terça-feira, 17 de março de 2015

Monstros: Continente negro

"Monsters: Dark Continent", de Tom Green (2014) Sequência do filme inglês "Monstros", que em 2010 se tornou um cult por ter sido desenvolvido com baixo orçamento para os padrões do Gênero. O seu diretor, Gareth Edwards, conquistou Hollywood com a sua criatividade e foi convidado para dirigir "Godzilla" em 2014. Por conta do blockbuster, Gareth não pode dirigir essa sequência, tarefa administrada por Tom Green. Gareth ocupou o papel de Produtor executivo. O primeiro filme se ambientava no México. Esse aqui, se passa em Detroit e em um país do Oriente médio não identificado. O filme é uma mistura de vários filmes já vistos; "Guerra dos mundos", O resgate do soldado Ryan" e "Guerra ao terror". Toda a parte técnica é excelente: fotografia, som, direção de arte. Mas o que mais me intriga é: porquê fazer um filme de monstros, se eles nem ao menos dizem ao que veio? Porquê o filme em si, independe dos monstros. A história contada aqui é um drama humano que mostra a guerra interna e externa do ser humano em situações limites. Pode ser que os monstros sejam apenas metáfora de tudo de ruim que o Mundo oferece para nós. De qualquer forma, os efeitos aqui são superiores ao original, inclusive porquê o orçamento é muito maior. O filme se passa 10 anos depois do 1o filme: os monstros agora se disseminaram pelo mundo. Um grupo de soldados americanos se voluntaria para seguir até o oriente médio para uma missão.: liquidar os monstros, que agora atingem a região. Chegando lá, eles recebem uma outra missão paralela: resgatar um esquadrão de 4 soldados desaparecidos. O que vemos então é a luta pela sobrevivência em um País violento, com terroristas e guerrilheiros dispostos a liquidar com os americanos. Além desse problema de roteiro hibrido que quase nada oferece como filme de monstros, um outro problema sério é a duração: quase 2 horas. Com meia hora a menos, esse filme teria sido muito mais efetivo e com certeza teria sido mais dinâmico e interessante. O elenco está ok e não compromete. O filme faz tantas referências a outros filmes que em determinado momento, jurei que estava vendo uma cena de "Avatar", quando um monstro gigante "libera" pequenas luzinhas coloridas pelo deserto, provocando uma imagem lúdica. Nota: 5

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