sábado, 25 de junho de 2016

Paulina

"Paulina", de Santiago Mitre (2015) Filme argentino co-produzido pela Videofilmes de Walter Salles, "Paulina" tem nas perfomances do elenco o seu grande trunfo. Dolores Fonzi no papel principal e Oscar Martinez no papel de seu pai e juiz poderoso estão extraordinários. Sai do filme meio tonto, ele levanta questões e posicionamentos da personagem que colocam o espectador em papel de juiz e de algoz. Naturalmente boa parte da plateia com certeza já tem posição formada sobre o que fariam no lugar de Paulina no desenrolar da trama. Uma frase do pai sintetiza o drama da jovem idealista e de esquerda:" Você não é heroína, você é uma vítima. Eu não entendo essa sua postura Messiânica.". Paulina é uma jovem advogada que anuncia ao seu pai que irá abandonar a carreira promissora e seguir até o interior da Argentina para lecionar em Uma escola de um comunidade pobre. Ela quer dar oficina sobre política para jovens alienados no intuito de fortalecer uma geração que já nasceu derrotada pela vida e pelo sistema. Obviamente o pai reage mal, mas Paulina já é adulta e ele de nada pode fazer. No primeiro dia de aula Paulina se assusta com a atitude dos alunos, desmotivados e questionadores da sua postura de professora e representante de uma classe hierarquicamente superior. Ela resolve sair para beber com uma outra professora. No caminho de volta, ela é estuprada por um grupo ( o filme é adaptado de um filme dos anos 60 chamado " A patota"). Para surpresa de todos, Paulina não denuncia os algozes e nem aborta. Muito bem dirigido e com um ótimo plano sequência no início que valoriza o trabalho dos atires, "Paulina" vale ser visto por grupos e ser objeto de estudo e de discussão. O filme foi premiado em vários Festivais, incluindo " Cannes". Ótima fotografia.

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