segunda-feira, 27 de junho de 2016

Nasty Baby

"Nasty baby", de Sebastian Silva. Vencedor do prêmio Teddy de melhor filme LGBT no Festival de Berlin 2015, "Nasty baby" é um dos filmes mais bizarros que vi recentemente. Isso porquê ele começa como uma despretensiosa comédia dramática, e do nada, lá pelo fim, se torna um filme digno de Michael Haneke e as suas reviravoltas hiper violentas. é muito, muito estranho mesmo. Dirigido pelo chileno Sebastian Silva, que realizou em 2009 o excelente "A criada", vencedor de inúmeros prêmios internacionais, Sebastian também protagoniza esse filme. Ele interpreta um artista gráfico, Freddy casado com Mo, um carpinteiro. Kristen Wiig, excelente atriz versátil que faz muito bem drama e comédia, interpreta Polly, a melhor amiga do casal. Polly quer ser mãe. O casal quer ter um filho com o gen deles. O trio resolve fazer um pacto onde Freddy engravida Polly. Paralelo, um vizinho homofóbico e doente mental, Bispo, ataca com fúria os 3 amigos. Produzido por Pablo Larrain, diretor do excelente "O clube". "Nasty baby" tem como fotógrafo o chileno Sergio Armstrong, também de "O clube". O filme tem uma atmosfera e energia muito semelhante a "Faça a coisa certa", de Spike Lee; ambos os filmes falam sobre as minorias que habitam Nova York, e apresenta personagens e uma metrópole à beira de um caos psicológico. Não é um filme fácil de digerir, justamente pela sua mudança brusca de tom. Ousado, Sebastian Silva fincou pé no desfecho polêmico do filme, que pelo que li, foi o responsável pela exclusão do filme na Seleção Oficial do Festival de Toronto, que queria que Sebastian alterasse o desfecho. Independente de se gostar ou não do filme, é incrível constatar como que Kristen Wiig é uma excelente atriz, que alterna tão bem comédias comerciais como "Ghostbusters", e filmes independentes como esse aqui. O título do filme é tem a ver com o nome do curta que Freddy está trabalhando, onde ele e seus amigos simulam que são bebês.

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