domingo, 4 de janeiro de 2026

The plague

"The Plague", de Charlie Polinger (2025) Concorrendo no Festival de Cannes na Mostra Un certain regard 2025, "The plague" a todo o momento quer fazer o espectador achar que irá assistir a um filme de terror com um desfecho violento. O filme é um drama psicológico, com atmosfera de terror, e a violência existe, principalmente no final, mas ela é mais sobre o bullying e a humilhação e desprezo entre adolescentes, que precisam provar a sua masculinidade da forma mais tóxica e brutal possível. A todo o momento, eu fiquei esperando acontecer uma cena no nível da sequência da piscina do primoroso terror sueco 'Deixe ela entrar". "The plague" também faz lembrar a todo o instante de "Carrie, a estranha" e "Cru", de Julia Ducarneau, que são filmes sobre a forma como um jovem vê o mundo e como ele quer ser aceito. O filme é vendido como "body horror", que nos trouxe recentemente 'A substância". Existem momentos angustiantes, onde a carne apodrece e a pele da unha quer sair junto da pele e sangue. O que de fato impressiona nessa estréia no roteiro e direção de Charlie Polinger, é o formidável trabalho dos jovens atores. Joel Edgerton, que produz o filme, é o único adulto do filme, mas a sua presença não altera a trama: o filme é da garotada, e que atores incríveis. Everett Blunck, que interpreta Ben, é o protagonista tímido e que quer ser aceito em uma turma de rebeldes e agressores, liderados por Jake (Kayo Martin), o tipico tipo popular e arrogante. Para ser aceito no grupo, Ben precisa praticar bullying em Eli (Kenny Rasmussen), um excluído por ser autista com corpo fora do padrão. Segundo Jake conta para Ben, quem tocar na pele de Eli, irá ficar contaminado pela "peste", e ficará com a pele apodrecendo. Em princípio Ben se encaixa no grupo de Jake e evira Eli o tempo todo. Mas em determinando momento, ele dece ajudar o rapaz, e fica oindeciso sobre qual postura tomar. Mas a partir do momento que ajudou Eli, a pele de Ben começar a criar feridas e erupções, o que o desespera. A fotografia de Steven Breckon também merece destaque, não só pelas cenas submarinas, como também pelo clima de pesadelo que acontece ao longo do filme.

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