quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Que Deus nos perdoe
"Que Dios nos perdone", de Rodrigo Sorogoyen (2016)
Caralho, que filme foda! Obra-prima!
Dirigido pelo mesmo Cineasta espanhol de "Stockolm", e ambos co-escritos com Isabel Pena, "Que Deus nos perdoe" é um suspense de serial killer praticamente no mesmo nível de "O silencio dos inocentes". Ambientado em Madri de 2011, durante a Jornada da Juventude Mundial, quando milhares de peregrinos católicos vindos do mundo inteiro aportaram na cidade `a espera do Papa, um serial killer assassina e estupra idosas violentamente. 2 investigadores, Luis (Antonio de La Torre) e Javier (Roberto Alamo) tentam localizar o assassino, ao mesmo tempo que descobrimos que em suas vidas pessoais, os 2 policiais são tão violentos quanto o assassino.
Tudo no filme é superlativo: a direção inteligente, criativa; a montagem tensa e dinâmica; a trilha sonora aterradora; a fotografia recriando o verão quente da época e trazendo atmosfera soturna e de terror para o filme; e principalmente, a interpretação muito foda do trio de atores: Antonio de la Torre fazendo um gago introspectivo mas explosivo, Roberto Alamo como o violento detetive e...enfim, não posso falar.
Tem um plano em especial que me fez cair o queixo, quando um determinado personagem foge pela varanda e pula pro chão e a câmera acompanha tudo em plano sequencia.
Imperdível e obrigatório para fãs de suspense policial.
O filme ganhou vários prêmios em Festivais mundo afora, entre eles, Goya e San Sebastian.
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