quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
O guardião da noite
"Negahban-e Shab", de Reza Mirkarimi (2022)
Indicado pelo Irã à uma vaga ao Oscar de filme internaiconal em 2024, "O guardião da noite" já deixa claro em seus primeiro minutos que o protagonista, Rasoul (Touraj Alvand), vai se dar muito mal em algum momento. De bom coração, é o tipo de pessoa ingênua que acredita nas pessoas e por isso, se deixa levar pelas más intenções de vigaristas e oportunistas. Eu já tava quase desistindo de assistir ao filme, pois a minha angústia e raiva estava num nível insuportável. Mas a performance do ator protagonista é tão potente, e a verdade com que faz o personagem, na sua pureza, me cativaram.
Rasoul é um trabalhador rural que, devido a uma seca prolongada, é forçado a se mudar para a cidade para ganhar a vida. Em busca de trabalho, chega a um grande canteiro de obras justamente quando o vigia noturno é demitido. O dono do projeto, Mohandes (Mohsen Kiaei), se volta para Rasoul e lhe oferece a vaga recém-aberta. Além de conseguir emprego, Rasoul recebe também um quarto para morar. Trabalhador dedicado, ele executa suas tarefas com eficiência. Um funcionário mais velho, Daei (Ali Akbar Osanloo), passa a protegê-lo e a ensiná-lo sobre o serviço.
O que Rasoul não sabe, é que Mohandes ganhou dinheiro dos proprietários dos apartamentos, professores que dedicaram todas as suas economias, e os está enganando, prometendo a entrega dos apartamentos que nem sequer foram iniciados. O trabalho de Rasoul é de fachada.
"O guardião da noite" é na essência, um filme iraniano. O olhar documental na narrativa, a linguagem neo-realista, o protagonismo de personagens na miséria buscando o seu lugar ao sol.
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