domingo, 12 de fevereiro de 2017

Certas mulheres

"Certain women", de Kelly Reichardt (2016) Drama escrito e dirigido pela cineasta independente americana Kelly Reichardt, adaptado de histórias escritas por Maile Meloy. O filme narra 3 histórias independentes. Em comum, a mesma cidade, Livingston, em Montana, e serem protagonizados por mulheres. Diferente de outros filmes episódicos, que entrelaçam as histórias, aqui Kelly conta cada uma de seus contos separadamente. A primeira, com Laura Dern, que interpreta uma advogada que defende a causa trabalhista de um ex-funcionário de uma fábrica que processa a empresa mas não consegue receber indenização. Esse episódio discute o machismo, pois o cliente faz pouco caso das decisões profissionais que a advogada faz. O segundo episódio, com MIchelle Willians, é sobre um casal com filha adolescente que quer construir uma casa. Interessada em adquirir pedras de decoração que pertencem a um idoso, a mulher sofre machismo quando o idoso não escuta o que ela fala e somente dá atenção a conversa do marido. O terceiro episódio tem um foco diferente. Ao invés de discutir o quanto os homens são cruéis com as mulheres, a história gira em torno da paixão platónica que uma tratadora de cavalos sente por uma professora de direito, interpretada por Kirsten Stewart. De ritmo extremamente lento, o filme poderia ter rendido um excelente curta, a saber, o terceiro episódio, de longe, o mais interessante e melhor construído em termos de personagens. O episódio de Michelle Willians é o mais aborrecido de todos, e por isso, sua atuação acabou sendo prejudicada. Cada episódio acaba abruptamente, para que no final, seja narrado uma espécie de desfecho de cada uma das histórias. No final, fiquei com a impressão de ter visto um filme bem burocrático. Não é ruim, porque o episódio da professora salvou a pátria. Palmas absolutas para a interpretação minimalista e soberba da atriz Lily Gladstone, no papel dificílimo da tratadora de cavalos. Ela ganhou vários prêmios como melhor atriz coadjuvante, merecidamente. Pelo fato do filme ser muito independente, acabou não tendo foco no Oscar 2017.

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