sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Funkytown


de Daniel Roby (2011)

1976. Montreal. Ascenção da Disco music. Nesse contexto musical, o filme faz um apanhado de várias pessoas,que têm o estilo musical como influencia para as suas vidas. Bastien Lavellé (Patrick Huard) é um famoso apresentador de tv e rádio, que traz as novidades do estilo para a população. Ele se aproveita da famapara dar em cima damulherada,e abusa das drogas. Até que se apaixona por Adriana, uma top model, aspirante a cantora. Temos também Jonathan,parceiro de Bastien no programa, um gay que dá em cima dos garotos. Tino trabalha em um restaurante e sonha em ser dançarino de disco, mas mantém sua homossexualidade repremida. Mimi sonha em ser cantora, mas acredita que cantar em francês foi o motivo de seu fracasso e acaba virando garçonete. Todas as histórias acontecem em torno do Starlight, famoso club local. Paralelo,a isso, temos o contexto político, que é o movimento separacionista de Quebec.
Delirante e ambicioso painel dos anos 70, o filme abusa dos clichês : drogados, sexo, jogos de interesses, descobertas sexuais. Claro,o filme lembra outros filmes com temas semelhantes: " Studio 54", " Boogie nights". A fotografia é excepcional, a direção de arte é soberba. Os hits da era Disco estão todos aqui. O elenco representa bem os personagens, baseados em tipos reais. A narrativa segue o padrão dos filmes de Robert Altman, o famoso filme painel:histórias que se entrecruzam. Mas a quantidade de tramas paralelas acaba prejudicando, pois alguns personagens saem prejudicados, por não terem a sua história desenvolvida direito. O tom moralista do filme também incomoda. Boaparte dos personagens são punidospelos seus excessos. E tudo isso acontece lá pro final. Mas o capricho da produção compensa os erros do filme. É um filme muito bonito de se ver.

Nota: 7

sábado, 22 de outubro de 2011

Eaters- Rise of the dead


de Luca Boni, Marco Rostori (2011)

Um surto virótico assolou o mundo, transformando os seres humanos em zumbis. Sobreviventes resolvem formar grupos fascistas com a intenção de matá-los. Porém, 2 amigos tentam descobrir o porquê do surgimento do vírus, e se envolvem com cientistas e tipos estranhos pelo caminho.
Se esse filme não fosse levado à sério, seria infinitamente mais divertido. Mas o diretor resolveu ficar no meio do camino. Quiz fazer humor negro com drama, e ficou sem apelo. Pelo fato do filme ser italiano, achei que seria muito divertido. Afinal, temos vários clássicos do cinema de zumbis vindo da Itália (zumbi 2, etc), filmes do Lucio Fulcci, um cultuado cineasta italiano.
Os 2 protagonistas, anti-heróis, ficam vagando pelas ruas, e declamando frases espertinhas. A caricatura dos tipos prejudica o filme. O roteiro é bobo, misturando experiências genéticas e outros temas para lá de batidos. Os atores sim, são ruins, mas não suficiente para adorá-los. Os efeitos são toscos, a maquiagem idem.

Nota: 3

Ninja kids


" Nintama Rantarô", de Takashi Miike (2011)

BAseado no mangá " Nantaro", o filme conta a história do menino Nantaro. Ele mora com seus pais em uma pequena propriedade rural. Os pais são pobres. Secretamente, o pai diz ao filho que já foi um Ninja profisssional, mas nunca teve a chance de mostrar seu valor. Por isso, os pais o inscrevem em uma Escola de ninjas, para que o menino faça jus a esssa tradição familiar. Chegando lá, o menino faz amizades, e participa de treinamentos árduos para chegar ao nível de um ninja. Porém, vilões vão surgindo no caminho, para acabar com a reputaçao da escola e a formação dos ninjas.
Miike sempre foi um cineasta ousado,e adepto da violência explícita. daí, causa estranhamento ele ter feito essa adaptação infantil. Vendo o filme, percebemos que se fosse uma versão adulta, litros e litros de sague seriam despejados. Mas aqui, tudo ficou pelo meio do caminho. Miike não conseguiu fazer nem um filme infantil, e nem algo que agradasse o público adulto. Os efeitos, a maquiagem, são nitidamente constrangedores. Essa foi a sua intenção, mas é tudo muito tosco. As várias referencias ao universo pop japonês abundam na tela. São referências gráficas, que cansam. O filme é longo, e desisteressante. Tudo é muito histriônico e enjoativo. Uma pena, pois poderia ter rendido uma bela paródia sobre o universo dos ninjas. O ritmo é lento, e dificilmente acho que alguma crianã vá gostar do filme.

Nota: 5

A loucura de Almayer


" La folie Almayer", de Chantal Akerman (2011)

Baseado em livro de Joseph Conrad, mesmo autor de " Coração nas trevas", livro que deu origem a "Apocalypse now", de Coppola.
Kaspar Almayer é um mercador europeu, que vai morar na Malásia com a intenção de enriquecer através da extração de ouro. Porém, o ouro não aparece. Ele se casa com uma nativa, e dessa união surge Nina, a pessoa que ele mais ama nesse mundo, e que fará de tudo para tê-la sempre ao seu lado. Seu irmão tira Nina de suas mãos, e a coloca em um Internato, para que ela possa estudar. Kaspar enlouquece, enquanto Nina sofre no Internato, originalmente para europeus, sendo ela uma mestiça, é mal vista pelos outros.
Drama dirigido pela cultuada e pouco conhecida cineasta Chantal Akerman, tem uma referência óbvia ao cinema de Tarkovsky, seja nos enquadramentos, seja no ritmo, ou na cinematografia. Os planos longos também evocam a poesia do cineasta russo, mas sem o mesmo efeito, causando apenas bocejos.
O filme é longo, e tudo é bastante tedioso. As locações são interessantes, provocando uma sensação de isolamento, e de contraste cultural, lembrando que tanto nesse filme, como em " Coração nas tervas", o que se discute é o homem branco que vai tentando se adaptar a cultura asiática e acaba enlouquecendo.

