
"Heavenly creatures", de Peter Jackson (1994)
Baseado na história real do crime cometido por Juliet Hulme e Pauline Parker em 1954 na cidade de ChristChurch, Nova Zelândia. O filme ganhou vários prêmios na época, incluindo Melhor direção no Festival de Veneza. Tamanho sucesso ajudou a lançar internacionalmente o nome do diretor Peter Jackson, e da jovem atriz Kate Winslet, aqui em seu primeiro papel, aos 16 anos de idade. Kate interpreta Juliet. Melanie Lynskey, também estreando, é Pauline.
Pauline vive uma vida entediante. Seus pais administram uma pensão, onde alugam os quartos. Pauline estuda em um colégio católico e não tem amigas. Um dia, Justine é apresentada como a nova aluna da turma. Pauline de imediato se identifica com Justine, por conta de sua garra e determinação e por não se deixar subjulgar por outras pessoas. As duas se tornam grandes amigas. A relação se torna íntima, e os pais de ambas resolvem separá-las. Pauline arquiteta então um plano de assassinar a sua mãe, a quem ela considera como responsável por tudo de ruim que acontece em sua vida.
Ótima direção de Jackson, que trabalha com o realismo e com o fantástico. Quando as duas amigas querem abstrair-se do mundo chato e moralista, elas se "Transportam" para o que elas chamam de 4o mundo, um lugar aonde elas realizam suas fantasias.
Além do excelente trabalho das duas atrizes, o elenco como um todo também chama atenção pelo cuidado com que dão vida a seus personagens complexos. Sarah Peirse no papel da mãe de Pauline, está comovente. A cen final, brilhantemente executada, cria uma tensão insuportável, culminando em uma das cenas mais cruéis do cinema.
Os efeitos especiais é que envelheceram com o tempo, mas a história é tão boa, que o espectador mais condescendente irá ignorar esse fato.
Nota: 8
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