terça-feira, 28 de abril de 2015

Um momento pode mudar tudo

"You're not you", de George C. Wolfe (2014) Forte candidato a ser um clássico do Sessão da tarde, "Um momento pode mudar tudo" passou batido pelo circuito em 2015. Uma pena, pois é um belo drama baseado em um romance de Michelle Wildgen. O filme lembra muito o francês "Os intocáveis" e o recente drama com Julianne Moore , "Para sempre Alice". Kate ( Hillary Swank) é uma pianista bem sucedida, casada com o advogado Evan (Josh Duhamel). Ao completar 35 anos, ela descobre ser portadora de uma doença degenerativa, o ELA, uma espécie de esclerose que vai eliminando os movimentos da pessoa, fazendo com que o cérebro funcione, mas o restante do corpo vá definhando, inclusive a fala ( a mesma de Stephen Hawking). Evan manda contratar uma acompanhante para Kate, e subitamente, surge Bec ( Emmy Rossum), uma roqueira fracassada e rebelde sem experiência alguma. Assim como o personagem milionário e paraplégico de "Os intocáveis", Kate escolhe Bec justamente por ela não a tratar como uma doente, e sim, como uma pessoa normal. A convivência das duas vai fazendo com que ambas vença, seus medos e segredos. Hillary Swank pega emprestado o personagem que ela interpretou em "A menina de ouro", de Clint Eastwood, e novamente sofre e fica sem movimentos. Mas isso não impede que ela tenha uma tocante interpretação. No entanto, a grande surpresa fica por conta de Emmy Rossun ( de "O fantasma da ópera), aqui esbanjando talento e fazendo bem a transição entre comédia e drama. O mais curioso é que ela está com a cara de Emily Blunt. A fotografia e a trilha sonora ajudam a dar classe ao filme, que investe pesado no melodrama. Mesmo em cima de clichês, o filme agrada e emociona, muito por conta do talento dos atores e pela seriedade que o diretor conduz o filme. Nota: 7

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