Nota: 6

Atividade paranormal 3


" Paranormal activity 3", de Henry Joost e Ariel Schulman (2011)

Comentários em breve

Nota: 7

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Aqui é o meu lugar


" This must be the place", de Paolo Sorrentino (2011)

" This must be the place", de Paolo Sorrentino (2011)

Cheyenne (Sean penn) é um ex-rock star aposentado, que mora na Irlanda com sua esposa Jane (Frances Mcdormand); Jane é bombeira, e apaixonada pelo seu marido. Cheyenne, por sua vez, está depressivo: afastado de seu pai por mais de 30 anos, e 2 de seus fãs se suicidaram por conta das músicas melancólicas e depressivas que ele fazia nos anos 80. Um dia, Cheyenne recebe uma ligação, dizendo que o seu pai, que mora nos estados Unidos, está morrendo. Chegando lá, encontra o pai morto. Descobre que seu pai passou parte de sua vida à procura de um nazista refugiado no país, e que foi seu algoz. Cheyenne resolve então dar prosseguimento a essa busca, e tendo em seu caminho personagens que irão fazer ele mudar seu modo de ver a vida.
Sensível drama, dirigido pelo italiano Paolo Sorrentino...ele lembra uma estrutura de fábula, alternando momentos de fantasia com realismo. Sean Peen está sensacional, interpretando um personagem estranhíssimo, que poderá incomodar muita gente. Uma referência óbvia a Edward mãos de tesoura e ao vocalista da banda The Cure, Robert Smith. Os diálogos, principalmente os de Cheyenne, são cheios de fina ironia e humor. Tecnicamente, o filme é excelente: fotografia, edição, figurinos, trilha sonora, a cargo do mago David Byrne, de onde o filme retira o título do filme. Aliás, a cena da apresentação do próprio Byrne cantando em um show, é antológica. O filme é um pouco longo, poderia ter uns 15 minutos a menos. E o roteiro tem uma clara quebra de história, parece que estamos assistindo a um outro filme. Mas no geral, o filme é uma experiência gratificante, estranha, com ótimos enquadramentos, mas com certeza desagradará muitos espectadores.

Nota: 8

Nota: 8

Dark Horse


de Todd Solondz (2011)

Abe (Jordan Gelber) é um jovem executivo, que trabalha na empresa de seu pai, Jackie (Cristopher Walken). Mas Abe é arrogante, imaturo, e pricnipalmente, nerd. Ele vive às turras com seu pai, e sua mãe, Phyllis (Mia Farrow). tenta confortálo sempre. A família é judia, e tem todos aqueles chiliques tradicionais da comunidade. Um dia, Abe conhece Miranda (Selma Blair), uma mulher problemática e depressiva, por quem Abe se apaixona perdidamente. A partir daí, sua vida se transforma em um inferno, com família, doenças, irmão e tudo o mais querendo invadir a sua vida.
Solondz é o cronista do pessimismo. Em todos os seus filmes, os personagens são infelizes, depressivos, melancólicos e os temas da morte , sexo e religião também são recorrentes. Aqui, Solondz ainda faz severas críticas ao conservadorismo judeu, como um empecilho a felicidade das pessoas. O elenco está todo excelente, e é sempre bom rever Mia Farrow, fazendo uma referência aos seus personagens dos filmes de Woody Allen. O filme alterna humor negro, e na sua parte final, entra fundo no drama. A narrativa lembra bastante o filme " Um homem sério", dos irmãos Coen, que também tratava dos temas da religião judaica, culpa, medo.

Nota: 8

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A separação


" Jodaeyie Nader az Simin" , de Ashgar Fahradi (2011)

Comentários em breve

Nota: 9

O Palhaço


de Selton Mello (2011)

Benjamin ( Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José) são donos de um circo, e ambos trabalham como palhaços. Eles mantém uma pequena trupe de artistas, e circulam por pequenas cidades do interior. O circo passa por dificuldades financeiras, e lutam bravamente para poder manter os negócios e não ter que demitir ninguém. Benjamin, apesar de fazer seu público se divertir coma a alegria do seu palhaço Pangaré, guarda uma profunda tristeza dentro de si. Ele se acha uma pessoa triste, e quer decsobrir uma forma de entender a alegria e a felicidade. Ele acaba saindo do circo e vai para a cidade tentar uma vida nova.
Sensível drama, com roteiro do próprio Selton. Tecnicamente o filme é muito eficiente: a fotografia de Adrian Teijido é linda, a trilha sonora tem ecos de Kusturika, e funciona muito bem. Aliás, Selton deve ter visto muitos filmes do Kusturika, pois a narrativa e enquadramentos são típicos do diretor Iuguslavo. O ponto forte do filme é o seu elenco: estão todos excelentes. São várias as participações especiais: Moacyr Franco, Fabiana Karla, Erom Cordeiro, Ferrugem, Danton Mello, etc. Interessante que Selton é o único com um tom fora da média. Ele carregou na interpretação, e ficou over em vários momentos. A 2a parte do filme , quando Benjamin abandona o circo, e tenta a vida na ciade, acaba ficando muito rápida, ao passo que a 1a parte do filme, a vida no circo, se esttica demais. Mas de uma forma geral, o filme é comovente, mais pela homenagem que Selton faz aos artistas mambembes e aos atores da vida real, resgatados do ostracismo.

Nota: 8

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Corações Sujos


de Vicente Amorim (2011)

Brasil, 1945. No interior de São Paulo, onde mora a 2a maior comunidade japonesa do mundo, um grupo de radicais japoneses, não acredita na derrota do Japão na Guerra. São os Shindo-re-mei, grupo fascista que acredita que os americanos fazem propaganda da derrota do Japão. Esse grupo passa a matar os japoneses que aceitam essa rendição do Japão. Takahashi é casado com Miyuki , uma professora que dá aula para alunos japoneses. Felizes, Takahashi aos poucos é designado pelo Coronel Watanabe a cumrpir missões de matar os japoneses que são aceitam a derrota do Japão. Takasashi passa a ficar em conflito moral, uma vez que Miyuki vai se afastando dele, a medida que ele vai se tornando o assassino oficial dos Shindo-re-mei.
Bom drama, baseado em livro de Fernando Morais, tem no seu elenco japonês o seu ponto forte. Todos os japoneses são excelentes. A diferença de interpretação entre o elenco japonês e o brasileiro é gritante. O filme tem ótimo ritmo, fotografia maravilhosa de Rodrigo Monte. A trilha sonora é excessiva e cansa os ouvidos em vários momentos. O filme se apega so melodrama para narrar um fato histórico.

Nota: 8

A Hora e a vez de Augusto Matraga


de Vinícius Coimbra (2011)

Baseado na obra de Guimarães Rosa, é uma refilmagem do filme de Roberto Santos, de 1965.
Augusto Matraga (João Miguel) é um fazendeiro cheio de dívidas, e que maltrata todos ao seu redor. Ele tem uma índole terrível, e trata a todos com ignorãncia. Sua esposa (Vanessa Gerbelli) o trai com um Coronel (Werner Shunnerman), e foge com a filha do casal para morar com ele. Matraga resolve ir atrás dela, mas no caminho, é emboscado e deixado entre a vida e a morte. Um casal de negros humilde o encontra e cuidam dele por um tempo. Matraga repensa sua vida e resolve se entregar a religiosidade e a simplicidade da vida, achando que o que aconteceu com ele foi uma dádiva de deus. Até que um dia surge o justiceiro Joãozinho Bem Bem (José Wilker) surge no seu caminho, e Matraga enxerga nele o homem mau que ele já foi um dia.
Bom drama de estréia de Vinicius Coimbra, diretor de tv e de publicidade. O filme arrebatou quase todos os prêmios no Festival do Rio 2011: melhor filme, filme do juri pupular, melhor ator (Joao Miguel), ator coadjuvante (José Wilker), premio especial (Chico Anysio). O roteiro é confuso em vários momentos, o que dá a idéia de terem cortado algumas cenas para dar dinâmica a história (por ex, quem é a jovem prostituta do final? a filha de Matraga??). O filme tem um ritmo muito lento, o que não é bom para um filme de ação. A fotografia de Lula Carvalho
é muito bonita, e os atores estão bem, apesar de eu sempre achar que José Wilker interpreta a ele mesmo a muito tempo. A trilha sonora é excessiva, sempre com um caráter épico que não condiz com as imagens. Algumas cenas isoladas são muito bem construídas, mas às vezes não tem muita função dramática para a história, como a cena do cavalo sendo resgatado do rio.

