sábado, 26 de maio de 2018

Esperando la carroza

"Esperando la carroza", de Alejandro Doria (1985) No ano de 1985, a Argentina realizou duas grandes obras-primas do cinema de seu País: o drama vencedor do Oscar "A história oficial", e a comédia de Alejandro Doria, "Esperando la carroza", uma das mais devastadoras sátiras à família já realizadas. Com grande influencia do Cinema italiano dos anos 70, de Ettore Scola, Dino Risi e Mario Moniccelli, "Esperando la carroza" é uma adaptação da peça teatral escrito pelo uruguaio Jacobo Langsner, e refilmada no Brasil por Jorge Fernando com o título "A guerra dos Rocha". Na periferia de Buenos Aires, vive Mama Cora ( interpretada pelo ator Antonio Gasalla), uma idosa de 80 anos. Ela tem 4 filhos: 3 homens e uma mulher, mas vive com Jorge, o filho mais pobre, e sua nora, Susana. Susana não suporta mais a presença de Mama Cora em sua casa, e se junta aos cunhados para implorar que um deles hospede a velha. Diante da recusa de todos, Susana entra em grande crise. Paralelo, Mama Cora sai de casa, e o corpo de uma idosa é encontrado na estação de trem, atropelado. Os filhos acreditam que é Mama Cora, e se desesperam. Engraçado do início ao fim, é o tipo da comédia que os críticos aqui no Brasil costumam falar mal: todo gritado, repleto de gags, completamente chanchadesca e recheado de palavrões e duplos sentidos. Mas por ser um filme argentino, todo mundo tira o chapéu e alça o filme à condição de obra-prima do humor, o que é verdade. Todo o elenco, sem exceção, está excepcional, completamente à vontade na comédia. China Zorilla, como a cunhada Elvira, e Mónica Villa, como Susana, estão impagáveis. Uma pena que o filme não tenha recebido prêmios. Li numa matéria que a casa onde foi filmado o lar da família, hoje em dia é lugar de culto de fãs do filme, que a visita anualmente. O filme teve uma continuação em 2009, essa sim, totalmente destruída pela crítica.

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