segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Sete minutos depois da meia noite

"A monster calls", de J.A. Bayona (2016) Comovente drama fantástico baseado no livro de Patrick Ness, vem na tradição de filmes cujo protagonista mirim se utiliza do Universo paralelo para poder suportar a sua dôr vivenciada no mundo real. Foi assim em "O espírito da colméia", "O labirinto do fauno", "A história sem fim"e tantos outros filmes. Na Inglaterra, Conor ( o ótimo Lewis MacDougall) é um menino que mora sozinho com a sua mãe ( Felicity Jones), que está com doença terminal. A sua vó (Sigourney Weaver) é uma mulher áspera e fria, e Conor não quer morar com ela de jeito nenhum. Conor, assim como sua mãe, tem o dom de desenhar, e um dia, ao soar da meia noite e sete minutos, uma árvore milenar, que fica em frente à sua casa, cria vida ( a voz de Liam Neeson) e lhe propõe um jogo: por dias seguidos, vai contar a Conor 3 histórias, e a quarta história, deverá ser contada por Conor. Emocionante, quase beirando o piegas devido ao seu enorme conteúdo dramático, "Sete minutos depois da meia noite"( esse título está errado, não posso falar pois seria spoiler) é uma grande metáfora sobre crescer e se tornar um jovem adulto, mediante as grandes dificuldades da vida. Geraldine Chaplin, que interpretou uma medium em "O orfanato", filme anterior do diretor J.A. BAyona, faz uma pequena participação como a Diretora da escola. Temas como Bullying escolar, separação dos pais, morte e redenção fazem parte do repertório dessa fantasia, com bons efeitos especiais, que lembram as árvores caminhantes de "Senhor dos anéis". O filme é sombrio e bastante melancólico, apesar do seu apelo juvenil. Eu diria, é "História sem fim"versão Dark. Ver Sigourney Weaver fazendo uma megera é ótimo, lembra o papel dela em 'Uma secretária de futuro". O menino Lewis MacDougall é uma grande revelação e sim, que delícia que é ouvir a voz de Liam Neeson.

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