terça-feira, 21 de abril de 2015

A plantação

"The harvest", de John McNaughton (2013) Kathy Bastes encontrou uma rival à altura de seu personagem apavorante em "Louca obsessão". Samantha Morton e a sua personagem Katherine dividem espaço entre as mais desequilibradas e bipolares das vilãs do cinema moderno. Morton interpreta um papel dificílimo, que se fosse realizado por outra atriz facilmente cairia no vulgar e no overacting. Certamente, uma atuação que vale ouro, merecedora de prêmios. O cineasta John McNaughton realizou em 86 o cult "Henry: retrato de um serial killer", que chocou o mundo e foi proibido em vários países. Em "A plantação", ele trabalha no mesmo gênero suspense, em uma versão mais light e psicológica. Macnaughton se cercou de 4 excelente performances, irretocáveis: Samantha Morton, Michael Shannon ( de "O abrigo"), Natasha Calis, como a menina Maryann e Charlie Tahan ( a voz em "Frankenweenie" e "Blue Jasmine"), no papel de Andy. Maryann é uma menina que acabou de perder os seus pais. Ela se muda com os avós de Nova York para o subúrbio. Entediada e triste, ela vagueia pela região, até dar de cara com uma casa. Lá, ela descobre Andy, um garoto paraplégico, que vive deitado na cama. Ela descobre que os pais de Andy são uma médica e um enfermeiro. Os dois fazem amizade, mas a mãe de Andy, Katherine, quer que ela se afaste dele. Maryann, em uma de suas investidas para visitar Andy, descobre um terrível segredo que se esconde na casa. O filme tem um delicioso revival de filme de suspense que remete bastante a "Louca obsessão", "Conta comigo"e "Os Gonnies". É delicioso de se assistir, com tensão e suspense na medida certa, sem aqueles habituais gatos que surem do nada e uma violência suportável por qualquer integrante da família que queira assistir ao filme. Bem dirigido, bem escrito e com uma narrativa lenta que chega até um clímax que, mesmo que duvidoso ( gente, não existe polícia a ser acionada nessa cidade?), satisfaz bastante os espectadores. Grandes atores que dão vida a uma espécie de fábula macabra e sinistra, mas muito bem urdida. Nota: 8

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