sábado, 12 de novembro de 2016

A garota desconhecida

"La fille inconnue", de Jean Pierre e Luc Dardenne (2016) Quem me conhece sabe que sou um grande fã dos cineastas belgas Jean Pierre e Luc Dardenne, que trouxeram para o seu cinema, um olhar documental. O meu pensamento em relação a seus filmes, é o mesmo de Woody Allen: um filme menor dos Dardenne, é melhor que muito filme por aí. "A garota desconhecida" é um desses filmes menores. Sem grandes surpresas, quem acompanha os filmes dos irmãos sabe que irá encontrar uma protagonista altruísta, humanista e que fará de tudo para reparar os seus erros. A médica Jenny Davin (Adèle Haenel, vencedora de vários prêmios de melhor atriz em 2014 por "Amor à primeira briga") é essa pessoa altruísta. Ela atende seus pacientes de forma amorosa, vai visitá-los em casa, sem hora para acabar. Uma noite, ao discutir com seu estagiário, ela acaba não atendendo a porta. No dia seguinte, ela descobre que quem tocou a sua porta foi uma mulher africano, que logo mais foi encontrada morta no cais. A dra Jenny sente-se culpada pela morta da mulher, e resolve descobrir quem era ela, já que ela acabou sendo enterrada como indigente. Para isso, ela terá que adentar um universo que ela jamais conheceu, e colocar a sua vida em risco. A atriz Adèle Haenel está excelente no papel principal. O problema do filme e a sua longa duração e a repetição de situações. Os Dardenne querem discutir vários temas no filme: imigração, polícia corrupta, famílias desajustadas, violência contra a mulher, medicina falida e principalmente, a solidão. É um filme forte, que poderia render bem mais com um roteiro mais enxuto e resolução mais surpreendente.

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