quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Louca paixão

"Turkish fruit", de Paul Verhoeven (1973) Mais um da coleção: "Como nunca vi esse filme antes"?? Datado de 1973, é impressionante como ele se mantém atual e pulsante. Poderia ter sido lançado hoje em dia que ainda assim, causaria furor. Porém, além da história de amor transgressora, o que mais me chama atenção é como 3 ícones do Cinema comercial começaram suas carreiras de forma tão brilhante, ousada, forte, autoral. Paul Verhoeven ( Robocop, Instinto Selvagem), Jan de Bont ( Velocidade máxima, Twister) e Rutger Hauer (Blade Runner) são 3 artistas holandeses. Diretor, fotógrafo e ator, nessa ordem. Baseado em um livro chamado "Delícia turca", o filme narra a história de amor sem rumo e sem controle de Eric (Hauer), um escultor viciado em sexo e porra louca, e Olga ( Monique Van de Ven), uma jovem que se entrega de corpo e alma para esssa paixão avassaladora. Muito sexo, nudez, escatologia, violência, em um filme que tem duas atuações exraordinarias e viscerais: dois atores que se expuseram e se entregaram para os seus personagens, provocando uma relação de amor e ódio para o espectador. Curioso como o filme me lembrou bastante "Eu receberia as piores notícias de seus lindo lábios", e Beto Brandt. Ambos possuem aquela verdade que somente um bom cinema de autor consegue expressar. Improvisação, câmera documental e entrega dos atores. O filme é belíssimo, machuca, e o final é arrazador. Melancolia e erotismo combinados em doses cavalares. Linda trilha sonora. O título original se dá por conta de uma cena comovente onde ele oferece um doce turco para ela. Nota: 9

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