sábado, 2 de janeiro de 2016

Gueros

"Gueros", de Alonso Ruizpalacios (2014) Dirigido e escrito pelo mexicano Alonso Ruizpalacios, "Gueros" é um filme independente que venceu vários prêmios internacionais, entre eles no Festival de Berlin 2014, de onde saiu com o prêmio de melhor filme de cineasta estreante. Rodado em preto e branco, é um drama sobre a juventude, totalmente rodado em preto e branco. é um filme de Cineasta cinéfilo, que busca referência no cinema existencialista e estilizado de Jim Jarmusch e no trabalho sonoro de Lucrecia Martel para fazer a sua leitura sobre os conflitos da juventude que quer crescer mas não encontra respaldo na sociedade. O mundo proposto pelo cineasta Alonso Ruizpalacios é cinza, sem futuro, sem amor, e o que resta de esperança e paixão precisa ser revirado da tumba para poder florescer de novo. Desencantado, triste, esse mundo onde até os sonhos não se realizam, vivem os irmãos Tomas e Fede. Tomaz , pela sua rebeldia, é enviado por sua mãe para ir morar com o irmão mais velho, Fede, estudante universitário. Fede divide o apartamento com um amigo, Santos. A faculdade está em greve, e os amigos resolvem fazer a greve da greve: simplesmente não saem de casa. Cabe a Tomaz estimular os 2 a sairem de casa, mas com um pretexto lúdico: pegarem o carro e irem atrás de Epigmenio Cruz, um cantor da velha guarda do rock que encantou o pai falecido dos irmãos, e que descobrem, está a beira da morte. A esse grupo se unta Ana, uma estudante revolucionária que luta por um mundo mais justo. Nesse road movie, os jovens vão em busca de um ideal e mais do que isso, um motivo para a sua existência. Gueros é um termo mexicano que quer dizer "Loiro". Como os personagens do filme são todos morenos, podemos entender que são os excluídos. O filme trabalha com o elemento lúdico em vários momentos, trazendo referências também ao cinema de Bunuel. Isso porquê o cineasta Ruizpalacios quer que o espectador tenha as mesmas impressões sensoriais dos personagens: muitas vezes o som emudece, a câmera fica lenta. e elementos estranhos surgem, como penas que voam no ar, do nada. é um filme estranho, às vezes primoroso, às vezes entediante, às vezes juvenil demais. E no final é isso mesmo. Um primeiro filme cheio de atitude, cheio de vontade de querer falar muita coisa. Tem material para mais de um filme. É um digno representante do gênero "Filme de Festival". Nota: 7

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