Nota: 7

O desabrochar de Íris


" En ville/Íris in bloom", de Valérie Mréjen e Bertrand Schefer (2011)

Íris é uma jovem de 16 anos. Ela mora em uma pequena província na França, e tem uma melhor amiga e um namorado. A aniga é mais atirada, e fica levando Iris para baladas e encontros com homens mais velhos, com quem eleas tiram onda. O seu romance com o namorado é regado a monotonia e apatia. Um dia, ela conhece Jean, um fotógrafo de 40 anos, casado. A relação dele com a esposa também vai de mal a pior. Íris e Jean passam a se encontrar furtivamente, e as relações pessoais deles com os parceiros acaba naufragando.
Chatísssimo e verborrágico exemplar de tudo o que existe de ruim em um filme do cinema francês. Diálogos intermináveis, frieza na interpretação e nada de novo no front. O filme não agrada, os personagens não são simpáticos, e o ritmo é extremamente lento. Não há muito o que se comentar desse filme.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ponto Final


de Marcelo Taranto (2011)

Davi (Roberto Bomtempo) é um funcionário bem sucedido de uma empresa. Ele vive um casamento de fachada com Helena (Dedina Bernadelli), e tem uma filha adolescente, Beatriz (Julia Bernat). Um dia, Beatriz é morta por uma bala perdida, ao voltar da escola numa Rua em Ipanema. Davi surta, e a partir daí, entra em um processo de degradação moral, frequentando pontos de ônibus e vagando pelas ruas da cidade. Sonho e realidade se misturam, e Davi conhece uma mulher (Hermila Guedes), que segue com ele através das memórias afetivas. Ela também tem um passado traumático, e juntos, tentarão enntender o porquê de tudo isso.
Filme autoral de Marcelo Taranto, mesmo cineasta de " A hora marcada". Baseado no livro de Francisco Oliveira, " Tudo é passageiro", o filme tem uma narrativa bastante complexa, alternando realidade e pesadelo, através de cenários de sonhos ambientados em ônibus. Com uma forte linguagem teatral e verborragia, é um filme hermético que será melhor apreciado por quem se deixar levar pela proposta do diretor. Caso contrário, pode ser uma experiência traumática. De ritmo lento, o filme vai aos poucos se misturando na montagem, a ponto do espectador não mais saber qual realidade está assistindo. Hermila Guedes e Dedina Bernadelli se destacam , conferindo dor e tristeza a suas personagens gélidas. ótima direção de arte e figurino, além de uma fotografia funcional, que ajuda a criar esse universo soturno de um pesadelo sem fim.

Nota: 7

domingo, 16 de outubro de 2011

Insanamente feliz


" Sykt Likkelyg/Happy,happy", de Anne Sewitsky (2010)

Kaja mora com seu marido e filho em uma região gélida da Noruega. Ela passa para a comunidade um exemplo de família feliz. Ela frequenta o coral e se acha realizada. Um dia, um casal, com um filho adotivo negro, se muda para a casa da frente. Kaja aluga essa casa para o casal. A chegada dos novos hóspedes fará Kaja rever seus conceitos de felicidade, que influenciarão o destino de sua família.
Simpática comédia dramática norueguesa, que começa alegre e aos poucos, vai se tornando melancólica. Agnes Kittelsen, no papel de Kaja, está maravilhosa, e transmite com muita sensibilidade e emoção a trasnformação pelo qual passa a sua personagem. O roteiro tem diálogos divertidos, as várias surpresas da história podem até ser clichê ( o marido que se descobre gay, por ex), mas funcionam muito bem aqui no filme. Vale a pena ver esse filme, ambientado em belíssimas locações da Noruega e com uma fotografia deslumbrante.

Nota: 7

Michael


de Markus Scheleinzer (2011)

Michael é um funcionário exemplar na empresa para o qual trabalha. Sempre dedicado, pontual, nunca deixa de fazer nada. Ajuda os seus colegas de trabalho, porém sempre mantendo extrema discreção. O que ninguém sabe é que, quando Michael volta para casa, ele mantém uma rotina diária que é descer para o porão , ond emantém preso um menino de 10 anos, Wolfgang. Ele faz sexo, trata o menino como escravo, tudo com mãos pesadas.
Um drama sufocante, quase um filme de terror. Somente um cineasta alemão seria capaz de tazer tanta frieza narrativa a essa história apavorante. Aliás, o cineasta Markus Scheleinzer foi assistente de direção de Michael Heneke em vários filmes, e pegou dele a narrativa fria e cruel. É impressionante o trabalho dos 2 atores, nesse filme que deve ter sido muito difícil para ensaiar e filmar. A espontaneidade do menino é assustadora. A fotografia, trilha sonora, montagem, tudo colabora para manter um clima de constante tristeza e melancolia. A cena final me deixou extremamente angustiado. Um filme absolutamente não recomendado para pessoas sensíveis.

Nota: 8

Red State


de kevin Smith (2011)

Numa cidade no interior dos Estados Unidos, 3 amigos adolescentes resolvem ir ao encontro de uma mulher de meia-idade (Melissa Leo), que os convida para uma noite de muito sexo. Logo, descobrem que tudo não passa de uma emboscada. Eles são presos e levados para um sacrifício, encomendado por uma seita de fanáticos extremistas. Os três passam então a tentar descobrir uma forma de fugir de lá, antes de serem mortos pelos fanáticos, que pregam o ódio contra o homossexualismo e o sexo mundano. Paralelo, um agente do Governo, Jonathan Keenan (John Goodman), resolve fazer um cerco no local, de onde ninguém deverá sair vivo de lá.
Fiquei altamente frustrado assistindo a esse filme do Kevin Smith. O que poderia ter sido um suspense com adolescentes protagonizando mais uma luta dos nerds contra o mundo perfeito, acaba sendo um apático e chatíssimo filme que somente é um acúmulo de clichês. Nada no filme é original. E Smith fica extremamente indefinido em relação a que gênero de filme ele quer seguir: às vezes suspense, ás vezes comédia, às vezes tosco. Os personagens não são carismáticos, você não torce por ninguém. Dar uma razão para Melissa Leo e John Goodman estarem no filme, só se você pensar que eles devem ser amigos pessoais do Kevin Smith. Não existe outra possiblilidade. O pior de tudo, é o tom paródico, que irrita. E a extrema verborargia dos diálogos. Existe uma cena que dura intermináveis 16 mintos, com o Pastor dando um sermão sobre a sua ira conra os homossexuais e pecadores. Um filme que merece ser esquecido.

