terça-feira, 23 de dezembro de 2014

A pelada

"A pelada", de Damien Chemin (2013) Primeira Co-produção Brasil com Bruxelas, essa comédia popularesca foi toda rodada em Aracaju, cidade aonde o cineasta belga Damien Chemin morou por 7 anos. Misturando equipes brasileiras com belga, Chemin fez uma visão da picardia e malícia brasileira, típica das pornochanchadas dos anos 70, porém bem soft, com direito a nudez parcial. Usando boa parte dos atores de Aracaju em seu filme, Chemin convidou Tuca Andrada para dar dignidade ao projeto. O filme pode ser avaliado de 2 formas: da forma mais óbvia, fazendo uma crítica séria. Ou fazendo observações positivas sobre a produção. Prefiro me ater ao segundo formato, pois na minha avaliação, esse filme, do jeito que foi feito, e com o orçamento despejado, não deveria passar pelo crivo de uma crítica oficial. O roteiro , ingênuo, não ajuda nem um pouco. Logo, os pontos positivos: a interação entre 2 países tão díspares culturalmente, juntando esforços para fazer o espectador rir. Imagino a equipe belga se divertindo no SET de filmagem, deve ter sido uma festa diária. Produzir um filme fora do eixo Rio/são Paulo/Pernambuco e ser visto fora de Aracaju também é um grande feito. Confesso que nunca havia ouvido falar desse filme. Descobri do nada, assim, vasculhando a internet. E graças a ela, e não à distribuição no Brasil ( que faz com que centenas de filmes nacionais permaneçam nas prateleiras), tive acesso a ele. No mais, é isso e apenas isso. Ah, o roteiro? Um casal classe média baixa tenta apimentar a relação, e se utiliza de brinquedos eróticos e de relação a três. Como se vê, bem original.

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