sábado, 3 de janeiro de 2026

O incrível homem que encolheu

"The Incredible Shrinking Man", de Jack Arnold (1957) Clássico da ficção científica dos anos 50, "O incrível homem que encolheu" é adaptação do romance de Richard Matheson, que ficaria famoso pelos episódios que escreveu do seriado 'Além da imaginação". Matheson também escreveu os famosos "Encurralado", de Steven Spielberg, 'Eu sou a lenda", refilmado com Will Smith e "Em algum lugar do passado", com Christopher Reeve, um cult romântico. "O incrível homem que encolheu" ganhou vários remakes, entre eles, com Lily Tomlin, ' A incrível mulher que encolheu", e em 2025, com Jean Dujardin. Como a maioria dos filmes de ficção científica dos anos 50, a metáfora era quase sempre a guerra fria e o temor de um confronto entre Estados Unidos e a União soviética. Scott Carey (Grant Williams) está passeando com sua esposa Louise (Randy Stuart) num barco no mar. Uma misteriosa nuvem radioativa surge no caminho e apenas ele entra em contato com a estranha neblina. Passados alguns meses e depois que ele também entra em contato aleatório com uma névoa de inseticida, percebe que suas roupas estão ficando folgadas no corpo. Através de exames médicos, descobre que existe uma reorganização da estrutura molecular das células de seu corpo. Scott vai se tornanso uma pessoa irritada e constantemente discute com sua esposa. À medida que vai diminuindo, ele vai se tornando uma vítima dos haitantes da natureza: seu gato, uma aranha, gotas de água. O filme é muito bem realizado, considerando os efeitos especiais da época. Muitas trucagens, cenários que tiveram que ser ampliados. Me lembrei do desfecho pessimista de "A mosca da cabeça branca". Aqui, existe uma narração poética e filosófica, centrada na existência humana em relação ao universo em que habita. Certamente a série "Terra de gigantes", dos anos 60, teve esse filme como inspiração.

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