segunda-feira, 4 de maio de 2015

Deus branco

"Fehér isten", de Kornél Mundruczó (2014) Imagine uma versão hardcore live action do clássico da animação "A dama e o vagabundo", de Walt Disney. Ou uma versão sem computação gráfica, se utilizando 100% de animais de verdade, de "O planeta dos ...cachorros" !!!!. Uma história de vingança, típica de centenas de filmes B americanos, onde os animais, subjulgados pelo homem, que os maltratam, se rebelam e começam a caça-los. Pois então, esse mesmo filme venceu o Prêmio "Camera de D'or" na Mostra "Un certain regard" em Cannes 2014. O filme é dirigido pelo húngaro Kornél Mundruczó, o mesmo do premiado " Filho terno, Projeto Frankestein", EM ambos os filmes, o cineasta toca no tema do choque de gerações entre pais e filhos, que não se comunicam. Em "Deus branco", acompanhamos a história de Lily, uma menina de 13 anos que é deixada pela mãe aos cuidados do ex-marido. Porém, Lily vem acompanhada do seu cachorro Hagen. Lily vai estudar música em um conservatório, mas o pai a proibe de manter o cachorro e o acaa abandonando na rua. O filme então passa a acompanhar paralelamente as histórias de Lily e de Hagen ( e ambos descem ao inferno. Lily se droga, se deprime e se torna rebelde. Hagen é treinado por um apostador de lutas de cachorros e se torna extremamente violento.) Não preciso dizer como o filme termina, em total carnificina. Mas o que chama a atenção no filme é a originalidade do Diretor em fazer um filme de ação pelo ponto de vista de um filme de arte. Ritmo lento, olhar estilizado sobre as situações. A performance da menina Zsófia Psotta impressiona. Ela trabalha muito bem as diversas nuances da personagem, que vai da alegria à tristeza, do ódio ao medo. Mesma coisa o trabalho dos cães do filme, treinadíssimos e capazes de "interpretar". Os animais ganharam o Prêmio que Cannes distribui para animais, e com louvor. é um filme curioso, muito bem filmado e fico imaginando o trabalhão que não deva ter dado. Porém, o roteiro fica devendo em originalidade. Nota: 7

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