sábado, 24 de dezembro de 2016

Glassland

"Glassland", de Gerard Barrett (2015) Escrito e dirigido pelo irlandês Gerard Barrett, o filme ganhou o prêmio de melhor ator em Sundance 2015 para Jack Reynor. "Glassland" é daqueles dramas barra pesadíssimas que o espectador precisa escolher um bom dia para assistir. Toni Colette interpreta Jean, uma alcóolatra, mãe de 2 filhos, John ( Jack Reynor), e um outro que é portador de síndrome de down e que ela renega. Jean vive como uma mendiga, e John trabalha como taxista para sustentar a casa. Para poder ganhar mais dinheiro, John faz trabalhos por fora: transporta prostitutas para clientes. Quando John não suporta mais a situação de sua mãe, ele a interna em um Rehab, mas precisa de 10 mil dólares. Para isso, ele aceita fazer um trabalho que irá modificar a sua vida para sempre. Com 2 performances extraordinárias, de Toni Colette, no dificil papel de alcóolatra depressiva, e de Jack Reynor, como seu filho que se desespera ao ver a mãe se matando, "Glassland" é um retrato cruel da classe média baixa irlandesa, que faz de tudo para sobreviver. O filme é intenso, e muitas cenas são antológicas na interpretação. A fotografia é densa, escura, e o filme não dá concessões, talvez um único momento de quase-alívio, quando o filho compra bebidas e resolve presentear a sua mãe com uma festinha particular com dança e bebidas, ao som de "Tainted love". é uma belíssima cena. Não espere redenções, porquê o diretor Gerard Barret não pensa em final feliz.

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