Nota: 4

sábado, 15 de outubro de 2011

Inquietos


"Restless", de Gus Van Sant (2011)

Enoch (Henry Hopper) é um jovem que frequenta funerais e que tem uma obsessão pela morte. Um dia, em um velório, ele conhece Annabel (Mia Wasikowska), que mais tarde, ele decsobre ser portadora de um cãncer terminal. Ambos começam uma bela amizade, que termina em um namoro. Annabel tem 3 meses de vida, e ambos tentam viver esse período da melhor forma possível. Porém, Enoch tem um passado traumático, que pode fazer romper essa sua relação com Annabel. Ao mesmo tempo,Enoch cria um amigo imaginário, Hiroshi, um piloto kamikaze da 2a guerra mundial que se torna seu melhor amigo.
Sensível e melancólico drama de Gus Van Sant, com forte inspiração de filmes europeus, principalmente os de Godard da primeira fase e de Truffaut. Os figurinos de Annabel são um caso à parte: vintage, remetem a Jean Seberg Jeanne Moreau e aé mesmo Audrey Hepburn. Muito bonitos e estilosos. De início, o filme lembra, pro conta do seu humor negro mórbido e do tema, do clássico " Ensina-me a viver". Os 2 atores principais estão ótimos e são bastante carismáticos. Henry Hopper consegue fazer de seu Enoch uma pessoa antipática, mas ao mesmo tempo carinhosa. Impossível não se sensibilizar com a trajetória de seu personagem. A trilha sonora, composta de rocks independentes, é outro achado e compõe bem com as imagens. Gus Van Sant mais uma vez conprova o seu talento para exibir o frescor da juventude. Algumas cenas são antológicas, como por ex, quando Enoch chega na casa de Annabel e a encontra desfalecida. O filme participou da Mostra Quinzena dos realizadores do Festival de Cannes 2011.

Nota: 8

Beleza


" Skoonheid/Beauty", de Oliver Hermanus (2011)

François é um homem de meia-idade, pai de 2 filhas adultas. Dono de uma empresa media de madeiras, ele promove uma festa de casamento para uma de suas filhas. Durante a festa, ele reecontra o seu sobrinho, Chsritian, que namora sua outra filha. Françõis fica obcecado por Christian, e o deseja ardentemente. Christian e sua família se voltam para Johhanesburgo, e Franções decide inventar uma história e vai atrás dele. A obsessão vai se tornando doentia, e chega a um ápice trágico.
Drama sul-africano que participou do Festival de Cannes 2011, na Mostra " Um certo olhar". O tema do homem casado e insatisfeito com a sua vida já virou clichê, e aqui é apresentada quase que toda pelo ponto de vista do protagonista, vivido pelo ator Deon Lotz. Deon interpreta com muita fúria o seu difícil personagem. Em vários momentos, lembra a estética utilizada em " Morte em veneza". A mesma cena do homem observando o seu objeto de desejo na praia, em meio ao silêncio e à contemplação. O suor, o desejo reprimido, o desespero. O filme poderia ter sido muito mais interessante, mas algumas situações não explicadas no roteiro (por ex, o que é aquela camisa encontrada por Framçois na piscina, ao final??) , e o ritmo lento, atrapalham um melhor aporveitamento da trama por parte do espectador. Muitas cenas são esticadas ao extremo, causando desconforto. E a famosa cena de estupro, violenta, causa indignação por conta da passividade do outro personagem.

Nota: 5

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Quando anoitece


" Quando la notte", de Cristina Comencini (2011)

Drama baseado no livro da própria cineasta.
Marina é uma mulher que tem um bebê, e não consegue se acostumar ao fato de ser uma mãe. Ela vive depressiva e isolada emocionalmente de seu filho. Um dia, ela resolve viajar de férias até os alpes gelados, enquanto seu marido fica na cidade. Acidentalmente, ela fere seu filho. Um vizinho, Mandred, a ajuda a levà-los ao hospital. A partir desse momento, estreita-se a relação de Marina e Manfred, que possui um segredo do passado que o atormenta, e ambos precisarão lidar com o problema da rejeição familiar.
Drama que participou do Festival de Vezena 2011, tem uma belíssima fotografia, esplendidamente registrada na locação das montanhas geladas. O fiilme trata de um tema complexo e difícl, a rejeição familiar. A primeira parte do filme, soturna, se passa numa noite chuvosa, dentro de um apartamento escuro, claustofóbico. O casal de atores estão bem. Mas a longa duração do filme o prejudica, e o excesso de melodrama principalmente na sgeunda parte da história também incomoda.

Nota: 6

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Precisamos falar sobre o Kevin


" We need to talk about Kevin", de Linney Ramsay (2011)

Filme baseado no best-seller mundial, escrito por Lionel Shriver. Diferente do livro, que consiste em ser um romance epistolar ( a mãe escreve cartas para o marido), aqui o filme segue na cronologia, sendo que na montagem, alterna os tempos passado e presente. Eva (Tilda Swinton) é uma mulher bem-sucedida que resolve ter um filho com o seu marido, Franklin (John C. Reilly). O que Eva não esperava, é que a sua dedicação como mãe é zero. Ela não sabe lidar com crianças. E assim kevin cresce em um lar que ele mesmo hostiliza, e que a mãe não consegue controlar. Até que um dia, aos 15 anos de idade, kevin mata 11 pessoas, entre colegas da escola e familiares. Eva sofre todas as consequências desse ato trágico, e é escurraçada pela comunidade.
Drama tenso, com uma pegada de trillher, que explora de forma fria a relação familiar entre pais e filhos, e as responsabilidades de cada um nesse processo de educação. O elenco está fantástico, com destaque para Tilda Swinton e para as crianças de várias fases que interpretam Kevin. Curiosa é a forma como a direção mostra |Kevin: um pequeno psicopata, desde criança. Lembra bastante Damien, de " A profecia". Tecnicamente o filme é ótimo: fotografia, trilha sonora, montagem. Muita gente não gostou da forma como Kevin é explorado no filme, quase um serial killer psicótico. É um filme porrada, que já na sua exibição em Cannes, dividiu opiniões.

