domingo, 25 de agosto de 2013

Lola versus

"Lola versus", de Daryl Wein (2012) Jovem moradora de New York na crise da chegada dos 30 anos, largada pelo namorado, em busca de lugar para morar, uma melhor amiga super nerd e cheia de neurose, pais super protetores...e o principal, a musa dos filmes independentes Greta Gerwig como protagonista. Não, não estamos falando do mega-sucesso do circuitinho "Frances Ha". Apesar de Gerwig estar praticamente repetindo os trejeitos desajeitados de Frances, sua personagem em "Lola versus", Lola, tem uma outra meta. Ao invés de um lugar para morar, ela quer alguém que habite o seu coração. A crise aqui não é artística, e sim, emotiva, de uma mulher que quer ser mãe, se casar e dividir espaço com alguém que ela ame. Lola está prestes a se casar com Luke. Mas às vésperas do casamento, ele trava e resolver desistir. Lola sofre, se deprime, e para resolvere sse silêncio emotivo, resolve dar em cima de seu melhor amigo, Henry, e de outros tipos que vão surgindo. Só que ela esqueceu que está em Nova York, e que todos os tipos com quem ela irá se deparar são neuróticos. O filme sofre daquele mal de quase todo cineasta independente americano de ""quero ser Woody Allen": diálogos metidos a espertinhos, personagens cheios de tiques, cenas filmadas em locações tipicamente nova yorquinas, e a eterna discussão sobre amor e suas limitações. Mas o que em "Frances Ha" dava certo, aqui fica no meio do caminho. Não que o filme seja ruim, o que não e'. Ele é simpático, tem um charme..tem Debra Winger e Bill Pullman em participações especiais fazendo os pais de Lola....mas faltou um filme que toque de verdade o coração do espectador. Sempre bom a gente enxergar coisas nossas no personagem. Mas Lola, a personagem, fica indecisa demais sobre o que ela quer da vida. E eu, pelo menos, sei que não quero ser assim. Bola pra frente menina!! E viva Greta Gerwig!!! Nota: 7

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