domingo, 25 de janeiro de 2026
Azuro
'Azuro", de Matthieu Rozé (2022)
Longa de estréia do ator francês Matthieu Rozé, "Azuro" é uma adaptação do romance de Marguerite Duras, "Os Cavalinhos de Tarquinia", escrito em 1953. Buscando inspiração no existencialismo de Antonioni e sua obra-prima 'A aventura", Matthieu Rozé faz um filme de visual ensolarado, rodado na região da Cote D'azur ( mas falseando como se fosse em uma costa italiana, região onde o romance de Duras acontece).
A obra de Duras descreve cinco amigos franceses que todo ano, se hospedam na mesma enseada italiana. Vivendo o ócio e o tédio , dois casais e uma amiga aparentam felicidade, mas os relacionamentos desgastados são camuflados pela aparente felicidade de uma viagem no paraíso, em pleno calor de uma praia agradável. Até que um estranho surge, e a sua presença abala as relações de todos.
Os personagens estão na faixa dos 35/40 anos. Pierre e Sara (Yannick Choirat e Valérie Donzelli) são pais de um menino de 10 anos. Gina e Vadin (Maya Sansa e Thomas Scimeca) formam o outro casal. Margaux (Florença Loiret Caille) é a amiga solteira dos casais. Quando surge um homem, (Nuno Lopes). em seu barco, Sara sente atração por ele.
O filme é um exemplo de existencialismo do cinema contemporâneo. Ritmo arrastado, lento. Atores em longos diálogos entediantes. Poucas ações acontecendo. Me lembrei até de "O pântano", de Lucrecia Martel, só que ali, ela reforça o tédio e o marasmo com um rigor estétivo e visual, além de uma angustiante edição de som. Não curti muito o filme, mas li que ele é bastante fiel à obra de Duras.
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