sábado, 3 de janeiro de 2026

Mudrasta

"Mudrasta", de Julius Alfonso (2025) O cinema asiático, principalmente das Filipinas e Tailândia, são bastante conhecidos pelo exagero quando se trata de comédia. Em "Mudrasta", comédia queer filipina, o exagero vai a nível máximo: personagens e atuações caricatas, diálogos simplórios, colorido over na cenografia e figurino, maquiagem e cabelos reproduzindo o que há de mais engraçado na caracetrização vintage. O resultado, dependendo do estado de espírito do espectadopr, pdoe ser uma grande diversão, ou uma grande bomba. Preferi assistir como a um passatempo cafona e trash e confesos que ri diversas vezes. Para se ter uma idéia, o protagonista, Victor "Becky" Labrador (Roderick Paulate), tem 60 anos, e quando ele conta um flashback de quando ele era estudante há mais de 30 anos atrás, é o mesmo ator que o interpreta jovem, sem caracterização nem CGI. Esse conceito grotesco resulme o filme que irá ser visto. Nada nele é para ser levado a sério. No fundo, vale por discutir temas como homofobia e aceitação da sexualidade, que permanecem no fundo da história, e também, o conflito de classes sociais. Becky é pobre. No passado, para ajudar sua família, ele vende empanadas na rua. Mas um dia, ele é atropelado por Enrique Santillanes (Tonton Gutierrez), um bonitão, filho de família rica e poderosa. Entre os dois nasce uma amizade. Becky se apaixona platonicamente por Enrique. Mas quando ele se casa, acabam nunca mais se vendo. Décadas depois, quando Enrique morre, Becky é notificada de um testamento: Becky herdaria metade de sua fortuna, com a condição de que ele se mudasse para a mansão da família e se tornasse madrasta de seus dois filhos, Nikolai (Elmo Magalona) e Andrew (Arkin Magalona). Nikolai, que agora administra os negócios da família, e a autoritária mãe de Enrique, Madame Evita (Celia Rodriguez), estão determinados a humilhar Becky para que ela desista de tudo. A personagem de May Anne (Carmi Martin), a melhor amiga de Becky que transiciona, parece ter saído de um filme de Almodovar. Todas as suas cenas são hilárias. O filme investe em números musicais com o núcleo queer do filme. O desfecho, melodramático e divertidamente novelesco, é o ponto alto da história, conduzida com muita graciosidede pelo protagonista Roderick Paulate.

Nenhum comentário:

Postar um comentário