quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Orgulho e esperança

"Pride", de Matthew Warchus (2014) Baseado em fascinante história real, essa deliciosa comédia dramática inglesa tem tudo o que a gente ama: excelente roteiro, ótima direção, extraordinários atores veteranos e novatos ingleses, estupenda trilha sonora que reúne os maiores hits pops ingleses dos nos 80 e a cafonice dos cabelos da época. É uma diversão só. Emociona, faz rir e chorar. Em 1984, a União dos mineiros resolve fazer greve. Margaret Tatcher os provoca e não aceita fazer acordo. Paralelo, um grupo de jovens gays, liderados por Mark Ashton resolve apoiar a causa dos mineiros, pois dentro da concepção dele, eles devem ajudar a uma classe que é mais desvalorizada que a dos gays. Esse grupo de gays e lésbicas se auto-denominou "Gays e lésbicas apoiam os mineiros". Eles acabam indo até uma pequena comunidade de mineiros, e lá, após sofrerem bullying de parte da população, que teme associar a classe dos mineradores ao que eles chamam de perversão gay, ganham apoio de parte dela. O filme reúne todos os clichês que se possa imaginar em se tratando de um tema gay: saídas de armário, advento da Aids, preconceito, baladas, família preconceituosa. A trilha sonora reúne hits de "The Smiths", "Frankie goes to Hollywood", 'Culture club", 'Soft Cell" e outros. é uma delícia enorme de se assistir, além de criar paixão entre os nostálgicos que se identificarão o tempo todo com a trajetória histórica e cultural dos anos 80. O elenco é um imenso sonho de qualquer Diretor: Imelda Staunton, Bill Nighy. Paddy Considine e alguns atores jovens brilhantes: Ben Schnetzer e George MacKay, nos papéis de Mark e Joe. Jessica Gunning , no papel da gordinha Sian, está antológica. O filme tem uns 15 minutos a mais, o que no meu entender, provocou uma gordurinha lá no meio da projeção. Mas é no geral bastante emocionante e contundente O Desfecho, dizendo o que aconteceu com cada um, é de chorar. O diretor Matthew Warchus está planejando uma versão musical do filme para a Broadway. O filme venceu o Prêmio 'Queer Palm" na Quinzena dos realizadores em Cannes 2014. Nota: 9

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