e branco, e algumas cenas antológicas, como a "apresentação" musical de Hollanda e Horacia. Confesso que senti o peso do filme, e que 1 hora a menos lhe faria muito bem. Não sou fã do cinema de Lav Diaz, que faz filmes com no minimo 4 horas de duração.

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