sexta-feira, 30 de junho de 2017

Okja

"Okja", de Bong Joon Ho (2017) Polemico no Festival de Cannes 2017 por conta de ter sido produzido pela Netflix e não ser exibido na tela grande, "Okja" tem Brad Pitt como um de seus produtores. Para quem for assistir, existe uma cena final após os créditos do filme. O que mais chamou atenção foi a versatilidade da atriz Tilda Swinton, que tem cada vez mais, assumido a postura de uma Atriz de caracterização ( assim como Johnny Depp e Helena Bohan Carter). Ela está incrível interpretando as irmãs gêmeas Mirando. Outro que está indo por esse caminho é Jake Gyllenhaal, aqui dando vida a um personagem totalmente atípico de suas outras perfomances: aqui ele incorpora um tipo histérico, over, bem no estilo dos filmes sul-coreanos. Aliás, o elenco reúne um time impressionante: além dos citados, tem Lily Collins, Steve Yeun ( o Glenn de "The walking dead"), Paul Dano, Giancarlo Esposito e outros. Mas quem rouba o filme é a pequena atriz sul-coreana Seo-Hyun Ahn, que estreou nos cinemas com o thriller erótico "A criada". Bong Joon Ho realizou algumas pequena sobras-primas do cinema, entre elas, "Mother", Memórias de um assassino" e " O hospedeiro". Ele é um mestre na arte de seduzir o espectador, trabalhando a dinâmica e cenas de ação inusitadas e bizarras. Aqui, ele traz o tema do amor de uma criança por um animal estranho, já celebrizado em filmes como "Et" e " Virtude selvagem". A multinacional da indústria alimentícia Mirando resolve criar um superporco geneticamente criado para poder suprir a possibilidade da falta de comida no futuro. Mentindo para a população e dizendo que ele foi gerado naturalmente, mandam 26 fazendeiros do mundo criar um filhote. 10 anos depois, um desses porcos está sendo criado por um fazendeiro e sua neta, Mija, nas montanhas da Coreia do Sul. Mija deu o nome ao doce porco de Okja. No entanto, Mirando manda buscar Okja e traze-lo aos Estados Unidos. Mija vai atrás, e para ajudá-la, um grupo terrorista, encabeçado por Jay (paul Dano), tenta impedir o genocídio dos superporcos em um matadouro. O filme evidentemente foi escrito por Bong Joon Ho para fazer um alerta ao massacre de animais no mundo inteiro. Com as boas intenções, o filme foi visto como um libelo pacifista e ambientalista. Não fossem as cruéis cenas finais, o filme poderia passar por um produto da Disney, tal o carinho com que o filme foi produzido, repleto de cenas ternas e fabulescas. As cenas de ação foram muito bem feitas, e fiquei imaginando o orçamento gigantesco para dar conta de cenas épicas de ação, de multidão e do próprio efeito de CGI para recriar os porcos. Incrível acreditar que o filme tenha sido exibido para a velha guarda do Festival de Cannes, e fico a pensar o que eles devem ter falado sobre o filme.

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