terça-feira, 19 de maio de 2015

Ex Machina

"Ex Machina", de Alex Garland (2015) Filme de estréia do romancista e roteirista de cinema Alex Garland. Ele escreveu o livro "A praia", que deu origem ao filme de Danny Boyle com Leonardo di Caprio. Com o mesmo Danny Boyle, ele escreveu vários roteiros para filmes do cineasta inglês, entre eles, "Exterminio e 'Sunshine". "Ex Machina" é uma ficção científica dramática. Mal comparando, era como se Terrence Malick resolvesse fazer um filme fantástico. O mesmo cuidado com enquadramento, a discussão filosófica sobre vida e morte, a atmosfera etérea e sublime em cima de uma narrativa lenta e instigante. Caleb (Domhnall Gleeson, do romance "Questão de tempo") é um jovem programador da Empresa de tecnologia e informática Blue Code. CAleb ganha um concurso interno e como prêmio, vai passar uma semana na mansão isolada nas montanhas de Nathan (Oscar Isaac, de "Inside Lewis David"), o Dono da empresa onde Caleb trabalha. Chegando lá, Caleb decsobre que ele participará de uma bateria de sessões testes com uma andróide, batizada de Ava ( Alicia Vikander, atual namorada do ator Michael Fassbender). Nathan está testando a inteligência artificial e para isso, precisa que Caleb seja a cobaia certa para poder concluir se a programação da Inteligência artificial chegou ao seu nivel máximo de perfeição. A partir daí, os 3 personagens disputam um intrigante jogo de poder e de sedução. Desde "A.I., inteligência artificial", de Spielberg, eu não via um filme tão curioso sobre andróides. Isso sem contar na obra-prima de Ridley Scott "Blade Runner". Todos esses filmes dialogam com a questão: E se as maquinas pensassem e agissem como homens, tomando atitudes próprias? O mais curioso, é que todos esses filmes usam a filosofia e a elocubração sobre a mortalidade para discutir a sua relação com o ser humano, o seu Criador. Impressiona que esse filme seja a primeira experiência do cineasta Alex Garland. Tudo é bem estudado e preciso no filme: a direção segura, o roteiro cheio de reviravoltas, o elenco formidável, os efeitos muito bons para um filme de baixo orçamento e a trilha sonora e fotografia contribuindo para contar essa fábula da forma mais brilhante possível. Faltou pouco para esse filme ser um clássico. Talvez 15 minutos e menos, talvez um final mais arrebatador. No entanto, já está bem acima da média de muitas ficções científicas que surgiram ultimamente. esse definitivamente, merece ser visto e apreciado. O ritmo é lento, porém contemplativo. Nota: 8

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