terça-feira, 27 de janeiro de 2026
O cativo
"El cautivo", de Alejandro Amenábar (2025)
O espanhol Alejandro Amenábar ganhou o Oscar de filme estrangeiro em 2003 por "Mar adentro" (com Javier Barden) . Famoso pelos filmes "Abra os olhos" (com Rachel Weiz e Oscar Isaac), "Regressão" (com Emma Watson e Ethan Hawke) e principalmente, "Os outros", ( com Nicole Kidman), Amenábar sempre trabalhou com grandes estrelas. Em "O cativo", Amenábar co-escreve e dirige um roteiro que mescla realidade e ficção em uma etapa da vida do escritor Miguel de Cervantes, autor de "Dom Quixote", muitos anos antes dele escrever o livro de ficção mais vendido da história. O filme traz cenas homoeróticas, que sugerem um relacionamento entre o jovem Cervantes (Julio Pena) e o governador de Argel, Hasán Bajá (Alessandro Borghi). Me lembrei de imediato de "Ben Hur" e "Lawrence da Arabia", com as cenas sensuais e de segundas intenções entre os heróis e os vilões da história, em momentos íntimos, seja no banho ou em repouso no quarto, desnudos.
Em 1575, o jovem Miguel de Cervantes é feito prisioneiro e vendido ao temido Hassan Bajá, governador de Argel. Ele foi capturado por piratas berberiscos enquanto viajava de Nápoles para Espanha. Ele carrega cartas de recomendação assinadas por Don Juan de Austria, o que faz seus captores imaginarem que têm em mãos um prisioneiro valioso. A família de Cervantes não tem como pagar o resgate, e ele acaba ficando preso por cinco anos. Após várias tentativas de fuga, Cervantes e mais de cem companheiros foram finalmente libertados em 1580 por frades da ordem trinitária. O filme sugere que essa vivência de Cervantes no cárcere o influenciou na escrita de "Dom Quixote". Tanto esse fato quanto o relacionamento entre ele e o governador, que no filme sugere intimidade, foram questionados por historiadores após assistirem ao filme.
É uma grande produção, com requintes na fotografia, direção de arte, figurino e maquiagem. Faltou emoção na narrativa, árida. A trama em si é interessante, até pela curiosidade em descobrir de onde vieram inspirações para suas obras futuras.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário