terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Kokuho - O preço da perfeição
"Kokuho", de Sang-il Lee (2025)
Quem assistiu à obra-prima de Chen Kaige, 'Adeus, minha concumbina", vencedor da palma de ouro em Cannes em 1993, irá encontrar muitas semelhanças com "Kohuko- O preço da perfeição". A rivalidade entre artistas, o teatro e a música, a beleza das apresentações, a obsessão pela perfeição, o rigor da preparação, os figurinos e maquagem exuberantes, os cenários requintados e claro, o excepcional trabalho dos atores em extensa preparação artística.
Concorrendo na Quinzena dos realizadores no Festival de Cannes 2025, o filme entrou para a shport list do Oscar internacional 2026, representando o Japão. Baseado no romance homônimo de Shuichi Yoshida, 2018, o filme abrange dos anos 60 até 2014, realizando um ambicioso e rico painel histórico, através da rivalidade entre 2 atores que disputam o papel de Onnagata, que é o ator que interpreta o papel feminino, o mais complexo e aclamado pelo público. A prática surgiu em 1629, após o governo japonês proibir mulheres de atuar no teatro kabuki por questões morais e desde então, homens interpretam mulheres. O filme recebeu indicação de Oscar de melhor maquiagem. "Kohuko" se tornou o filme live action de maior bilheteria da história no JApão, com mais de 12 milhões de ingressos vendidos.
Nos anos 60, Kikuo (Sōya Kurokawa, ator de "Monster), é um jovem filho de um chefe da Yakuza que se apresenta em uma comemoração de novo novo para o seu pai. Durante o evento, uma gangue rival surge e mata o pai de Kikuo. Ele é apadrinhado pelo lendário ator de kabuki Hanai Hanjiro II ( o astro Ken Watanabe), que fica impressionado pelo talento do garoto. Kikuo passa por uma rigorosa disciplina de estudos para se tornar um Onnogata, junto do filho de Hanai, Shunsuke, herdeiro natural da tradicional casa Tanba-ya. Kakuo fica em conflito por ser filho de um Yakuza e não pertencer a nenhuma linhagem de atores do Kabuki. Os anos se passam, e a rivalidade entre Kakuo e Shunsuke cresce, em meio a ciúmes profissionais. Kakuo, agora casado e com uma filha, se ressente de não poder dedicar tempo à esposa e à filha, sacrificando a vida familiar pela obsessão em se tornar o maior Onnogata do país.
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