sábado, 15 de julho de 2017

Em ritmo de fuga

"Baby drive", de Edgar Wright (2017) Todo ano, um filme se torna cult. 2017 com certeza é o ano de "Baby driver", dirigido pelo inglês Edgar Wright, de "Shaun of the dead' e " Scott Pilgrimm", igualmente pop e cults. "Em ritmo de fuga" chupa referencias cinéfilas de todos aqueles filmes e diretores bacanas que a gente curte: Nicolas Winding Refn ( e seu mitológico "Drive"), Guy Ritchie, Dannie Boyle, Tarantino e claro, trazendo no visual muito neon e cores fortes, que lembram os anos 80, super em moda hoje em dia. Ansel Elgort, no papel de Baby, está tão cool como Ryan Gosling em "Drive", sempre andando com sua jaquetinha bicolor e seu fone de ouvido. Ele é um motorista contratado pelo bandidão Doc (Kevin Spacey), que contrata marcenários para fazerem assaltos em bancos e afins. Entre os capangas, estão Buddy (Joe Hamm), Bats (Jamie Foxx), Eddie (Flea, baterista do Red Hot Chilly Peppers) e a bandidona mor Darling (Eiza González). No meio disso tudo, Baby se apaixona pela garçonete Debora (Lily James). Prefiro pensar que o filme é uma homenagem explicita a "Drive", pois os protagonistas, Ryan Gosling e Carey Mullighan, também eram motorista e garçonete, e tudo girava por carros, assaltos e neons. As cenas de ação são muito bem dirigidas, e do meio pro fim o filme ganha mais ritmo. Não sei se achei o filme longo, pois a primeira parte achei arrastada, mas no geral é um filme muito bacana, hiper descolado, com uma trilha sonora incrível. A montagem é muito criativa, repleta de Match cuts, e a fotografia homenageia os cinemas de ação dos anos 80. Elenco de primeiríssima, e com certeza, a carreira de Ansel Elgort agora vai ser de primeiro escalão.

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