Nota: 8

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A casa dos sonhos


" Dream house" , de Jim Sheridan (2011)

Após 5 anos trabalhando em uma empresa, Will Attenton
(Daniel Craig) resolve pedir demissão e seguir com sua esposa, Libby (Rachel Weisz) e as 2 filhas pequenas até uma cidade pequena. Will comprou sua tão sonhada casa, e quer passar ali momentos maravilhosos com a família que ele tanto ama. Logo ele conhece sua vizinha Ann (Naomi Watts) , que mora na casa da frente. De repente, fatos estranhos começam a acontecer, e Will decsobre que naquela casa, o dono anterior matou a esposa e as filhas. E que em breve, o assassino voltará.
Interessante filme de suspense dirigido por Jim Sheridan, mesmo diretor dos dramáticos " Em nome do pai" " Meu pé esquerdo" e " Entre irmãos". Aqui, ele se aventura no filme de gênero, e se não consegue se sair melhor, é por conta do roteiro cheio de nonsenses. O espectador não demora a decsobrir o que se passa na cabeça e Will. Aliás, não assistam o trailer do filme, porquê ele entrega metade da trama. O filme tem ótima fotografia, e tem um clima. O elenco está bem, e é curioso observar o casal na vida real Craig /Weisz trabalhando juntos. Reza a alenda que ambos não gostaram do resultado do filme, e evitaram sessões para imprensa.

Nota: 6

O abismo prateado


de Karin Ainouz (2011)

Violeta (Alessandra Negrini) é uma dentista, casada e com filho adolescente. Após transar com o sue marido numa manhã, ela segue para a sua rotina: Consultório, academia. Até que ela recebe uma mensagem em seu celular. Seu marido a abandonou. A partir desse momento, sua vida se tranforma, e ela fica sem rumo. decide ir ao seu encalço, mas o aeroporto está fechado, e ela vaga pelas ruas de Copacabana, até o amanhecer. Nesse meio tempo, ela conhece várias figuras da noite.
Belíssimo drama, com fotografia estupenda de Mauro Pinheiro Jr. O filme é baseado livremente na canção de Chico Buarque, " Olho nos olhos", que fala sobre uma mulher abandonada. Tecnicamente o filme é muito bom, e Alessandra Negrini está ótima, com uma cena antológica: quando ela se esvai dançando numa boite, ao som de " Maniac", da trilha de " Flashdance". Negrini é o filme. O elenco de apoio está todo muito bem, com destaque para Thiago Martins e Otto jr, que faz o papel do marido. O ponto fraco do fiilme é o roteiro: o filme carece de dramaturgia. As cenas são soltas, e o filme se perde entre as sensações da personagem. Mas a força do visual e do talento de Alessandra Negrini seguram a atenção do espectador. Karin mais uma vez fala sobre seus temas recorrentes: abandono e saudades.

Nota: 7

Post Mortem


de Pablo Lairran (2011)

Chile, 1973. Governo de Allende. Mario, um funcionário que trabalha no necrotério militar da cidade, vive a sua rotina. Sozinho, ele passa o dia a dia entre datilografar a descrição das mortes das pessoas, e a admiração por uma bailarina de um night club. Um dia, Mario se aproxima de Nancy, a bailarina, que é demitida. Ele descobre que ela é filha de ativistas políticos, e namora um guerrilheiro. Mario e nancy tem um caso, e ele se apaixona por ela. Mas os militares tomam o poder e matam Allende. Mario e os funcionários do necrotério são obrigados a descreverem as mortes dos guerrilheiros, falseando as causas mortis. Nancy desaparece, e Mario sai em sua busca.
Bom drama do mesmo diretor de " Tony Manero", e com o mesmo protagonista. O ritmo do filme é extremamente lento, e por vezes cansativo. Mas várias cenas justificam a ida ao cinema para ver o filme. A cena em que Mario está tomando banho, e através do som, percebemos uma invasão na casa em frente. Antológico. Outra cena genial é a de Mario levando num carrinho vários corpos, e de repente, um deles se mexe. O elenco está excelente. A fotografia em tons marrons, reforça o clima depressivo da trama. O desfecho é algo de macabro e repleto de humor negro.

Nota: 7

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios

de Beto Brant e Renato Ciasca (2011)

Cauby (Gustavo Machado) é um fotógrafo que se encontra em Santarém, Pará. Ele mora em uma casa de 5a, e suas fotos retratam mulheres lindas e causas indígenas. Ele namora Lavínia (Camila Pitanga) , uma ex-prostituta que foi retirada das ruas de Copacabana por Ernani, um homem desencantado após a morte de sua esposa. Ernani acaba indo para Santarém para se tornar Pastor, e leva Lavínia com ele. Casam-se. Cauby sofre com os constantes destemperos de Lavínia, mas a paixão entre os dois é avassaladora.
Ótimo drama dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca, é um filme forte e ousado. Camila Pitanga e ZéCarlos Machado estão extraordinários. Camila, no discurso de apresentação do filme para o Festival do Rio, comentou que o filme mudou a sua vida. Após ver o filme, fica claro que esse depoimento foi dado com total verdade. Camila se entrega totalmente ao papel. como raras vezes se viu no cinema nacional. Inclusive, em uma cena em especial, ela vomita inesperadamente , do nada.
A fotografia de Lula Araújo é fantástica. Beto e Renato o convidaram após terem visto " Tamboro", o filme-testamento de Sergio Bernardes. Lula recria esse universo do filme, com grande-angular e a imensidão do território registrado. A trilha-sonora também é marcante.
O último plano do filme é comovente. O filme tem uma longa duração, tivesse 15 minutos a menos seria muito melhor. O filme perde um certo ritmo, principalmente na parte do Rio de Janeiro, flash-back.

Nota: 8

Pina


" Pina 3D", de Win Wenders (2010)

Comentários em breve

Nota: 8

Paz,amor e muito mais


" Peace, love and misunderstanding", de Bruce Beresford (2011)

Diane (Catherine Keener) é advogada bem-sucedida e workaholick. ESsa determinação ao trabalho faz com que o seu casamento desande. Seu marido (Kylie Maclachlan) pede divórcio. Abalada, Diane segue com seus 2 filhos, Zoe (Elisabeth Olsen) e Jake, de Nova York até Woodstoc. Lá vive sua mãe, Grace. Ela é uma hipponga, que prega todas a sua filosofia de paz e amor, e planta maconha escondida em casa. Totalmente liberal, Grace é motivo de vergonha para Diane. Jake quer ser cineasta, e grava tudo a sua frente. Zoe se envolve com Cole (Chace Crawford), um jovem açougueiro com forte personalidade. Diane acaba se apaixonando por Jude, um homem local que no passado se envolveu com Grace.
Filme recheado de todos os clichês de relações familiares e de diferenças culturais e de gerações. Fiquei extremamente incomodado com a obviedade das situações. Tudo é previsível. os personagens são todos irritantemente chatos , e mesmo Jane Fonda com seu talento e carisma salva a simpatia de sua Grace. A fotografia é estourada demais, a trilha sonora está ok, de acordo com a onda hippie-Woodstock. Aliás, o ponto de vista sobre o modo de vida dos hippies não poderia ter sido mais estereotipado: tudo, do figurino, maquiagem até a cenografia, parecem ter saido de algum acervo produzido por Hollywood e sua forma de encarar a geração Paz e amor. Uma releitura óbvia do que seria o estilo.
Uma pena que um elenco tão grandioso e capaz participe de um filme tão chato.

