quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O ano mais violento

"A most violent year", de J.C. Chandor (2014) Dirigido pelo cineasta de "Até o fim", filme com Robert Redford onde ele interpreta um homem tentando sobreviver quando o barco aonde ele está se encontra naufragando. Esse mesmo tema parece se repetir agora em "O ano mais violento". 1981 foi o ano mais violento que Nova York teve notícia. Corrupção, assassinatos, assaltos, tudo acontecia de forma descarada, através de brigas entre gangues ou até mesmo corrupção de políticos e policias. Abel ( Oscar Issac, de "Inside Lewis Davis") interpreta um imigrante ambicioso, casado com a filha de um gangster, Anna (Jessica Chainstain). Ambos são ambiciosos, e tentam da melhor forma entrar na disputa pelo mercado de combustíveis. Porém, os caminhões de abastecimento de Abel estão sendo assaltados. Ele procura descobrir quem está por trás disso, mas esbarra na burocracia e corrupção de policiais, concorrentes e mafiosos. Fora isso, Anna, uma leoa furiosa, tenta manter a estrutura familiar intacta, brigando contra todos que querem destrui-los. Tentando criar uma atmosfera semelhante a "O poderoso chefão", J C Chandor falha ao construir uma narrativa sem ritmo, entediante e cujo roteiro nunca se aprofunda, apenas narrando de forma fria o desenvolvimento de seus personagens. Confesso que as mais de 2 horas do filme me frustraram bastante. Não simpatizei com os personagens, achei Oscar Issac muito maneirista e querendo ser cópia de Al Pacino no filme do Copolla. Jessica Chainstain está ok, mas já vimos coisas bem melhores dela. O Figurino, direção de arte e maquiagem estão ok reproduzindo com desenvoltura a atmosfera de 1981. A fotografia de Bradford Young ( de "Selma" ) é bonita, e a curiosidade é que ele é dos poucos fotógrafos negros em atividade nos Eua. Para mim, o ponto alto do filme é a trilha sonora de Alex Ebert, que realizou também de "Até o fim". Uma pena que o filme seja tão pouco sedutor e muito frio narrativamente. pelo trailer, prometia muito suspense, mas que no filme, inexiste. Nota: 6

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