segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A infância de um líder

"The childhood of a leader", de Brady Corbet (2015) Livre adaptação do conto de Jean Paul Sartre, "A infância de um líder". O filme narra a infância de Prescott, um menino de 10 anos, filho de um diplomata americano e uma francesa, que se mudam para a França no período pós 1a Guerra mundial, para assinarem um tratado de paz, que viria a se tornar o 'Tratado de Versailles". De uma forma simbólica, assim que Prescott chega na França, passa a se comportar estranho, e a ter uma índole violenta e cruel. Sua mãe ( Berenice Bejo) perde o controle sobre a sua educação, que nem o pai ( Liam Cunningham) consegue administrar. O filme faz uma metáfora sobre a ascenção do fascismo na Europa, através da história de Prescott. Porém, o que mais impressiona o filme, é a divulgação em cima de Robert Pattinsom, que aparece em menos de 5 minutos de filme. Ele interpreta um diplomata amigo do casal, e que no final, terá direito a um misterioso papel duplo como o fascista já adulto. Outro fato muito curioso: o diretor do filme é o jovem ator americano Brady Corbert, que foi um dos algozes da refilmagem de "Funny games", de Michael Haneke. Aqui ele dirigiu, escreveu o roteiro e produziu essa difícil adaptação. A sua escolha em fazer um filme altamente artístico, sem concessões ao grande público, rendeu-lhe vários prêmios, inclusive 2 importantes em Veneza: o de melhor diretor e de melhor primeiro filme em uma mostra paralela. É um filme hermético, arrastado, de planos longos. A trilha sonora incomoda, por se apropriar de uma música que mais parece de filmes de terror, para criar uma atmosfera de constante tensão. A imagem a música não combinam, e provavelmente, o diretor Corbet tinha essa intenção. Não é filme para todos os gostos. Confesso que eu quis desistir do filme em seus primeiros 20 minutos, e assistir ao filme todo foi bem sacrificante.

21 comentários:

  1. Foi uma porcaria de filme, não assistam. Quem assiste a esse filme e diz que ele foi "maravilhoso" quer pagar de gostoso/cult entendedor da 7ª arte. O final ridículo e pseudo-histórico do filme é só a cereja do bolo. NÃO ASSISTAM!!!

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    1. Psiu, fique quieto! Se não gostou do filme, respeite a opinião dos seus amiguinhos (seu pequeno fascista)!

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    2. pronto..o mais novo uso para a panaceia "fascista"... que empregam pra todo mundo com quem não concordamos...quem não gosta do mesmo filme que a gente é...adivinhem

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    3. Só faltou você mesmo seguir o seu "conselho" e respeitar a opinião do Guilherme Granato, AK

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    4. Só faltou você mesmo seguir o seu "conselho" e respeitar a opinião do Guilherme Granato, AK

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    5. pessoal calma, é um filme,não façam uma guerra por tão pouco.

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  2. Adorei o filme. A sacada genial do diretor ao conduzir a fotografia ao modo "estupefato" justificou a permanência honrosa da trilha sonora sem que o tema contextual ocasionasse o que costumo chamar em meio ao mundo acadêmico, "holofotoso'. kkkk brincadeira. Assisti somente o trailer e cansei. Mas do trailer, adorei o final.

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  3. Resumindo, o moleque é um mini psicopata e acabou.

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  4. O único "tchã" do filme, é descobrir no final, que o garoto era filho do Charles (o tal amigo da família). Por isso o tratamento renegado recebido pelo dito pai e a indiferença da mãe com o marido. Eu curto filmes com entre linhas. Está longe de ser um filme bom, mas já vi piores.

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  5. Filme meio bosta mesmo!
    Muito mimimi do pequeno psicopata e pouco sobre o tratado de Versalles!

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    1. Concordo... meio bosta e meio merda... nada que umas palmadas no bum bum do pequeno petista não corrigisse...

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Assisti o filme e não gostei. É forçar muito dizer que o menino foi influenciado pelas negociações do tratado de Versalhes. O diretor quis colocar tanta simbologia que se perdeu.

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  8. UMA HISTORIA MASSANTE VERDADE MAS TEM O SEU LADO POSITI,VO O COMO CRIAR UM FILHO E ESTE SER QUE TIPO DE PESSOA

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  9. Um filme para poucos, aliás, bem poucos

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    1. você está correto Claudio, tem de sentar e realmente entender o contexto e a justificativa final do Diretor e roteirista, Brady Corbet, um trabalho audacioso que não veio pra agradar. Acredito até que serve pra alertar pessoas mais antenadas e que compreendam que a história deixa mensagens enigmáticas pelo caminho, é assim que temos de aprender a não repetir erros do passado.

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  10. concordo com Claudio, o filme traz fatos históricos e demonstra que tanto ditadores fascistas ou até grandes lideres podem ou não se tornar o que já são, independente da criação familiar.

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  11. Não entendi patavinas!À meu ver, o filme não passou a mensagem à que se destinava e sim à de um menino com problemas psicológicos e por sinal o final é uma merda! Não vale à pena assistir esse filme!

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  12. Foi uma mistura de NADA com coisa NENHUMA, prefiro assistir programa da Palmirinha,é bem mais enriquecedor! rs

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