sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
Johatsu- Into thin air
"Johatsu- Into thin air", de Andreas Hartmann e Arata Mori (2024)
No Japão, mais de 80 mil pessoas desaparecem por ano. são dados alarmantes. Mas o mais chocante, é que boa parte dessas pessoas resetam a sua vida anterior, e recomeçam do zero, com nova identidade, e apagando qualquer rastro, para que ninguém os localize. Chamados de "Johatsu", esse fenômeno ocorre muito por conta da tradição japonesa sobre o conceito de "vergonha". "Morrer é melhor do que viver com vergonha", dizem os japoneses. Mas algumas pessoas preferem recomeçar a sua vida em um lugar onde ninguém o conheça. Abandonam família, conjugues, filhos, amigos.
Por lei, ninguém, nem os parentes, podem acessar os dados bancários ou de celular da pessoa, o que dificulta o rastreamento por parte de detetives. Essas pessoas contratam serviços de empresas que os escondem e apagam todo rastro na internet. Esse tipo de serviço ganhou popularidade no Japão quando a bolha econômica estourou na década de 1990 e muitas pessoas não conseguiam pagar suas dívidas. Alguns trabalharam para a Yakusa e contraíram dívidas, fugindo com medo de morrer. O filme apresenta uma mulher, Saita, dona de uma desses empresas, explicando como é o procedimento de esconder as pessoas. Ao mesmo tempo, o filme entrevista parentes, detetives contratados para localizar os desaparecidos e também, alguns Johatsu, que surpreendentemente, mostram os seus rostos para a câmera.
É um filme curioso, que mostra um comportamento que talvez só funcione na Ásia, muito por conta do culto da celebridade e mesmo pessoas anônimas que buscam fama em redes sociais no restante do mundo.
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