Nota: 5

Miss bala


" Miss bala", de Gerardo Naranjo (2011)

Laura Guerrero tem um sonho: se tornar a Miss Baixa Califórnia, cidade mexicana com altos índices de violência provocada pelo tráfico de drogas. Pobre, ela escapa de casa uma noite, com sua amiga Suzu, para se inscrever no concurso. Ao se encontrar com sua amiga em uma nightclub, ela presencia um crime praticado pela gangue do perigoso Lino, o maior traficante da região. Sua amiga some no tiroteiro, que ocasionou a morte de vários frequentadores, inclusive oficiais americanos. No dia seguinte, ao tentar descobrir o paradeiro da amiga, Laura é presa pela gangue de Lino e obrigada a fazer parte da gangue. A Partir daí o sonho de se tornar Miss vai se tornando viável, pois Lino resolve tornar real o desejo da jovem, ao mesmo tempo que Laura se apavora com o seu súbito envolvimento com traficantes e policiais.
Interessantíssimo drama de ação, que participou do Festival de Cannes 2011. O filme é muito bem dirigido por Gerardo Naranjo, que promete ser a mais nova sensação mexicana. As cenas de ação são espetaculares. A atriz Stephane Sigman defende com garra e valentia sua difícil personagem, alternando beleza e determinação. O filme denuncia o triste relatório que diz que México está totalmente envolvida com tráfico de drogas, recrutando civis para fazerem parte desse esquema. A cena do tiroteio na chegada de Laura na cidade é antológica. O porém fica por conta da duração do filme. Poderia ter uns 15 minutos a menos.

Nota: 7

Gigantes de aço


" Reel steel", de Shawn Levy (2011)

Comentários em breve

Nota: 6

sábado, 8 de outubro de 2011

Vidas cruzadas


" The help", de Tate Taylor (2011)

Drama baseado no livro best-seller de Kathryn Stockett.
O filme é ambientado no início da década de 60, em Misssissipi, região extremamente racista dos estados Unidos. Eugenia " Skeeter" (Emma Stone) é uma jovem formada em jornalismo, que retorna à cidade. Ela vai procurar trabalho e consegue um emprego de colunista deuma coluna de afazeres domésticos. Ao entrevistar a empregada Aibileen (Viola Davis) de uma amiga sua, Eugenia fica encantada com a postura dela em relação a vida, a força de uma mulher que convive com o racismo. Eugenia resolve escrever um livro, " The help", com a finalidade de recolher depoimentos de empregadas negras, e a curiosa história de mulheres pobres que cuidaram de bebês até a fase adulta e depois são dispensadas por elas. No início Aibileen teme represálias, mas a sua história de vida e uma tragédia pessoal a fazem participar da escrita, como uma forma de exorcizar seus fantasmas. A ela se junta Minny (Octavia Spencer), uma empregada divertida e prepotente, que luta pelo que ela acredita. Porém, encontram resistência de Hilly (Bryce Dallas Howard),uma jovem socialite da cidade, filha da Senhora Walter (Sissy Spacer). Hilly prega o ódio aos negros, e se utiliza da Igreja e de uma organização de ajuda aos pobres para falsamente pregar ajuda humanitária.
Ótimo melodrama que tem na força de seu elenco o seu maior trunfo. Difícil dizer quem se destaca mais. Até mesmo pequenas participações de uma cena são bem defendidas. Chorei várias vezes ao longo do filme, que força situações dramáticas para emocionar o espectador. Viola Davis é sensacional, e Octavia Spencer sure como uma grande atriz. Sua Minny é fabulosa: engraçada, forte, sensível. Lembra muito Oprah Winfrey em " A cor púrpura". O filme é um excelente banco de dados de atrizes.
A trilha sonora é ótima, e toda a parte técnica idem: fotografia, direção de arte, figurinos, maquiagem. O filme é longo, quase 2:30 de duração. A diretora poderia ter cortado pelo menos 15 minutos do filme. Mas o caráter épico do filme, e a quantidade de sub-plots devem tê-la fascinado e ficou com pena de cortar alguma coisa.
O filme me lembrou bastante o cult dos anos 80 " Tomates verdes fritos". Tem a mesma estrutura: Filme melodrama, com tintas feministas e humanitárias, e com elenco predominante feminino às voltas com racismo e luta pela dignidade.
Um óbvio candidato ao Oscar 2012.

Nota: 9

Um método perigoso


" A dangerous method", de David Cronemberg (2011)

Em 1904, o psicanalista Carl Jung conhece a paciente russa Sabrina Spielrein, uma jovem bonita e muito inteligente. Jung é casado e sua mulher está grávida, uma mulher rica da alta sociedade que traz sossego financeiro ao médico. Porém, a fprte personalidade de Sabrina o faz ficar encantado. Jung utiliza métodos de Freud para o tratamento dela. Logo Jung descobre que Sabrina , em sua adolescência, era fascinada pela violência que o pai e irmãos provocavam nela. Seduzido pelo mundo fetichista e sadomasoquista de Sabrina, Jung se relaciona com ela, indo contra a ética profisssional. Freud vem visitá-lo na cidade, e a partir dái, os pensamentos de Jung e Freud tornam-se conflitantes provocando rusgas profisssionais e ruptura na amizade de ambos, ao longo de anos de relacionamento.
Fantástica imersão de Cronemberg no drama histórico, tecnicamente impecável: fotografia, figurino, maquiagem, direção de arte. O trio de atores Mortensen/Fassbender/Knightey estão perfeitos. Knightley no início assusta um pouco pelas caras e bocas, mas logo me acostumei e vi que ali era a personagem, e não a atriz. É um filme com fortes tintas dramáticas, ousado.Pessoalmente entendo muito pouco de psicanálise , igualmente não conheço muita coisa d avida de Freud e Jung. Ouvi varias críticas de conhecidos por essa falta de aprofundamento na história dos dois, mas eu não me incomodei, me rretive ao roteiro e ao que filme quer narrar.

