sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Zalava

"Zalava", de Arsalan Amiri (2021) Premiado no Festival de Veneza 2021 com o Fipresci Prize e o Best First Feature, "Zalava" também concorreu em importantes festivais, como Sitges. O filme é um raro projeto iraniano que se apropria do gênero terror sobrenatural para faezr uma metáfora sobre a revolução iraniana. O filme é ambientado no ano de 1978, com o Irã governado por Rezha Palehvi. "Em 1979, um movimento popular derrubou a monarquia do Xá Reza Pahlevi, instaurando uma república islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. Foi um marco histórico que transformou o Irã de uma monarquia pró-ocidente em um país governado por princípios islâmicos, com grande impacto na política global." Os habitantes de uma pequena vila no Irã chamada Zalava afirmam que há um demônio entre eles. A filha de um dos moradores da vila morre ao cair do penhasco. O pai acusa o sargento da região, Masoud (Navid Pourfaraj) pela morte da filha: segundo os moradores, para expulsar o demônio do corpo, deve-se dar um tiro na perna da pessoa e deixar o sangue escorre. Mas como o sargento recolheu as armas dos moradores, temendo uma tragédia, o pai não pode salvá-la. Por conta desse ato, o sargento, que é cético e não acredita em demônios, é demitido. Mas antes de ir embora, ele ouve que existe mais um caso de demônio na vila e ele decide ficar. Um exorcista, Amardan (Pouria Rahimi Sam) é acionado, e em seu ritual ele prende demônios dentro de fracos de vidro. O sargento é apaixonado pela médica da vila, Malihe (Hoda Zeinolabedin). O sargento não acredita nos métodos do exorcista. O filme deixa em aberto se os demônios são reais ou não. A metáfora sobre a histeria coletiva, o abuso de poder, a falácia podem ser absorvidos se o espectador não for ver o filme apenas como entretenimento. Como terror, o filme é bem brando, deixando a atmosfera mais para um sobrenatural, mas sem efeitos.

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