sábado, 9 de maio de 2015

A estrada 47

"A estrada 47", de Vicente Ferraz (2014) Em "A ponte do Rio Kwai", de David Lean, clássico de 1957, um pelotão de soldados ingleses feitos prisioneiros pelos japoneses durante a 2a Guerra são obrigados a construiu uma ponte por onde passarão comboios de soldados inimigos. Em "A estrada 47", pracinhas brasileiros, em conflito e crise emocional e física precisam desativar minas da citada Estrada para evitar que soldados aliados sejam explodidos pelas minas escondidas em sua rota. O filme discute a relevância da participação de soldados brasileiros, alguns despreparados para enfrentar uma guerra de tamanho porte. Imparcial, o roteiro mostra que italianos, alemães e brasileiros têm um único ideal: honrar sua Pátria e a sua família, acima de tudo. O maior mérito do filme é sem dúvida a fotografia, de Carlos Arango de Montis. Bela em seu tom cinza, reforça a dramaticidade da história . Figurino, Direção de arte e edição de som são impecáveis. O elenco está correto e dividem seu espaço de forma homogênea, assim como no filme de José Belmonte, "Alemão". Todos têm o seu momento. Nesse elenco 100% masculino, há uma mistura de atores brasileiros, alemães, portugueses e italianos, mostrando a força da globalização e dos apoios dos produtores dos citados países. O filme tem um ritmo lento, e a narração em Off do personagem de Daniel de Oliveira também não contribui muito para a história. Mas definitivamente, é um filme nacional diferente de tudo o que já foi produzido: elegante, glamuroso nas locações, de alto nível técnico e com pinta de filme europeu. Um grande passo para as co-produções futuras com o Brasil.

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