sábado, 3 de janeiro de 2015

Whiplash- em busca da perfeição

"Whiplash", de Damien Chazelle (2014) Junte a Madame Sousatzka de Shirley Maclaine, a Miranda Priestley de Meryl Streep em "O diabo veste Prada" e a preparadora de elenco Fátima Toledo, e você não terá um terço do que é Terence Fletcher, o professor de música de J.K. Simmons. Gênio? Criminoso? Talentoso? Embuste? Quem é esse homem, que é um dos professores mais temidos pelos alunos da Escola de música de Shaffer, a mais importante e seleta dos Estados Unidos? Andrew tem a missão de descobrir quem é Fletcher, mas para isso, precisa conquistar a sua atenção e fazer parte do seleto grupo de banda da escola, coordenada por Fletcher. Só que para tal, ele e os outros alunos passam por constante humilhação e constrangimento, o que inclui levar tapas na cara, ter objetos arremessados em cima deles, e um bullying verborrágico sem igual, onde o professor chama o aluno de gay, chupador de pau e por ai vai. O único suporte emocional que Andrew mantém para poder aguentar é o seu pai, que o visita constantemente, e Nicole, sua namorada. Mas para almejar a perfeição, Andrew terá que se livrar de todos e se dedicar 100% ao treinamento. Esse filme é uma verdadeira aula de Cinema: Direção impecável, enxuta e dinâmica; roteiro que surpreende e que nos leva a niveis de emoção estratosféricos; Aula de Direção de atores; aula de câmera e movimentação dela em cena; e aula de efeitos especiais na antológica cena de acidente de carro. Mas o filme, além de tantos méritos, existe em sua quase totalidade pelo trabalho absolutamente estrondoso desses 2 atores de idades tão contrastantes, mas de igual nível de perfeição, que nem seus personagens. Miles Teller, no papel de Andrew, emociona a cada segundo. Suas cenas são formidáveis, e a cena final, absurda. Ele já chamava a atenção em "Em busca da felicidade", com Nicole Kidman, e depois em "O espetacular agora". A estrela desse garoto só irá subir. Já o veterano J.K. Simmons ( o Raul Cortez de lá) , finalmente encontrou um personagem à sua altura. Sempre fazendo papéis de coadjuvantes que roubavam o filme, Simmons provoca asco, ódio, rancor, e todo o tipo de sentimento odioso da parte do espectador. E mas incrível, em seus momentos 'Delicados", a gente mega acredita nele. Que Ator foda! Agora o que pouca gente sabe, é que "Whiplash" foi um curta dirigido pelo mesmo cineasta e também com J. K. Simmons. O longa é uma extensão dele. E que o diretor até então foi roteirista de filmes B como "O último exorcismo parte 2". Vida que segue. A cena final é apoteótica, de fazer o Cinema inteiro aplaudir. E foi o que aconteceu. Nota: 10

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