Nota: 9

Capitães da areia


de Cecília Amado (2011)

Adaptação de clássico literário de Jorge Amado, o filme ambientado nos anos 30 em Salvador, tem como protagonista jovens marginais que vivem nas ruas. Eles roubam, fazem armações,e criam em si uma espécie de sociedade, liderados por Pedro Bala. A esse grupo de meninos, se junta Dora e seu pequeno irmão. A mãe de Dora morreu de varíola e ela ficou sem lar e sem família. De inicio Pedro Bala a rejeita, mas logo entre eles surge o amor.
Belo drama dirigido por Cecília Amado, neta do escritor. Sensível e com ótima interpretação do elenco adolescente, que no geral funcionam muito bem. A ambientação, direção de arte e fotografia ajudam bastante a contar a história o mais realista possível. A trilha de Carlinhos Brown é boa, apesar de uma ou outra trilha incidental não funcionar bem com a cena. A montagem também é histérica, e me incomodou bastante. Não detém um momento no rosto do ator. Um problema de produção também prejudicou o filme: como pararam 6 meses por falta de dinheiro, quando retomaram as filmagens, fica evidente que os atores cresceram e mudaram de fisionomia. Mas é um filme que merece atenção pela sua sensibilidade e pelo carinho evidente.

Nota: 7

A cabana


" Hut in the wood/Hutte im Wald", de Hans Weingartner (2011)

Martin é um matemático promissor , mas que não segura a onda do stress em seu ambiente de trabalho e é enviado a uma clínica pisquiátrica. Após um tempo, ele é liberado e tenta retornar ao seu antigo emprego, mas a empresa não o aceita de volta. Rejeitado por seu pai autoritário, e sem ter aonde morar, Martin se refugia numa floresta, junto com Viktor, um garoto russo cuja mãe falecera, que ele salva de uma gangue e com quem trava uma forte amizade. Os dois constroem uma cabana improvisada na floresta e ali vivem em harmonia com a natureza. Até que Martin encontra Lena, uma ajudante de dentista por quem se apaixona e que o faz lembrar de sua ex-namorada.
Drama dirigido poelo mesmo cineasta de " Edukators", essa mescla de realismo e fantasia tem no seu elenco a sua principal força. Peter Schneider e Timur Massold defendem com garra e emoção a dupla de amigos. O filme tem muito em comum com " Edukators": uma crítica a sociedade egoísta e autoritária X vida no campo e de amizade incondicional. A fotografia é linda, e a trilha sonora sensível, conjugando canções pop à melancolia do filme. A longa duração prejudica o filme, podendo ter uns 20 minutos a menos.

Nota: 7

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Uma guerra


"Odna Voyna/One war", de Vera Gagloleva (2009)

Baseado em história real. Em 1945, na União Soviética, o Major Maxim é enviado em uma missão especial. Ele segue para uma ilha aonde estão refugiadas 5 mulheres e suas filhas, todas frutos da união dessas mulheres russas com soldados alemães. Após a derrocada da Alemanha, as mulheres são consideradas traidoras da Pátria e o que lhes espera é a corte marcial e posterior fuzilamento.
Drama intenso,muito bem defendido pelo elenco. A fotografia deixa um pouco a desejar, mas pode ser que a culpa seja da projeção do Cine Estação Botafogo. O filme prende a atenção do espectador, por conta de sua história trágica, mas o ritmo lento pode cansar quem espera um filme mais convencional.

Nota: 7

Sleeping Beauty


de Julia Leigh (2011)

Lucy (Emily Browning) é uma jovem universitária que luta para mater os seus estudos e pagar a bolsa academica. Ela trabalha fazendo vários bicos, até que um dia, ela lê um anùncio num jornal e decide ver qual é o trabalho. Descobre que o trabalho é sobre servir pessoas idodas em uma espécie de restaurante chique, privê. Mas essa é somente a fachada: na verdade o local é um prostíbulo onde os clientes irão realizar suas fantasias sexuais, porém sem penetração. Lucy deverá ser sedada e não saberá o que se passa durante o atendimento. Mas um dia, ela resolve gravar e ver o que acontece.
Filme que começa de forma interessante, mas que depois fica repetitivio e arrastado. A fotografia é bonita, e a direção de arte também.
Emily Browning, de " Sucker punch", ousa em seu personagem, se desprovendo de qualquer tipo de tabus. É uma entrega da atriz ao seu papel. A linguagem usada pela diretora é curiosa : cada cena se compõe de um únicio plano, como tableaus. Porém, o filme não tem ritmo, é longo, e acaba cansando. E o roteiro é insatisfatório. Joga um clima meio Bunuel e Paoslini, mas fica somente na promessa.

Nota: 5

Um homem ao banho


" Homme au bain", de Christophé Honoré (2010)

Emannuel (François Sagat) é um michê que vive em Paris com seu namorado, o cineasta independente Ommar. Porém, eles discutem e Ommar decide ir para Manhattan. Emannuel procura outros amantes, mas seu coração permanece triste, e resolve em ir busca de Ommar.
Honoré sabe-se lá porquê resolveu filmar esse filme. O projeto está muito aquém de suas possibilidades, tanto tecnicamente quanto artisticamente, Vai ficar lembrado como um projeto experimental e amador do cineasta. Sagat é um ator famoso no mund pornô gay, e aqui ele interpreta a si mesmo. O que ele mais faz no filme é transar com diversos homens. Chiara Mastroianni , amiga de Honoré, também sai um pouco chamuscada do filme, mas enfim, ela tem força o suficiente para ignorar qualquer crítica ruim contra o filme. No mais, um filme sem muito roteiro, apenas um plot simples e que serve de fectiche para espectadores voyeur. A fotografia é tosca, o trabalho de câmera é quase todo na mão.

Nota: 5

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

L.A. Zombie


de Bruce LaBruce (2010)

Um homem surge do nada, e descobrimos que ele é um zombie sedento por sexo. Ele tem o poder de ressuscitar mortos, através da penetração e do seu sêmem milagroso. Assim, ele vai vagando pelas ruas de Los Angeles.
Bruce Labruce faz aqui o seu filme menos interessante. Quase que um plágio de seu filme anterior, " Otto", esse aqui conta com o ator pronô gay François Sagat. Sagat passa o filme todo fazendo caras e bocas, com o corpo todo maquiado, e transando adoidado. Muito sexo explícito e cenas tras, com direito a sangue falso, vísceras e maquiagem tosca. Além de tudo, o filme é longo e enfadonho. Tivesse meia hora a menos, seria mais divertido. Tudo é muito repetitivo e sem rumo.

