sábado, 8 de julho de 2017

Rei Arthur: A lenda da espada

"King Arthur- The legend of the sword", de Guy Ritchie (2017) Que Guy Ritchie sabe dirigir filmes de ação, isso ninguém tem dúvida, basta avaliar a franquia "Sherlock Holmes", de onde saiu inclusive Jude Law, aqui interpretando cruel Rei Vortigem. Mas o que poderia ter dado errado nesse filme, que inclusive em seu final, aponta para uma possível, mas pelo visto morta ( foi um dos maiores fracassos da recente história de Hollywood) , possibilidade de continuação? Acredito que a síndrome de "Quero ser Game of thrones" possa ser um fator que tenha afundado o filme. Tudo nele tem um que do famoso e celebrizado seriado da Hbo. O mesmo universo, praticamente a mesma caracterização e figurinos, e para piorar, escalaram o ator Aidan Gillen, o Mindinho de GPT, para um dos importantes papeis centrais. Impossível não achar que estamos assistindo ao seriado, porém, piorado. O filme não tem carisma, não tem alma, os personagens não conquistam a simpatia do espectador. Tudo meio mecânico, meio a toque de caixa. Os efeitos são bem fracos, as coreografias de ação não chamam atenção, e as câmeras lentas famosas de Guy Ritchie já ficaram com sensação de Deja Vu. E para atrair um público mais juvenil, o filme evita mostrar violência, quase nem há sangue, pode passar direto no sessão da tarde sem cortes. Ver aqueles enormes elefantes no filme, que é repleto de magia, é muito estranho, mas de novo, como ele quer se aproximar do universo fantástico de GOT, ficou parecendo que estamos assistindo a um outro filme, mas não a Rei Arthur. O filme "Excalibur", de John Boorman, realizado em 1981 e que conta a mesma história da formação dos Cavaleiros da Távola Redonda, é muito mais instigante do que esse aqui, que tem elementos narrativos que lembram "Ben Hur". Charlie Hunnan, que está excelente em "Z, a Cidade perdida", aqui posa de brucutu, até dá conta, mas não tem carisma para tal. Jude Law faz cara de mal e até diverte, mas com certeza o tilintar do dinheiro em sua conta bancaria falou mais alto. De qualquer forma, não é um filme ruim. Dá para assistir como passatempo, porém, sem qualquer tipo de expectativas. Como manda o figurino dos pipocas, pode fazer a alegria da molecada. Mas quem quer um pouco mais de novidade, vai ficar devendo.

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