sábado, 25 de novembro de 2017
Verão 1993
"Estiu 1993", de Carla Simón (2017)
Vencedor de vários prêmios internacionais, entre eles no Festival de Berlin 2017 o prêmio de "Melhor primeiro filme", " Verão 1993" foi o filme escolhido pela Espanha para representá-la no Oscar de Filme estrangeiro em 2018.
O filme é uma versão autobiográfica da Cineasta e roteirista Carla Simón, quando ela tinha 6 anos de idade e foi morar com os seus tios. Seus pais haviam morrido de Aids, que na época ainda era uma doença bastante prematura, e por isso ela sofreu muito preconceito. Laila, alter-ego de Carla, demora a se habituar a morar com seus tios. Ela morava em Barcelona, e agora precisa morar no campo, e mais, se adaptar a conviver com Anna, a filha pequena dos tios, por quem ela nutre ciúmes.
A grande forca do filme é a performance arrebatadora das duas crianças. Laia Artigas, como Laila, e Paula Robles, como Anna, agem de forma extremamente naturalista, e atuam espontaneamente, como se a câmera estivesse escondida. Existem cenas que ficamos nos perguntando como que as meninas conseguiram decorar as falas e interpretá-las. Os adultos também são ótimos, mas o filme é das crianças.
Carla Simón imprime um ritmo bastante lento para o filme, e o roteiro segue de forma totalmente fragmentada, como se fossem cenas aleatórias mostrando o dia a dia de Laila. Muitas cenas são totalmente documentais. O filme me lembrou bastante do clássico de Carlos Saura, "Cria Cuervos", Menos pela questão política e mais pela perversidade das crianças e o olhar extremamente aguçado sobre o mundo dos adultos.
Confesso que fiquei frustrado com o desfecho, em aberto.
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