Nota: 4

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O dublê do diabo


" The devil´s double", de Lee Tamahori (2011)

Baseado na história real de Latif Yaha (Dominic Cooper), dublê de corpo do temido filho do ditador Saddam Hussein, Uday Hussein (Dominic Cooper). Latif e Uday foram amigos quando crianças. depois cada um seguiu seu caminho. Latif serviu o exército, e sua famílai é contra o regime ditatorial de Saddam. Até que um dia, Latif é sequestrado e levado até Uday. Ele o obriga a se tornar o seu dublê de corpo, caso contrário, a família de Latif será morta. Começa assim a via crucis de Latif, que acompanha a rotina de sangue e violência pregado por Uday. Ao mesmo tempo, Latif se apaixona pela amante de Uday, Sarrab (Ludivine Seigner). O filme se passa nos anos 8o.
Belo drama histórico, dirigido pelo neo-Zelandês Lee Tamahori, diretor do excelente " Once we were warriors". " O dublê do diabo" tem excelente reconstituição de época, auxiliado por belos figurinos e ótima maquiagem. O uso da trilha sonora com pérolas pop da época , como " Relax" e " Spinning me round" ajudam nessa ambientação. Os atores estão ótimos, e os destaques ficam por conta da incrível performance de Dominic Cooper, que interpreta dois tipos tão distintos dentro de uma mesma caracterização. Um trabalho que merece uma indicação para algum premio importante. Ludivine Saigner também está irreconnhecível, e prova ser um dos maiores talentos franceses.
O roteiro é objetivo, sem perder tempo, e mostra a situação histórica pelo qual passava o Iraque. Também mostra uma faceta ridícula e monstruosa do filho do ditador. Chega a ser patético. O senão fica por conta do filme ser falado em inglês, o que me tirou total da história no início, e da performance do ator que faz Saddam Hussein. Faltou peso na atuação.

Nota: 8

A raiva


" Kalevet/Rabies", de Aharon Keshales, Navot Papushado (2011)

Um jovem casal foge da casa dos pais dela, e se refugiam numa floresta deserta. No caminho, a jovem cai em uma armadilha. O rapaz se apavora, e vai atrás de ajuda. Acaba parando um carro onde se encontram 4 jovens: 2 rapazes e 2 garotas, jogadores de Tênis. O rapaz pede ajuda a eles. O que eles não esperam é que o assassino está a espreita em algum lugar, e que as diferenças dos 4 amigos irá surgir quando eles percorrerem a floresta, criando intrigas que poderão sutir efeitos maléficos para todos.
Primeiro filme de terror israelense, esse filme passeia no gênero, mas também encontra ecos no terrir. SIm, o filme tem cenas tensas, bem violentas, mas a maioria delas acaba sendo risível, pois soam toscas, apesar dos ótimos efeitos de maquiagem. O elenco é ruim na sua maioria. Mas são bonitos, e isso acaba entretendo quem assiste ao filme. Sim, tudo é clichê do clichê: não se espera absolutamente nada de original no filme. A única curiosidade é ouvir o elenco falando em hebraico. A duração do filme é longa, e poderia ter uns 20 minutos a menos.

Nota: 5

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

Trabalhar cansa


de Juliana Rojas e Marco Dutra (2011)

Helena (Helena Albergaria) é casada com Otávio (Marat Descartes). Ambos são classe média e moram com a filha pequena. Helena contrata uma empregada, Paula, para tomar conta do lar, enquanto ela se ausenta, para poder tocar o seu sonho de empresária: montar um pequeno mercado na região. Otavio por sua vez, é demitidio do emprego, e vai se deprimindo, ao passar do tempo, por não conseguir emprego. O mercado se localiza em um local onde antes também funcionou um mercado. Os donos sumiram, e parece que o local guarada um segredo aterrorizante.
Interessante drama psicológico, com tons de " Repulsa ao sexo", de Polansky. Bizarro, perturbador, onirico. O filme guarda adjetivos que tentam traduzir o gênero o qual o filme pertence. Um misto de drama social e suspense. O filme tenta documentar a via crucis de Otavio ante networkings, agencias de empregos, testes vocacionais inócuos. Sua esposa, a medida que vai se envolvendo com o mercado, vai se transformando em uma pessoa fria. As situações bizarras, erroneamente apelidadas de horror peloc críticos, estão mais para um drama psicológico, onde nada é o que parece ser. O filme tem um ritmo bastante lento, contemplativo. O elenco está ótimo, e todos aparentam apatia perante a vida. Apenas vivem. Marat descartes é um excelente ator, que deveria ser mais aproveitado.

Nota: 7



O gato desaparece


" El gato desaparece/Tha cat vanishes", de Carlos Sorin (2011)

Luiz é um professor acadêmico de meia idade, que foi internado em uma clínica pisquiátrica, por ter agredido sua esposa e seu amigo, também professor. Luis acusa o seu amigo te ter roubado sua tese, pelo qual ele dedicou 15 anos de sua vida. Ao sair da clínica, após alta médica, Beatriz, sua esposa, desconfia se ele realmente esta bem. O médico insiste que ele está ótimo, mas Beatriz estranha a atitude do marido. Ao memso tempo, o gato da família desaparece, e Beatriz passa a procurá-lo nas redondezas.
Interessante trhiller psicológico, de ritmo bem lento, mas que vamos assistindo curiosos, desejando que o filme acabe logo para se desvendar tanto mistério acerca dos personagens. Os atores estão ótimos, principalmente Beatriz Spelzini, no difícil papel da esposa, que vai surtando aos poucos.
A fotografia é boa, e a edição, lenta, sem pressa, fazendo com que o espectador menos afoito aprecie a história.

Nota: 8

sábado, 1 de outubro de 2011

Triângulo amoroso


" 3", de Tom Tykwer (2011)

Simon e Hanna são casados a anos. Moram em Berlin. Ele é um engenheiro de arte ela é cientista. Ambos estão na faixa dos quarenta anos e são bem sucedidos. Um dia, Simon descobre que tem cãncer de testículo. Ele se ausenta de casa para fazer tratamento. Hannah acaba conhecendo no seu circulo social, Adam, um cientista bissexual. Ela se relaciona com ele e tornam-se amantes. Adam tem uma vida promiscua, transando com homens e mulheres. Ele é divorciado, e tem um filho adolescente. Ele tem sérios problemas de relacionamento. Simon, uma noite, vai até a piscina de uma academia e conhece Adam. Adam o seduz e o masturba no vestiário, Simon tem sua vida transformada , e passa a querer ter relações com Adam.
Interessante drama com tintas cômicas dirigida por Tom Tykwer, mesmo cineasta de " Corra Lola corra" e " O perfume". É uma espécie de crônica de costumes, sobre pessoas solitárias na grande metrópole. Um filme que mistura drama, comédia, melancolia com muita maestria. Sim, o tema é batido, já foi visto inúmeras vezes ( 3 formas de amar, etc) mas aqui o interessante é q ue os personagens estão na faixa dos 40 anos de idade. e experimentam um amor livre já na maturidade, então não tem a decsulpa de serem jovens e querer experimentar tudo. Os 3 atores estão excelentes, e passam com sutileza a tristeza de suas almas. A fotografia também é muito bonita, e as locações em Berlim, especialmente a academia de ginástica onde fica a psicina, muito interessantes. Um filme que vale ser visto.

Nota: 7