quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

127 Horas


" 127 hours", de Danny Boyle (2010)

Filme baseado no livro " Between a rock and a hard place", de Aron Ralston.
Ralston é um montanhista americano, e em 2003, ele foi fazer atividades nas montanhas de Utah. Após longa caminhada, envolvendo inclusive uma amizade fugaz com 2 montanhistas, Ralston se acidentou, caindo em uma fenda do canyon. Ao cair, uma pedra enorme se prende ao seu braço direito, o que o impede de se movimentar. Ralston , em princípio não acreditando em seu infortúnio, vai caindo na real e mantém a calma, apesar de momentos de desespero. De sangue frio, Ralston vai alternando momento de humor e de alucinações, devidamente registradas em uma filmadora que ele trazia consigo. Sua reserva de água e comida se esgota, e Ralston, em momentos de desespero, se apega a lembranças familiares, amizades e namorada, com quem rompeu recentemente. Ralston não tinha o hábito de avisar as pessoas próximas o seu paradeiro.
Em ato de completa valentia e desejo de viver, Ralston pega o seu canivete e corta o seu braço, conseguindo assim se livrar da pedra. Passou no Canyon 127 horas, daí o título do filme.
Impossível falar do filme e não comentar a atuação magistral de James Franco, que se entregou de corpo e alma ao personagem. É comovente a sua interpretação, alternando humores e desespero. A cena da amputação é de uma aflição enorme, (inclusive quando da exibição do filme no Festival em Toronto de 2010, muitos espectadores desmaiaram). Lembra muito cenas de qualquer filme de " Jogos mortais", mas sendo em contexto realista, é ainda mais chocante.
A direção de Danny Boyle não priva o espectador de ver a famosa cena, causando repulsa e nervosismo em quem assistir.
A edição é dinâmica, excelente. A fotografia e o trabalho de camera também beiram a perfeição. Existem planos que provavelmente foram misturados a computação gráfica (por ex, quando a camera sai do grito de Ralston, vai subindo pelo canyon até ganhar a magnitude da região, em plano aéreo.
A trilha sonora é fantástica, dando o tom certo para a narrativa.
Boyle trabalhou praticamente com a mesma equipe de seu vitorioso " Quem quer ser um milionário".
Na fotografia, Anthony Dod Mantle. No roteiro, a colaboração de Simon Beaufoy.
Na trilha sonora, o oscarizado A. R. Rahman.
Um filme poderoso, forte, tocante, que mostra a vontade de viver de um ser humano, que não se deixou levar pelo destino trágico.

Nota: 9

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