sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A lei da noite

"Live by night", de Ben Afleck (2016) Enquanto eu assistia ao filme, 3 informações vinham na minha mente: 1) Ninguém tirava de mim que aquela voz off do Ben Afleck narrando o filme, não era a voz do Batman 2) Foi anunciado prejuízo de 240 milhões de reais com o filme. Pudera, direção de arte exagerada, figuração pra caralho, calhambeques a rodo nas cenas de rua... 3) Sienna Miller botou a boca no trombone que teve que ficar 9 horas fazendo cenas de sexo e que chorou logo após as filmagens..mas..cade as cenas de sexo? O que aparece no filme é um clip dela e Ben Affeck vestidos, simulando sexo com roupa em 3 cenários diferentes..nem sessão da tarde exibe mais cenas de sexo assim Bom, o filme, baseado em livro de Dennis Lehane, narra a historia de Joe (Afleck), ex-soldado americano que lutou na primeira guerra na Irlanda. Seu pai é um Policial em Boston. Ao voltar para lá, o Pais está tomado pela crise económica dos anos 20, e a bebida está proibida de ser comercializada. Vários grupos mafiosos surgem pelo Pais. Joe namora a amante de um gangster, Emma (Sienna Miller) e acaba gostando de fazer parte do crime. Quando ele planeja uma fuga com Emma, ele sofre uma emboscada do gangster e quase morre. Emma é dada como morta. Joe vai preso, acusado de matar 3 policias durante uma fuga. Anos depois, solto, ele acaba indo trabalhar para o grupo mafioso de um italiano, com a intenção de se vingar do gângster que quase o matou e matou a mulher que amava. Bom, a sinopse que eu narrei não é nem a terça parte do que acontece no filme. E esse é um dos principais problemas do roteiro: personagens demais, sub-plots demais ( Ku Klux Klan, jovem atriz que acaba se viciando e depois se torna pastora ( Elle Fanning), um sherife vingativo (Chris Cooper), uma cubana negra irmã de mafioso que se apaixona por Joe (Zoe Saldana) e muito mais. Fosse um seriado, poderia até ser mais interessante. Mas como filme, ele se torna arrastado, burocrático, sem alma e longo, bastante longo. Difícil simpatizar pelo filme, que nem é ruim, apenas não empolga. Talvez Ben Affleck tenha que começar a diminuir o ritmo de envolvimento em um seu próximo projeto: aquilo ele roteirizou, co-produziu, dirigiu e atuou.

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