quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Era uma vez em Anatólia


" Bir zamanlar Anadolu`da", de Nuri Bilgen Ceylan (2011)

Na cidade de keskin, na região de Anatólia, um grupo parte em busca de um corpo. Keskin, o suposto suspeito do crime, encaminha um grupo onde fazem parte advogados, um procurador, coveiros, policiais e um médico legista. Keskin não se lembra aonde enterrou o corpo da vítima, alegando que estava bebado, junto com o seu irmão, co-autor do crime. Assim, o grupo parte durante toda uma noite na busca desse corpo, por toda a grande região. Em ddeterminada hora, o grupo sente fome, e vai parar em um vilarejo, onde o dono os recebe. A filha do dono, uma jovem de beleza descomunal, chama a atenção do grupo todo. Após horas e horas de peregrinação, o grupo acaba finalmente descobrindo o paradeiro do falecido, enterrado. Amanhece, e o corpo é levado para autópsia, ao mesmo tempo que a esposa do falecido surge para reconhecer o corpo. Surge evidência de que o motivo da morte era de que Keskin dscobriu que o filho do falecido era na verdade o seu filho.
Drama dirigido pelo turco Nuri Bilgen, autor do sensacional " Os três macacos". Aqui, ele eleva a décima potencia o conceito do cinema em estado bruto, formal, de longos planos sequência, e com diálogos ás vezes jogados fora, da mesma forma como Tarantino faz em seus prólogos. Fala-se de tudo: yogurte, mulheres, trabalho, etc. O elenco está como um todo sensacional, conferindo naturalidade em suas interpretações, principalmente os atores que interpretam o procurador e o médico-legista, frios em suas performances, assim como são so profissionais respectivos. Mas o maior trunfo do filme é a fotografia, um verdadeiro escãndalo, Nas longas cenas noturnas e de esttrada, as luzes dos faróis dos carros parecem iluminar um mundo mágico e fabulesco. O filme é muito longo, 150 minutos, e o ritmo é extremamente lento. Para um espectador comum, o filme é um calvário sem fim. Para os cinéfilos ortodoxos, uma pequena obra de arte. Façam suas apostas.

Nota:7

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