segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

De volta ao jogo

"John Wick", de Chad Stahelski e David Leitch (2014) Estreantes na direção, os cineastas do filme na verdade são coordenadores de cenas de ação, os chamados stunt coordinator. John Wick (Keanu Reeves) é um ex-assassino de aluguel que trabalhava para a Máfia Russa. Ele abandonou o mundo do crime por amor. Porém, 5 anos depois sua esposa morre de doença terminal. Ela deixa para ele um cachorro. Um dia, John esbarra acidentalmente com o filho de seu ex-patrão, Iosef ( Alfie Allen, o Theon de "Game of Thrones"). Alfie rouba o carro de John e mata o cachorro. John só pensa em uma coisa agora: vingança. O filme abusa de extrema violência, com muito tiros à queima roupa na cara, facadas no pescoço e outros assassinatos escandalosos. Mas tudo isso num ritmo de desenho animado, ensandecido, com uma mescla louca de ação, melodrama, comédia de humor negro e testosterona. Keanu Reeves dá uma fortalecida em sua carreira com esse filme, após sucessivos fracassos com filmes bem medianos. Aqui, mesmo não sendo nada original, chama a atenção por seu olhar totalmente estilizado, no nivel talvez de um 'Drive" ou de cults dos anos 80, como "Viver e morrer em Los Angeles". No elenco cult, temos ainda Michael Nyqvist, o mocinho da versão original de "O homem que não amavam as mulheres", aqui interpretando o chefão da máfia, e Willen Dafoe, no papel de um assassino de aluguel. Nesse universo somente habitado por homens, cabe espaço para uma bandidona masculina, Ms Perkins, deliciosamente interpretado por Adrianne Palicki. O filme acaba sendo um imenso videogame onde sai bandido de tudo quanto é lado para acabar com o mocinho. Já vimos isso mil vezes, mas aqui tem um charme extra que merece ser descoberto. John Wick pode não ser James Bond. Mas diverte. Nota: 7

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