terça-feira, 7 de abril de 2015

A estrada interior

"The road within", de Gren Wells (2014) Deliciosa comédia dramática, refilmagem fiel do original alemão "Vincent quer ver o mar", de 2011, e vencedor de vários prêmios internacionais. "A estrada interior"é um filme de um gênero que aprecio muito, o "feel good movie", que já trouxe alguns clássicos da minha vida, como "As vantagens de ser invisível", "A hora de voltar", "Pequena Miss Sunshine" , "O clube dos cinco" e "Conta comigo", todos com protagonistas jovens. Todos esses filmes falam sobre o tema que os americanos mais amam: o despertar para a vida, o rito de passagem da infância para a fase adulta. Vincent ( Robert Sheehan) é portador da Síndrome de Tourette. Ele gesticula enquanto fala e faz gestos bruscos, principalmente com cabeça e braços. Nos casos extremos, como o dele, e sob pressão emocional, ele xinga palavrões, que saem fora de sue controle. O filme começa com Vincent na missa do falecimento de sua mãe. Seu pai, o político Robert ( Robert Patrick, de "O exterminador do futuro 3"), se divorciou de sua mãe e mora com sua nova namorada. Ele evita relacionamento com Vincent, por achar que ele atrapalha a sua campanha política e sente vergonha dele. Patrick interna Vincent em uma clínica psiquiátrica e lá, ele fica amigo de Alex ( Dev Patel, de "Quem quer ser um milionário"), portador de Tique de OCD, excesso de limpeza e tem pavor de tocar nas cosias, e de Marie (Zoë Kravitz, da série "Insurgente"), portadora de anorexia nervosa. Revoltados com a situação na clínica, os 3 roubam o carro da Dra Rose, e partem em direção a Califórnia, para poder ir ao Oceano e jogar as cinzas da mãe de Vincent. Sue pai e a Dra vão ao encalço deles, e nessa viagem pela estrada, todos passam por transformações que mudarão suas vidas. Ver um filme onde os 3 protagonistas se sacodem, balançam e fazem trejeitos o tempo todo pode ser cruel e ao mesmo tempo, encher o saco do espectador que não esteja a fim de ver personagens tão fora do contexto. Há quem possa achar os 3 overacting. O roteiro também busca a qualquer custo, arrancar lágrimas do espectador. Mas a Direção segura e sensível da cineasta Gren Wells, mesmo copiando o original quase plano a plano, aliado ao talento dos 3 jovens atores, conferem dignidade ao filme. Eu ri, fiquei emocionado, apreciei cada clichê visto no filme. Não tem problema, porquê esse gênero de filme é um dos que mais me atingem em cheio ao coração. Se for então uma produção independente e recheado de canções indies, aí fudeu. A fotografia é belíssima a cargo de Cristopher Baffa. As locações são de encher os olhos. Vale uma super sessão da tarde. Nota: 7

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